1 2 Ficha técnica Plano de Governo 2027-2030 Partido: Coordenação Geral: Progressistas Margarete Coelho, Antônio de Almendra Freitas Neto Candidato ao Governo do Estado do Piauí: João Vicente de Macêdo Claudino Joel Rodrigues Coordenação Técnica e Metodológica: Candidato a vice-governador: Josélia Rodrigues Jeová Alencar James Rodrigues dos Santos Nilson Ferreira de Souza Presidente Nacional do Progressistas: Anderson Emanuel Abreu Pereira Ciro Nogueira Aluysio Ricardo Nunes Fonseca Colaboração Técnica: Alainy Rosado Leitão Juvenal Pereira da Silva Junior Ana Laura de Lucena Andrade Kleber Montezuma Fagundes dos Santos Antônio Avelino Rocha Neiva Lázaro Rogério Carvalho Soares Átila Melo Lira Leopoldina Cipriano Feitosa Bessah Araujo Costa Reis Sá Lidiane Batista de Oliveira Carlos Giovanni Nunes de Carvalho Marco Antônio Ayres Daniel Pereira da Silva Monteiro Rosa Marcos Antônio Parente Elvas Coelho Diogo Luiz da Rocha Martins Natricio Vale Almeida Eduardo Alberto Maia Gomes Odilo James Pereira Sena Eduardo Marcell de Barros Alves Oséas Florêncio de Moura Filho Elisângela de Sousa Oliveira Rayane Fernanda Lemos Elisiário Cardoso da Silva Júnior Ricardo Freitas Erinalda Feitosa Pereira Roberto Wagner Calixto Torres Georgia Ferreira Martins Nunes Rosa Neide Lopes Monteiro da Silva Gilberto Antônio Neves Pereira da Silva Sádia Gonçalves de Castro Giovana Ferreira Martins Nunes Santos Thais Silva Pires de Moura Gustavo e Silva Nogueira Lima Thiago Carvalho de Sousa Inaldo Pereira Guerra Neto Timnate Heres Ferreira do Nascimento Iracema Maria Portella Nunes Nogueira Lima Tonny Kerley de Alencar Rodrigues Ismael do Nascimento Silva Valdemar Machado João Eulálio de Pádua Vitor Tabatinga do Rego Lopes João Pedro Carvalho Torres Washington Leite de Oliveira José Bertolino Neto Wellington Paulo da Silva Oliveira Jovina Moreira Sérvulo Rodrigues 4 SUMÁRIO 1. Apresentação: um plano de compromissos para o Piauí 07 2. Carta aberta ao povo do Piauí 08 3. Mensagem do Candidato a Vice Governador 11 4. Governar para todos, cuidando primeiro de quem mais precisa 12 5. Conheça a estrutura do nosso Plano de Governo 14 6. Eixos estratégicos 18 6.1 Governança Territorial, Presença do Estado, Integridade 20 e Capacidade de Entrega 6.2 Saúde, Cuidado, Regionalização e Qualidade de Vida 26 6.3 Educação, Conhecimento, Juventude e Inclusão Educacional 40 6.4 Segurança Pública, Trânsito Seguro e Justiça Integrada 50 6.5 Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Renda, Turismo 56 e Inovação Produtiva 6.6 Desenvolvimento Rural, Agricultura e Agronegócio 64 6.7 Infraestrutura, Cidades, Habitação, Mobilidade 70 e Integração Territorial 6.8 Cultura, Patrimônio, Identidade Territorial, Turismo Cultural 78 e Economia Criativa 6.9 Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Minerais, 86 Transição Sustentável e Resiliência Territorial 6.10 Proteção Social, Direitos, Equidade, Mulheres, Famílias, 96 Juventude e Cidadania Transversal 6.11 Esporte, Lazer, Inclusão e Desenvolvimento Humano 108 7. O Piauí que ouvimos: as mãos e as vozes que ajudaram a construir este plano 114 8. Agradecimentos 116 6 1. APRESENTAÇÃO: UM PLANO DE COMPROMISSOS PARA O PIAUÍ Este Plano de Governo nasce do chão do Piauí. Nasce da escuta do povo, das conversas nos municípios e do diálogo com lideranças, trabalhadores, mulheres, jovens, produtores, professores, profissionais da saúde, empreendedores, comunidades e representantes dos diversos setores que vivem, todos os dias, os problemas reais do nosso Estado. Não é um plano elaborado dentro de gabinete, distante da vida das pessoas. É um plano construído a partir da escuta popular nos Territórios de Desenvolvimento do Piauí, reconhecendo que cada região tem sua força, suas dificuldades, suas vocações e suas urgências. Os desafios do litoral não são idênticos aos do semiárido, do cerrado, dos vales, das comunidades rurais, das periferias urbanas ou dos polos regionais. Por isso, governar bem exige ouvir cada território, compreender suas necessidades e construir soluções viáveis. Este documento representa um compromisso real, responsável e exequível. Não se trata de prometer o impossível nem de apresentar palavras bonitas sem caminho de execução. O que se propõe é um projeto de governo com prioridades, método, planejamento e respeito ao dinheiro público. Um plano que olha para o presente, prepara o futuro, reconhece as dificuldades da população e valoriza as potencialidades do nosso povo. O Piauí precisa voltar a ser governado para os piauienses. Isso significa colocar as pessoas no centro das decisões, garantir que o Estado esteja presente onde a população mais precisa e fazer com que as políticas públicas cheguem de verdade aos municípios, às comunidades e às famílias. Significa cuidar de quem mais precisa, abrir oportunidades para quem quer trabalhar, apoiar quem produz, proteger quem está vulnerável e valorizar quem ajuda a construir o Estado todos os dias. A participação popular é a base deste plano. Cada contribuição recebida, cada roda de conversa, cada escuta territorial e cada diálogo setorial ajudaram a organizar uma visão mais verdadeira do Piauí. Foi a partir dessa escuta que estruturamos os eixos, as frentes estratégicas e as ações que compõem este documento. Este é, portanto, um Plano de Compromissos com o Piauí: compromisso com uma saúde mais próxima e resolutiva; com uma educação que prepare nossos jovens para o futuro; com uma segurança que proteja vidas; com a agricultura familiar e o produtor rural; com a geração de trabalho e renda; com as mulheres, famílias, crianças, idosos, pessoas com deficiência e grupos vulnerabilizados; com a infraestrutura que integre territórios; com a cultura, o turismo e a identidade piauiense; com o meio ambiente, a água e a convivência com o semiárido; e com uma gestão pública séria, eficiente e transparente. O caminho proposto é devolver o Piauí aos piauienses. Devolver o governo ao povo. Devolver esperança a quem deixou de acreditar. Devolver presença do Estado a quem foi esquecido. Devolver dignidade a quem espera por cuidado, oportunidade e respeito. Este plano é o nosso ponto de partida para um novo ciclo: um Piauí mais justo, mais forte, mais humano e mais próximo de sua gente. Coordenação Geral Plano de Governo 2027 - 2030 7 2. CARTA ABERTA AO POVO DO PIAUÍ Escrevo a vocês com o coração de quem conhece esta terra, respeita a sua história e acredita profundamente na força do povo piauiense. Escrevo como um piauiense que aprendeu, na convivência com a nossa gente, que o Piauí jamais foi pequeno. Muitas vezes, pequeno foi o olhar de quem governou sem enxergar a grandeza do nosso Estado. Eu vejo outro Piauí. Vejo um povo trabalhador, inteligente, resiliente e digno, que não quer favor, quer oportunidade; que não quer propaganda, quer resultado; que não quer promessa vazia, quer um governo que funcione. Durante muito tempo, tentaram nos acostumar com uma imagem injusta do Piauí: a de um Estado que sempre chega depois, recebe menos e deve se contentar com pouco. Mas eu conheço a verdade do nosso chão. Conheço a força de quem acorda cedo para produzir, a coragem de quem empreende mesmo sem apoio, a fé de quem resiste quando o poder público falha e a esperança de quem continua acreditando que esta terra pode mais. O Piauí não é atraso. O Piauí é uma potência ainda adormecida e contida, que precisa de oportunidade para realizar toda a sua força. 8 É por isso que este plano nasce com os pés no chão e os olhos no futuro. Não fomos buscar frases bonitas para enfeitar papel. Fomos buscar evidências, ouvir a realidade e construir um caminho sério para mudar o Estado de verdade. O Piauí precisa de um governo que trate o dinheiro público com respeito, mensure resultados, cobre desempenho, enfrente privilégios e coloque o cidadão no centro das decisões. Governo não é vitrine digital. Governo é presença real na vida do povo. Não é aceitável que, em pleno século XXI, ainda existam famílias passando fome, mães esperando atendimento, jovens sem perspectiva, produtores sufocados, empreendedores travados pela burocracia e comunidades inteiras vivendo sem estrada, água, saneamento ou segurança. O que falta ao Piauí não é talento, vocação ou capacidade. O que falta é governo com método, coragem e compromisso real com o povo. Eu acredito em um Piauí que cuida sem aprisionar, protege sem acomodar e inclui sem paternalismo. Um Piauí em que a primeira infância seja prioridade real; a escola ensine, acolha, e prepare nossas crianças para um futuro com liberdade; a saúde funcione na ponta; a segurança seja feita com inteligên- 9 cia; a infraestrutura dure; a economia gere emprego de verdade; a proteção social abra caminhos para a autonomia; o meio ambiente seja tratado como ativo estratégico com responsabilidade; e a cultura, o esporte e o lazer sejam reconhecidos como identidade, dignidade e desenvolvimento. Acredito também que governar bem exige enxergar quem, durante muito tempo, foi tratado como invisível. As mulheres piauienses, por exemplo, não podem mais ser tratadas como nota de rodapé das políticas públicas. Elas sustentam famílias, movem a economia local, enfrentam a violência, carregam o peso do cuidado e, ainda assim, muitas vezes ficam por último na fila do Estado. Um governo sério precisa incorporar a equidade como método, com dados, orçamento, gestão e cobrança. Não como favor, mas como justiça. Trago para esta caminhada a experiência de quem conhece a gestão pública, mas, acima de tudo, a disposição de quem sabe ouvir, decidir e agir. Sei que governar não é falar para agradar. É escolher com responsabilidade, enfrentar estruturas antigas, dar nome aos problemas e ter firmeza para mudar o que precisa ser mudado. O Piauí não precisa 10 de improviso. Precisa de direção. Este plano é um compromisso com a transparência, a responsabilidade fiscal, a eficiência e a dignidade humana. É o compromisso de governar olhando nos olhos do povo, prestando contas, corrigindo a rota quando necessário e lembrando, todos os dias, que o poder só faz sentido quando melhora concretamente a vida de quem mais precisa. Eu acredito no Piauí. Acredito na inteligência da nossa gente, na riqueza do nosso território, na força do nosso interior, na energia do nosso povo e na capacidade que temos de inaugurar um novo ciclo. Um ciclo em que o Estado deixe de ser administrado para poucos e passe a ser governado para todos. O futuro não virá por acaso. O futuro será construído com seriedade, trabalho, coragem e voto consciente. Pelo Piauí, pela nossa gente e pelo direito de sonhar grande e realizar de verdade. Com respeito e compromisso, Joel Rodrigues Candidato a Governador do Estado do Piauí 3. MENSAGEM DO CANDIDATO A VICE-GOVERNADOR Aceitei o desafio de caminhar ao lado de Joel Rodrigues porque acredito que o Piauí pode viver um novo tempo. Um tempo de mais presença do Estado, mais respeito às pessoas, mais responsabilidade com o dinheiro público e mais capacidade de transformar planejamento em resultado. Conheço a diversidade do nosso Estado e sei que cada território possui necessidades próprias, mas também grandes forças e oportunidades. O litoral, o semiárido, os cerrados, os vales, as cidades-polo, os pequenos municípios, as comunidades rurais e as periferias urbanas precisam ser tratados com atenção, diálogo e políticas que façam sentido para a vida de quem mora em cada lugar. Este plano não nasceu pronto nem foi escrito para cumprir uma formalidade eleitoral. Ele foi construído com escuta, estudo e participação. Reúne propostas responsáveis para cuidar de quem mais precisa, apoiar quem trabalha e produz, gerar oportunidades para os jovens, valorizar os servidores e fazer os serviços públicos chegarem com qualidade à população. Como vice-governador, assumirei a responsabilidade de colaborar de forma ativa com a coordenação do governo, acompanhar as prioridades, dialogar com os municípios e ajudar a integrar as diferentes áreas da administração. A função de vice não deve ser apenas formal. Deve contribuir para que as decisões sejam executadas e para que o governo mantenha unidade, equilíbrio e compromisso com os resultados. Nossa aliança está baseada em valores claros: ética, transparência, responsabilidade fiscal, justiça social, respeito às instituições e cuidado com as pessoas. Governar exige firmeza para enfrentar problemas, humildade para ouvir, coragem para corrigir rotas e disposição permanente para prestar contas. Queremos devolver o Piauí aos piauienses. Isso significa aproximar o governo da população, reduzir desigualdades entre os territórios, reconhecer quem produz, proteger quem está vulnerável e construir um Estado que funcione para todos. Com trabalho, união e respeito ao povo, podemos transformar este plano em um novo ciclo de desenvolvimento, dignidade e esperança para o Piauí. Jeová Alencar Candidato a Vice-Governador do Estado do Piauí 11 4. GOVERNAR PARA TODOS, CUIDANDO PRIMEIRO DE QUEM MAIS PRECISA Governar para todos não significa tratar realidades diferentes da mesma forma. Significa reconhecer que há pessoas, famílias e territórios que enfrentam desafios maiores e que, por isso, precisam de mais atenção, cuidado e presença do poder público. Este plano parte da convicção de que um governo justo deve garantir oportunidades para todos, mas chegar primeiro onde a necessidade é mais urgente. Essa compreensão nasceu da escuta popular realizada em todo o Piauí. No contato direto com a população, ouvimos as dificuldades, as esperanças e as prioridades de quem vive a realidade do Estado todos os dias. O Piauí possui grandes riquezas, vocações e força humana. Reconhecemos a importância do agronegócio, da agricultura familiar, dos pequenos produtores, do comércio, dos serviços, da indústria, do turismo, da inovação e de quem empreende e gera trabalho. Valorizar quem produz e modernizar a economia é indispensável. Mas o desenvolvimento só é verdadeiro quando o crescimento econômico também reduz desigualdades e melhora a vida de quem mais precisa. Por isso, a pergunta central não é se o Estado deve governar para todos. Deve! A pergunta é onde sua presença precisa chegar primeiro. A resposta é clara: onde a vida é mais difícil, onde os direitos demoram mais a chegar e onde as oportunidades são menores. Mulheres As mulheres estarão no centro das políticas de proteção, autonomia econômica, saúde, segurança e acesso a direitos. O enfrentamento à violência será integrado ao acolhimento, à justiça, à assistência, ao trabalho e às oportunidades reais de renda. 12 Famílias em situação de vulnerabilidade As famílias em situação de pobreza, insegurança alimentar e exclusão social estarão no centro da proteção social. O objetivo é integrar assistência, saúde, educação, trabalho, habitação e segurança para proteger, incluir e abrir caminhos de autonomia. Crianças, juventude e primeira infância Cuidar das crianças e dos jovens é preparar o futuro do Piauí. Primeira infância, aprendizagem, permanência escolar, saúde mental, qualificação profissional, esporte, cultura e tecnologia devem compor uma agenda integrada de oportunidades. Idosos Os idosos devem ser tratados com respeito, cuidado e reconhecimento. O Estado deve garantir proteção, saúde, assistência, convivência comunitária, lazer e envelhecimento ativo, assegurando dignidade a quem tanto contribuiu para o Piauí. Pessoas com deficiência A inclusão precisa ser concreta. O Estado deve remover barreiras físicas, pedagógicas, digitais, profissionais e sociais, garantindo acesso digno à educação, à saúde, ao trabalho, aos serviços públicos, à cultura, ao esporte e à participação comunitária. População do interior e territórios vulneráveis A desigualdade territorial exige presença real do Estado. As políticas públicas devem chegar às regiões, aos municípios, aos povoados, às comunidades rurais e às periferias urbanas, respeitando as vocações, as carências e as prioridades de cada território. quem produz e proteção para quem precisa. Este plano reconhece o papel dos trabalhadores, servidores públicos, produtores rurais, empreendedores, comerciantes, profissionais liberais, educadores, profissionais da saúde, lideranças comunitárias, jovens, mulheres, idosos, pessoas com deficiência, povos tradicionais e de todos aqueles que contribuem, diariamente, para construir o presente e o futuro do Piauí. População LGBTQIA+, povos tradicionais e demais grupos vulnerabilizados O desenvolvimento verdadeiro acontece quando ninguém fica para trás e cada cidadão encontra condições de viver com dignidade, segurança, oportunidade e esperança. Nenhuma pessoa pode ser tratada como invisível. O Estado deve proteger direitos, enfrentar discriminações e garantir acolhimento digno à população LGBTQIA+, aos povos tradicionais, às comunidades quilombolas e ribeirinhas, às pessoas em situação de rua e aos demais grupos vulnerabilizados. É esse o compromisso que orienta este plano: construir um Piauí mais justo para quem mais precisa, mais próspero para quem produz, mais eficiente para quem depende dos serviços públicos e mais promissor para as futuras gerações. Ao respondermos para quem o Estado deve olhar primeiro, reafirmamos o sentido deste plano: chegar primeiro onde a necessidade é maior, sem perder de vista o compromisso de governar para todos. Um Estado justo não escolhe entre desenvolvimento econômico e proteção social. Promove ambos de forma integrada, garantindo oportunidades para Um governo que cuida dos mais vulneráveis fortalece toda a sociedade. Um Estado que cria oportunidades para todos constrói um futuro mais forte, humano e sustentável. Este é o Piauí que queremos: um Piauí de inclusão, desenvolvimento, trabalho, justiça e esperança para cada piauiense, em todos os territórios. 13 5. CONHEÇA A ESTRUTURA DO NOSSO PLANO DE GOVERNO Este Plano de Governo foi organizado para apresentar, de forma clara, integrada e verificável, as prioridades que orientarão a gestão estadual no ciclo 2027–2030. Sua estrutura parte das grandes áreas de atuação do Estado, avança para campos específicos de intervenção e chega aos compromissos programáticos e aos resultados esperados. A organização do Plano está distribuída em cinco níveis principais: Eixos Estratégicos, Frentes Estratégicas de Atuação, Orientações Programáticas, Ações Programáticas e Objetivos. Esses elementos formam uma arquitetura integrada, na qual cada nível cumpre uma função própria e se conecta aos demais. Eixos Estratégicos Representam as grandes áreas de atuação do governo. Cada eixo reúne políticas, serviços, investimentos e capacidades institucionais que precisam funcionar de forma articulada para enfrentar desafios estruturais do Estado. Os Eixos Estratégicos estabelecem a direção geral da gestão, integram diferentes órgãos e políticas públicas e orientam a atuação governamental em torno de resultados comuns. Frentes Estratégicas de Atuação São os campos específicos de intervenção que compõem cada eixo. Sua função é organizar temas relacionados, delimitar prioridades e facilitar a compreensão integrada das propostas. As Frentes Estratégicas permitem visualizar, 14 dentro de cada grande área, os desafios que deverão ser enfrentados e os campos em que o governo concentrará planejamento, recursos e capacidade de execução. Orientações Programáticas Estabelecem as direções que deverão orientar a atuação governamental em cada Frente Estratégica. As Orientações Programáticas preservam a amplitude temática do Plano, articulam compromissos relacionados e permitem a adaptação responsável de instrumentos, metas e prioridades diante das necessidades identificadas durante o ciclo de governo, sem afastamento da direção estratégica assumida. Ações Programáticas São os compromissos específicos destinados a enfrentar problemas, ampliar oportunidades, qualificar os serviços públicos e promover o desenvolvimento econômico, social, territorial e ambiental do Estado. Cada ação está vinculada a uma Frente Estratégica de Atuação e deverá ser incorporada aos instrumentos de planejamento e orçamento de acordo com sua prioridade, viabilidade, competência institucional, disponibilidade financeira e capacidade de produzir resultados concretos. Objetivos Expressam os resultados estratégicos esperados de cada ação. Os objetivos servirão de referência para a definição de metas, indicadores, responsabilidades, prazos, monitoramento e prestação de contas. Mais importante do que executar atividades será demonstrar as mudanças efetivamente produzidas na vida da população, na qualidade dos serviços públicos e no desenvolvimento dos territórios. Integração com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável A arquitetura do Plano também está articulada aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável — ODS, que integram a Agenda 2030 e estabelecem compromissos globais relacionados à erradicação da pobreza, à redução das desigualdades, à saúde, à educação, ao trabalho digno, à igualdade de gênero, à sustentabilidade ambiental, à inovação, à paz, à justiça e ao fortalecimento das instituições. Os Eixos Estratégicos, as Frentes Estratégicas de Atuação, as Orientações Programáticas, as Ações Programáticas e seus respectivos objetivos dialogam com os ODS e contribuem, de forma integrada, para a realização dessas metas no território piauiense. Essa correspondência não significa que cada ação esteja vinculada isoladamente aos 17 Objetivos. Significa que o conjunto do Plano foi estruturado para contribuir, conforme a natureza de cada política pública, para o alcance dos objetivos citados acima. A adoção dos ODS como referência fortalece a integração entre desenvolvimento econômico, proteção social, sustentabilidade ambiental, governança pública e redução das desigualdades. Também permite relacionar as prioridades estaduais a indicadores reconhecidos nacional e internacionalmente, favorecendo o planejamento, o monitoramento e a avaliação dos resultados. Visão Territorial e Transversal A estrutura do Plano considera as diferenças entre a capital, os polos regionais, os peque- nos municípios, as comunidades rurais, as periferias urbanas e os territórios com maiores vulnerabilidades. Também incorpora temas que atravessam diferentes eixos, como inclusão, equidade, juventude, proteção social, desenvolvimento sustentável, inovação, eficiência pública, participação social, igualdade de gênero e redução das desigualdades. Essa visão territorial e transversal permite que os ODS sejam aplicados à realidade concreta do Piauí, respeitando as características, necessidades e potencialidades de cada região. Monitoramento e Resultados A implementação do Plano será acompanhada por metas, indicadores e instrumentos de transparência e prestação de contas. Sempre que possível, os indicadores estaduais serão relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, permitindo acompanhar a contribuição das políticas públicas para o desenvolvimento econômico, social, ambiental e institucional do Piauí. As ações poderão ser ajustadas, integradas ou redimensionadas quando a realidade exigir, desde que as alterações sejam tecnicamente justificadas, compatíveis com o planejamento governamental e orientadas à realização dos objetivos assumidos. Essa metodologia transforma o Plano em uma verdadeira arquitetura de governo: os Eixos Estratégicos definem a direção; as Frentes Estratégicas de Atuação organizam os campos de intervenção; as Orientações Programáticas estabelecem os caminhos gerais; as Ações Programáticas apresentam os compromissos; e os Objetivos indicam os resultados que deverão ser entregues à população. Todo esse conjunto se articula aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, buscando transformar compromissos globais em resultados concretos para o povo e para os territórios do Piauí. 15 As propostas constantes neste Plano de Governo constituem diretrizes programáticas para a gestão estadual e serão implementadas de forma gradual, observadas a legislação vigente, a disponibilidade orçamentária e financeira, os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, bem como a cooperação institucional necessária com os demais entes federativos e Poderes constituídos. 16 17 6. EIXOS ESTRATÉGICOS 18 19 EIXO 1 GOVERNANÇA TERRITORIAL, PRESENÇA DO ESTADO, INTEGRIDADE E CAPACIDADE DE ENTREGA Governo que funciona O Estado sai do gabinete, chega ao território, simplifica serviços e transforma compromisso em entrega verificável. Frentes Estratégicas de Atuação 1.1 Presença do Estado e equidade territorial 1.2 Planejamento, resultados reais e capacidade de entrega 1.3 Modernização administrativa e serviços públicos integrados 1.4 Servidores, lideranças e capacidade técnica nos territórios 1.5 Integridade, transparência, controle social e segurança jurídica 1.6 Gestão fiscal, orçamentária e sustentabilidade 1.7 Cooperação interfederativa e apoio técnico aos municípios 1.8 Pactuação territorial, investimentos e compromissos regionais 20 Apresentação do eixo Governar não é apenas organizar processos, criar sistemas ou anunciar metas. Governar é fazer o Estado chegar onde a população vive, transformar planejamento em serviço efetivo e reduzir as desigualdades entre os territórios do Piauí. Este eixo unifica governança estatal e coordenação interfederativa. Combina presença territorial, capacidade de entrega, modernização administrativa, valorização técnica dos servidores, integridade, responsabilidade fiscal, apoio aos municípios e pactuação regional. A estratégia reconhece as estruturas e políticas já existentes e concentra seus esforços na geração de resultados reais, na transparência, na integridade, na equidade territorial e na superação dos vazios de serviços públicos. Finalidade estratégica Fortalecer a capacidade do Estado de planejar, executar, monitorar e prestar contas; assegurar presença efetiva nos 12 Territórios de Desenvolvimento; apoiar os municípios com menor capacidade institucional; e orientar recursos, equipes e serviços para resultados sociais mensuráveis, com integridade e responsabilidade fiscal. Ações e orientações programáticas 1.1 Presença do Estado e equidade territorial 1.2 Planejamento, resultados reais e capacidade de entrega Orientações Programáticas: medir desigualdades de presença estatal e direcionar investimentos, equipes e serviços para os territórios com maiores déficits; reduzir barreiras geográficas e assegurar acesso regular a serviços públicos essenciais nas comunidades mais distantes; produzir base territorial única para expansão racional da presença do Estado e redução de desigualdades de acesso. Orientações Programáticas: avaliar a ação governamental pela melhoria efetiva da vida das pessoas, e não apenas pela quantidade de atos, sistemas ou despesas executadas; incorporar a experiência do cidadão à avaliação dos serviços e gerar recomendações verificáveis de melhoria. Ação Programática 1.1.1 – Implantar a Rede Estado Presente nos Territórios GOVERNO QUE FUNCIONA Governo no Município Objetivo: Transformar a presença territorial do Estado em rotina administrativa verificável, aproximando serviços, decisões e respostas governamentais da população. Ação Programática 1.2.1 – Integrar o modelo de gestão por resultados às entregas territoriais e ao orçamento GOVERNO QUE FUNCIONA Compromisso com Prazo Objetivo: Transformar o planejamento em entregas verificáveis, distinguindo propaganda, contratação, execução, operação e resultado social. Ação Programática 1.1.2 – Criar o Índice de Presença e Equidade Territorial do Estado Ação Programática 1.2.2 – Implantar o Painel Piauí Real de resultados sociais e qualidade dos serviços GOVERNO QUE FUNCIONA Mapa de Quem Mais Precisa GOVERNO QUE FUNCIONA Resultado na Vida Objetivo: Medir desigualdades de presença estatal e direcionar investimentos, equipes e serviços para os territórios com maiores déficits. Objetivo: Avaliar a ação governamental pela melhoria efetiva da vida das pessoas, e não apenas pela quantidade de atos, sistemas ou despesas executadas. 21 Ação Programática 1.2.3 – Instituir a Sala Permanente de Destravamento de Entregas Prioritárias Ação Programática 1.3.2 – Integrar os canais digitais, presenciais e itinerantes de serviços públicos GOVERNO QUE FUNCIONA Entrega sem Trava GOVERNO QUE FUNCIONA Uma Porta Só Objetivo: Garantir o cumprimento dos prazos e aumentar a taxa de conclusão de projetos prioritários mediante coordenação interinstitucional e solução objetiva de gargalos. Objetivo: Oferecer experiência integrada de atendimento, reduzindo deslocamentos e repetição de informações. Ação Programática 1.2.4 – Instituir a Auditoria Territorial Cidadã dos serviços públicos GOVERNO QUE FUNCIONA Voz que Fiscaliza Objetivo: Incorporar a experiência do cidadão à avaliação dos serviços e gerar recomendações verificáveis de melhoria. 1.3 Modernização administrativa e serviços públicos integrados Orientações Programáticas: oferecer experiência integrada de atendimento, reduzindo deslocamentos e repetição de informações; tornar a fiscalização cidadã simples, rastreável e orientada à solução de problemas concretos; permitir que o cidadão acesse serviços integrados com segurança, menor repetição de documentos e continuidade entre canais digitais e presenciais. Ação Programática 1.3.1 – Aperfeiçoar a simplificação administrativa e o redesenho dos serviços públicos GOVERNO QUE FUNCIONA Menos Papel, Mais Serviço Objetivo: Reduzir burocracia, retrabalho e custo de acesso aos serviços, com segurança, acessibilidade e alternativas presenciais. 22 Ação Programática 1.3.3 – Implantar o portal Fiscalização na Palma da Mão integrado à Ouvidoria GOVERNO QUE FUNCIONA Olho da Gente Objetivo: Tornar a fiscalização cidadã simples, rastreável e orientada à solução de problemas concretos. 1.4 Servidores, lideranças e capacidade técnica nos territórios Orientações Programáticas: recompor capacidades críticas do Estado com responsabilidade fiscal e prioridade para serviços essenciais e territórios deficitários; elevar a capacidade técnica e gerencial do Estado e dos parceiros municipais para entregar políticas com qualidade; aproveitar melhor o capital humano do Estado e ampliar critérios técnicos na composição de equipes e lideranças. Ação Programática 1.4.1 – Implantar o Plano de Recomposição Estratégica de Quadros GOVERNO QUE FUNCIONA | Equipe Onde Precisa Objetivo: Recompor capacidades críticas do Estado com responsabilidade fiscal e prioridade para serviços essenciais e territórios deficitários. Ação Programática 1.4.2 – Implantar o Programa Servidor na Ponta GOVERNO QUE FUNCIONA Talento na Ponta Objetivo: Atrair e manter profissionais qualificados nos territórios com maior carência de serviços estaduais. Ação Programática 1.4.3 – Fortalecer a Escola de Governo e Liderança Pública GOVERNO QUE FUNCIONA Liderar para Entregar Objetivo: Elevar a capacidade técnica e gerencial do Estado e dos parceiros municipais para entregar políticas com qualidade. Ação Programática 1.4.4 – Instituir o Banco Estadual de Talentos e Lideranças Públicas GOVERNO QUE FUNCIONA Gente Certa no Lugar Certo Objetivo: Aproveitar melhor o capital humano do Estado e ampliar critérios técnicos na composição de equipes e lideranças. Objetivo: Prevenir irregularidades, reduzir desperdícios e consolidar cultura de ética e responsabilidade na administração estadual. Ação Programática 1.5.2 – Fortalecer a governança jurídica preventiva GOVERNO QUE FUNCIONA | Decidir com Segurança Objetivo: Aumentar a segurança jurídica, prevenir litígios e acelerar decisões administrativas bem fundamentadas. Ação Programática 1.5.3 – Implantar o Sistema Rastro do Dinheiro Público GOVERNO QUE FUNCIONA Cada Real à Vista Objetivo: Permitir acompanhamento simples e completo do uso dos recursos públicos e aumentar a capacidade de prevenção e fiscalização. Ação Programática 1.5.4 – Implantar o Programa de Diagnóstico, Priorização e Retomada de Obras Paralisadas GOVERNO QUE FUNCIONA Obra de Volta 1.5 Integridade, transparência, controle social e segurança jurídica Orientações Programáticas: prevenir irregularidades, reduzir desperdícios e consolidar cultura de ética e responsabilidade na administração estadual; aumentar a segurança jurídica, prevenir litígios e acelerar decisões administrativas bem fundamentadas. Ação Programática 1.5.1 – Ampliar o Programa de Integridade Pública com gestão de riscos GOVERNO QUE FUNCIONA Governo de Mãos Limpas Objetivo: Reduzir o estoque de obras paralisadas e concentrar recursos naquelas com maior benefício social e viabilidade de conclusão. 1.6 Gestão fiscal, orçamentária e sustentabilidade Orientações Programáticas: elevar receitas próprias por eficiência, conformidade e redução de evasão, promovendo maior justiça fiscal; transformar renúncias e incentivos em instrumentos mensuráveis de desenvolvimento econômico, social e territorial; orientar recursos para sustentabilidade e ampliar transparência e capacidade de financiamen- 23 to; aumentar previsibilidade, coerência e capacidade de execução do planejamento estadual; tornar o orçamento capaz de identificar e corrigir desigualdades de gênero e territoriais com base em evidências. Ação Programática 1.6.1 – Promover reordenamento orçamentário com foco em prioridades e resultados GOVERNO QUE FUNCIONA Dinheiro na Prioridade Objetivo: Melhorar a qualidade do gasto e assegurar financiamento progressivo das prioridades estratégicas. Ação Programática 1.6.2 – Modernizar e ampliar a arrecadação com justiça fiscal GOVERNO QUE FUNCIONA Justiça para Quem Paga Certo Objetivo: Elevar receitas próprias por eficiência, conformidade e redução de evasão, promovendo maior justiça fiscal. Ação Programática 1.6.3 – Integrar política fiscal, incentivos e desenvolvimento sustentável GOVERNO QUE FUNCIONA Incentivo que Gera Emprego Objetivo: Transformar renúncias e incentivos em instrumentos mensuráveis de desenvolvimento econômico, social e territorial. Ação Programática 1.6.4 – Implantar orçamento verde e sustentável GOVERNO QUE FUNCIONA Orçamento do Futuro Objetivo: Orientar recursos para sustentabilidade e ampliar transparência e capacidade de financiamento de políticas ambientais. Ação Programática 1.6.5 – Integrar os instrumentos de planejamento fiscal e governamental 24 GOVERNO QUE FUNCIONA Planejar para Cumprir Objetivo: Aumentar previsibilidade, coerência e capacidade de execução do planejamento estadual. Ação Programática 1.6.6 – Implantar orçamento sensível ao gênero e às desigualdades territoriais GOVERNO QUE FUNCIONA Orçamento que Enxerga Objetivo: Tornar o orçamento capaz de identificar e corrigir desigualdades de gênero e territoriais com base em evidências. Ação Programática 1.6.7 – Ampliar a participação do povo para indicação de ações prioritárias dentro do orçamento GOVERNO QUE FUNCIONA O Povo Decide, o Governo Presta Contas Objetivo: Ampliar e qualificar a participação da população na definição das prioridades orçamentárias do Estado, combinando escuta territorial, participação digital, critérios técnicos de viabilidade e prioridade, garantindo equidade na distribuição dos recursos e acompanhamento público da execução. 1.7 Cooperação interfederativa e apoio técnico aos municípios Orientações Programáticas: Fortalecer a gestão municipal e aumentar a efetividade das políticas executadas em cooperação com o Estado. Ação Programática 1.7.1 – Fortalecer o Escritório Estadual Permanente de Projetos e Apoio Técnico aos Municípios GOVERNO QUE FUNCIONA Projeto Pronto, Recurso Captado Objetivo: Elevar a capacidade dos municípios de captar e executar investimentos com qualidade e regularidade. Ação Programática 1.7.2 – Criar o Gabinete de Apoio aos Municípios diante cooperação intermunicipal juridicamente segura. GOVERNO QUE FUNCIONA Parceria de Resultados Ação Programática 1.8.1 – Integrar pactuação, metas e prestação de contas no Sistema de Governança Territorial Objetivo: Evitar perda de recursos por falhas administrativas e aumentar a capacidade local de gestão de convênios ou instrumentos de cooperação 1.8 Pactuação territorial, investimentos e compromissos regionais Orientações Programáticas: dar segurança jurídica e capacidade de cobrança aos compromissos territoriais sem transferir indevidamente competências; permitir controle social territorial e reduzir divergências entre comunicação, orçamento e entrega efetiva; ampliar a escala, a sustentabilidade e a qualidade dos serviços públicos regionais me- GOVERNO QUE FUNCIONA Território com Compromisso Objetivo: Converter participação e planejamento territorial em compromissos executivos financiados e acompanháveis. Ação Programática 1.8.2 – Fortalecer consórcios públicos e soluções intermunicipais para serviços compartilhados GOVERNO QUE FUNCIONA Juntos Dá Mais Objetivo: Ampliar a escala, a sustentabilidade e a qualidade dos serviços públicos regionais mediante cooperação intermunicipal juridicamente segura. O governo será medido não pela quantidade de sistemas, programas ou estruturas criadas, mas por sua capacidade de resolver problemas concretos, entregar resultados à população e reduzir desigualdades em cada município e Território de Desenvolvimento do Piauí. 25 EIXO 2 SAÚDE, CUIDADO, REGIONALIZAÇÃO E QUALIDADE DE VIDA 26 Intervenção e cuidado que chega a tempo A saúde é comunicada pelo que importa à família: atendimento no tempo certo, perto de casa e com continuidade. Frentes Estratégicas de Atuação 2.1 Regionalização, governança e descentralização qualificada da rede 2.2 Especialidades, diagnóstico e regulação do acesso 2.3 Rede hospitalar, alta complexidade e Urgência 2.4 Linhas prioritárias de cuidado 2.5 Vigilância, promoção da saúde e qualidade de vida Apresentação do eixo A saúde precisa funcionar no tempo certo, no lugar certo e com continuidade. O Piauí deve fortalecer o SUS regionalizado, reduzir vazios assistenciais, enfrentar filas e assegurar que investimentos, contratos e tecnologias produzam acesso, acolhimento e cuidado contínuo verificável. Este eixo reorganiza a agenda estadual de saúde em sete frentes articuladas: regionalização e governança; especialidades, diagnóstico e regulação; rede hospitalar; linhas prioritárias de cuidado; vigilância; saúde mental; e apoio à atenção básica municipal. Finalidade estratégica Reorganizar e qualificar a rede estadual de saúde com foco em acesso, resolutividade, regionalização, descentralização, transparência e segurança do paciente, prevenção, redução de desigualdades e sustentabilidade do custeio. 2.6 Saúde mental 2.7 Atenção Básica 27 EIXO 2 SAÚDE, CUIDADO, REGIONALIZAÇÃO E QUALIDADE DE VIDA Ações e orientações programáticas 2.1 Regionalização, governança e descentralização qualificada da rede Orientações Programáticas: transformar as Regionais de Saúde em unidades efetivas de coordenação territorial, capazes de apoiar municípios e assegurar continuidade das redes assistenciais; converter a regionalização em compromissos verificáveis de acesso, qualidade e redução de desigualdades territoriais; assegurar que os recursos públicos financiem serviços efetivamente prestados, com qualidade, transparência e responsabilidade; transformar volume de teleatendimentos em acesso resolutivo, continuidade e redução de encaminhamentos inadequados; qualificar decisões clínicas e de gestão com dados confiáveis, protegidos e atualizados, evitando duplicidade de sistemas e exposição indevida de pacientes; fixar equipes multiprofissionais qualificadas nos serviços prioritários e reduzir interrupções na oferta de serviços essenciais. Ação Programática 2.1.1 – Instituir Auditoria Geral e Plano de Intervenção e Retomada da Gestão Pública das Unidades de Saúde administradas por Organizações Sociais INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Saúde sob Controle Objetivo: Realizar auditoria integral de todos os contratos de gestão celebrados com Organizações Sociais de Saúde, abrangendo custos, metas assistenciais, qualidade dos 28 serviços, compras, contratações, pessoal, patrimônio público, prestação de contas, regularidade jurídica e resultados entregues à população; adotar medidas de intervenção administrativa de acordo com os requisitos legais; e promover o encerramento integral desse modelo por meio da rescisão, denúncia ou não renovação dos ajustes, conforme o fundamento jurídico aplicável a cada contrato, assegurando contraditório, responsabilização por eventuais irregularidades e transição planejada para a gestão pública, sem interrupção da assistência aos usuários. A ação deverá pressupor uma transição individualizada por unidade, de acordo com a qualidade dos serviços prestados, com inventário de bens, medicamentos, contratos, profissionais, dados clínicos, obrigações financeiras, processos assistenciais e riscos operacionais. Nenhum contrato será encerrado sem plano prévio de continuidade, definição da autoridade gestora substituta, recomposição das equipes essenciais, garantia dos estoques e preservação do funcionamento das unidades. Ação Programática 2.1.2 – Consolidar a regionalização como prioridade de gestão do SUS estadual INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Saúde em Cada Região Objetivo: Organizar uma rede regionalizada, integrada e resolutiva, garantindo que cada usuário seja atendido no ponto adequado e reduzindo a dependência desnecessária de Teresina. e redução de encaminhamentos inadequados e readequar a forma de pagamento per capita para pagamento por produção. Ação Programática 2.1.3 – Requalificar as Regionais de Saúde como estruturas de coordenação, apoio técnico e atendimento próximo à população Ação Programática 2.1.7 – Implantar interoperabilidade de dados, prontuário integrado e Sala Estadual de Situação da Saúde INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Região que Coordena INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Prontuário que Acompanha Objetivo: Transformar as Regionais de Saúde em unidades efetivas de coordenação territorial, capazes de apoiar municípios e assegurar continuidade das redes assistenciais. Ação Programática 2.1.4 – Instituir Pactos Macrorregionais de Acesso e Resultado em Saúde Objetivo: Qualificar decisões clínicas e de gestão com dados confiáveis, protegidos e atualizados, evitando duplicidade de sistemas e exposição indevida de pacientes. INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Compromisso de Atendimento Objetivo: Converter a regionalização em compromissos verificáveis de acesso, qualidade e redução de desigualdades territoriais. Ação Programática 2.1.5 – Estruturar a Política Estadual de Transporte Sanitário e Logística do Cuidado INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Caminho do Cuidado Objetivo: Ampliar o acesso para pacientes de doenças crônicas e garantir deslocamento seguro, programado e compatível com o percurso assistencial, reduzindo faltas, atrasos e agravamento de casos. Ação Programática 2.1.6 – Requalificar o Teleatendimento Digital INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Tela com Retorno Objetivo: Ofertar novas especialidades, como por exemplo: Neuropediatria e outras, implantar a integração de prontuário, bem como transformar volume de teleatendimentos em acesso resolutivo, continuidade Ação Programática 2.1.8 – Ampliar provimento, fixação e formação regionalizada de profissionais de saúde INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Profissional Onde Faz Falta Objetivo: Fixar equipes multiprofissionais qualificadas nos serviços prioritários e reduzir interrupções na oferta regional. 2.2 Especialidades, diagnóstico e regulação do acesso Orientações Programáticas: ampliar o acesso a especialidades perto da residência do usuário, com escala, qualidade e sustentabilidade; organizar e dar transparência à regulação com controle de custo, qualidade assistencial e padronização de sistema interfederativo unificado; através da tecnologia e inovação reduzir o tempo de espera e o passivo cirúrgico com segurança, continuidade e custo controlado; acelerar diagnósticos estratégicos com oferta de exames e cuidado integral, respostas epidemiológicas, preservando qualidade e coordenação estadual; qualificar a atenção local, acelerar decisões diagnósticas e reduzir deslocamentos sem comprometer o cuidado presencial necessário. 29 Ação Programática 2.2.1 – Requalificar e ampliar a rede regional de atenção ambulatorial especializada INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Especialista Mais Perto Objetivo: Ampliar o acesso a especialidades perto da residência do usuário, através da cooperação junto aos Municípios, assegurando a oferta de especialidades sem a necessidade de construção de novas estruturas, focando inicialmente no cuidado. Ação Programática 2.2.2 – Implantar Fila Única Transparente e regulação clínica baseada em prioridade INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Sua Vez na Fila Objetivo: Garantir acesso facilitado através de tecnologia, regulado por necessidade clínica, reduzindo espera e integrando filas de consultas, exames, cirurgias eletivas em sistema único, com protocolos clínicos auditáveis, classificação de risco, confirmação automática, gestão de faltas, posição e previsão informadas ao usuário, em plataforma digital, sem exposição de dados sensíveis, tempo médio por serviço e mecanismos de revisão e auditoria. Ação Programática 2.2.3 – Aperfeiçoar a estratégia permanente de cirurgias eletivas com segurança e rastreabilidade Objetivo: Garantir o financiamento permanente visando a redução do tempo de diagnóstico e exames essenciais de maior complexidade de forma universalizada e programada em todas microrregiões. Ação Programática 2.2.5 – Descentralizar a capacidade do LACEN por rede de laboratórios de referência INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Exame que Chega Rápido Objetivo: Organizar rede hierarquizada com LACEN estadual, polos macrorregionais e laboratórios apoiadores, definindo exames por nível, biossegurança, transporte de amostras, controle externo de qualidade, conectividade e protocolos de emergência. Ação Programática 2.2.6 – Implantar a Rede Estadual de Policlínicas Territoriais Integradas INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Especialidade no Seu Território Objetivo: Assegurar a implantação planejada e progressiva, em cooperação com o Governo Federal e Governos Municipais, de 12 (doze) Policlínicas garantindo a oferta regionalizada de consultas especializadas, exames, linhas de cuidado prioritárias, procedimentos ambulatoriais e acompanhamento multiprofissional, reduzindo filas, deslocamentos e a concentração dos atendimentos em Teresina. INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Cirurgia sem Espera Infinita Objetivo: Reduzir o tempo de espera e o passivo cirúrgico com segurança, continuidade e custo controlado. Ação Programática 2.2.4 – Estruturar a Rede Regional de Diagnóstico por Imagem, Patologia e Análises Clínicas INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Diagnóstico sem Viagem 30 2.3 Rede hospitalar, alta complexidade e Urgência Orientações Programáticas: organizar a rede hospitalar por função e capacidade resolutiva, orientando investimentos, equipes, regulação e financiamento; aumentar a resolução local de urgências e procedimentos de média complexidade e reduzir encaminhamentos evitáveis aos hospitais de base; garantir que hospitais de menor porte prestem serviços seguros, úteis e integrados à rede, com uso racional da capacidade instalada; garantir acesso oportuno ao cuidado crítico com uso eficiente e sustentável da capacidade instalada; dar sustentabilidade aos serviços estratégicos e induzir melhoria assistencial sem criar despesa permanente sem fonte e contrapartida de desempenho. Ação Programática 2.3.1 – Atualizar a Política Hospitalar Estadual e instituir o Sistema Estadual de Classificação Hospitalar INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Hospital com Missão Clara Objetivo: Validar tecnicamente e instituir o Sistema Estadual de Classificação Hospitalar do Piauí, organizando unidades hospitalares estratégicas e hospitais Estaduais de portes V, IV e III segundo população de referência, perfil epidemiológico, acesso geográfico, capacidade instalada, equipe, custeio e habilitações. Ação Programática 2.3.2 – Implantar quatro Centros Hospitalares de Referência Macrorregional em Parnaíba, Piripiri, Picos e Floriano INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Hospital Forte na Macrorregião Objetivo: Instituir quatro Centros Hospitalares de Referência Macrorregional, tomando como unidades-base o Hospital Estadual Dirceu Arcoverde, em Parnaíba; o Hospital Regional Chagas Rodrigues, em Piripiri; o Hospital Regional Justino Luz, em Picos; e o Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano. Em 2027, cada centro terá plano diretor assistencial com diagnóstico de estrutura, demanda, equipes, equipamentos, licenças, habilitações e custeio. A carteira comum compreenderá urgência e emergência, clínica médica, cirurgia geral, ortopedia e trauma, diagnóstico, terapia intensiva adulta, maternidade, pediatria e estabilização neonatal. A rede dos quatro centros deverá assegurar, de forma complementar e pactuada, referências para neurocirurgia, oncologia, UTI neonatal e cirurgia pediátrica. A implantação ocorrerá por etapas, com pactuação na CIB e nas CIRs, metas de produção, tempo de acesso, transferências e desfechos, sem ativar serviço sem equipe completa, escala, habilitação e fonte de custeio. Ação Programática 2.3.3 – Requalificar os Hospitais Regionais Resolutivos - Porte IV INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Hospital que Resolve Objetivo: Validar e requalificar, conforme a matriz proposta, os hospitais Manoel de Sousa Santos, em Bom Jesus; Senador Cândido Ferraz, em São Raimundo Nonato; Deolindo Couto, em Oeiras; Hospital Regional de Campo Maior; Leônidas Melo, em Barras; Eustáquio Portela, em Valença; Hospital Regional de Uruçuí; e Gerson Castelo Branco, em Luzilândia. A carteira mínima de referência será composta progressivamente por clínica médica, cirurgia geral, ortopedia, obstetrícia, pediatria, diagnóstico e urgência regional, com anestesiologia, apoio laboratorial, regulação e transporte integrados. A expansão dependerá de linha de base, estimativa de investimento e custeio, fonte permanente, faseamento e compatibilidade com PPA, LDO, LOA e LRF. Ação Programática 2.3.4 – Reorganizar os Hospitais Estaduais Eficientes - Porte III INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Hospital Útil e Seguro Objetivo: Validar o perfil dos hospitais Domingos Chaves, em Canto do Buriti; Teresinha Nunes de Barros, em São João do Piauí; José de Moura Fé, em Simplício Mendes; Dr. Júlio Hartman, em Esperantina; Francisco Ayres Cavalcante, em Amarante; João Luiz de Moraes, em Demerval Lobão; João Pacheco Cavalcante, em Corrente; José Furtado de Mendonça, em São Miguel do Tapuio; Júlio Borges de Macedo, em Curimatá; e Norberto 31 Moura, em Elesbão Veloso. O perfil-alvo compreenderá clínica médica, internação clínica, pequenas cirurgias, obstetrícia conforme capacidade e segurança, estabilização e apoio à urgência, com referência definida para níveis superiores. A expansão dependerá de linha de base, estimativa de investimento e custeio, fonte permanente, faseamento e compatibilidade com PPA, LDO, LOA e LRF. Ação Programática 2.3.5 – Otimizar e expandir de forma faseada a terapia intensiva e a retaguarda crítica INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Leito na Hora Crítica Objetivo: Mapear demanda, ocupação, bloqueios, permanência e desfechos; recuperar leitos inativos viáveis; qualificar regulação e retaguarda; e somente então expandir UTI adulto, pediátrica ou neonatal nos pontos com escala e equipe. Cada lote de expansão terá habilitação, custo anual, plano de pessoal, manutenção e meta de tempo de espera e mortalidade ajustada. Ação Programática 2.3.6 – Revisar o modelo estadual de cofinanciamento hospitalar por função, qualidade e resultado INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Custeio que Entrega Objetivo: Realizar estudo de custos e receitas por grupo hospitalar, definir critérios transparentes de cofinanciamento e vincular repasses adicionais a contrato assistencial, produção auditada, segurança, disponibilidade de equipe e resultados. A implantação será gradual, condicionada à fonte permanente e à compatibilidade com o Fundo Estadual de Saúde, PPA, LDO, LOA e pactuação do SUS. Ação Programática 2.3.7 – Reestruturar os hospitais estratégicos de Teresina e consolidar suas missões assistenciais INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Alta Complexidade Aqui 32 Objetivo: Elaborar e executar plano diretor individual para cada hospital. O HGV será consolidado como referência estadual de alta complexidade clínica e cirúrgica adulta, oncologia, especialidades e transplantes e urgência cardiológica conforme capacidade técnica. O Instituto Natan Portella será reestruturado como referência em infectologia, isolamento, terapia intensiva, doenças emergentes e resposta a surtos. O Hospital Infantil Lucídio Portella será fortalecido como referência pediátrica estadual, com urgência, internação, UTI pediátrica, cirurgia pediátrica, neurocirurgia, ortopedia e especialidades infantis. Os planos deverão definir obras, equipamentos, manutenção, força de trabalho, ensino e residência, segurança do paciente, indicadores assistenciais, metas contratuais e integração com regulação, hemorrede, LACEN e rede macrorregional. A implantação será faseada e condicionada a projetos, habilitações e fonte permanente de custeio. Ação Programática 2.3.8 – Requalificar o Hospital Dirceu Arcoverde da Polícia Militar como Hospital Estadual de Referência Ortopédica INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Ortopedia que Resolve Objetivo: Implantar plano de requalificação do Hospital da Polícia como referência ortopédica estadual, com duas linhas integradas: retaguarda para trauma estabilizado encaminhado pela regulação e cirurgia ortopédica eletiva de média e alta complexidade. Estruturar pronto atendimento referenciado, centro cirúrgico, leitos, imagem, anestesiologia, banco e rastreabilidade de implantes, controle de infecção, fisioterapia, reabilitação, planejamento de alta e retorno regional. Integrar a unidade à Linha de Cuidado ao Trauma, à fila única e aos Centros Macrorregionais, com metas de tempo de espera, produtividade, complicações, reinternação e recuperação funcional. A transição deverá preservar os serviços essenciais existentes e dependerá de projeto, equipe, habilitação e fonte permanente de custeio. Ação Programática 2.3.9 – Implantar o Programa UPAs Eficientes e Resolutivas no Piauí Objetivo: Reduzir mortalidade materna, fetal e neonatal e garantir cuidado contínuo à gestante, ao bebê e à família. INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | UPA que Resolve Ação Programática 2.4.2 – Requalificar maternidades de referência, Vaga Certa e apoio à gestante de alto risco Objetivo: Reestruturar as Unidades de Pronto Atendimento do Piauí como centros resolutivos e regionalmente integrados de urgência e emergência, assegurando acolhimento digno, classificação de risco, diagnóstico inicial, tratamento oportuno, estabilização clínica e encaminhamento seguro, com redução do tempo de espera, da permanência prolongada, das transferências desnecessárias e da superlotação hospitalar. 2.4 Linhas prioritárias de cuidado Orientações Programáticas: garantir parto seguro, humanizado e previsível, com acesso oportuno ao nível de risco adequado; aumentar cobertura de rastreamento e acelerar diagnóstico e tratamento das condições prioritárias da saúde da mulher; descentralizar o cuidado oncológico com segurança, reduzir deslocamentos e assegurar continuidade entre suspeita, diagnóstico, tratamento e acompanhamento; reduzir o tempo entre sintomas e tratamento e diminuir mortes e incapacidades por infarto e AVC; promover autonomia, prevenção de incapacidade e recuperação funcional ao longo do ciclo de vida; ampliar o acesso oportuno à tecnologia assistiva e melhorar a funcionalidade e a participação social; melhorar qualidade de vida, reduzir complicações e evitar hospitalizações desnecessárias. Ação Programática 2.4.1 – Implantar Linha Estadual Materno-Infantil com foco na redução da mortalidade evitável INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Mãe e Bebê Protegidos INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Parto sem Peregrinação Objetivo: Garantir parto seguro, humanizado e previsível, com acesso oportuno ao nível de risco adequado. Ação Programática 2.4.3 – Estruturar a Rede Estadual de Saúde da Mulher e rastreamento organizado INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Mulher Cuidada por Inteiro Objetivo: Aumentar cobertura de rastreamento e acelerar diagnóstico e tratamento das condições prioritárias da saúde da mulher. Ação Programática 2.4.4 – Consolidar a Rede Estadual de Oncologia e estruturar referências regionais articuladas aos Centros Macrorregionais INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Câncer Tratado Mais Perto Objetivo: Descentralizar o cuidado oncológico com segurança, reduzir deslocamentos e assegurar continuidade entre suspeita, diagnóstico, tratamento e acompanhamento. Ação Programática 2.4.5 – Assegurar primeira consulta oncológica em até 30 dias, diagnóstico no prazo legal e tratamento oportuno INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Ninguém Sozinho no Câncer Objetivo: Garantir entrada rápida na linha oncológica, diagnóstico tempestivo e início 33 oportuno do tratamento, reduzindo atrasos, abandono e sofrimento das famílias. Ação Programática 2.4.6 – Implantar a Linha Estadual de Urgência Cardiovascular e AVC. INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Minuto que Salva Objetivo: Estruturar uma rede regionalizada de urgência cardiovascular e cerebrovascular, com portas qualificadas de atendimento nos hospitais regionais e retaguarda especializada nos quatro Centros Hospitalares Macrorregionais, garantindo reconhecimento precoce, diagnóstico imediato, estabilização clínica e início oportuno do tratamento do infarto e do AVC. A ação compreenderá a consolidação das Salas de Hemodinâmica do Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano, do Novo Hospital Regional de Picos e do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde, em Parnaíba, assegurando funcionamento em regime de plantão 24 horas por dia, sete dias por semana, para realização de cateterismo cardíaco e angioplastia coronariana primária. A rede será integrada ao Serviço de Urgência e Emergência, à regulação estadual, à telecardiologia e à teleavaliação neurológica, com implantação progressiva de serviços de neurointervenção nos centros que apresentem demanda, capacidade técnica, equipe especializada, habilitação sanitária e fonte permanente de custeio, reduzindo deslocamentos de longa distância, atrasos assistenciais, mortes e incapacidades decorrentes de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares agudos. Ação Programática 2.4.7 – Implantar o Protocolo Intermunicipal de Trombólise e Transferência Cardiovascular Segura INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Piauí do Coração Objetivo: Estruturar uma rede intermunicipal para o atendimento inicial do infarto agudo do miocárdio, credenciando hospitais de 34 pequeno porte e unidades de pronto atendimento estrategicamente localizadas como pontos de diagnóstico, estabilização e reperfusão farmacológica. Ação Programática 2.4.8 – Reorganizar a Política Estadual de Reabilitação e integrar CETEA e CER II, III e IV INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Reabilitação Perto de Casa Objetivo: Transformar CETEA, CERs e Salas de Estimulação Precoce em uma rede estadual integrada de reabilitação, com acesso territorial, continuidade terapêutica e apoio às famílias. Ação Programática 2.4.9 – Ampliar o acesso à órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Movimento sem Espera Objetivo: Organizar fila estadual de acesso à órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção ampliando a oferta desses dispositivos através do incremento e oficinas fixas ou contratadas, unidades móveis, manutenção e adaptação dos dispositivos. Definir critérios clínicos, prazos, rastreabilidade e controle de qualidade, articulando CERs e serviços regionais. Ação Programática 2.4.10 – Implantar rede municipal pactuada de salas de estimulação precoce e linha de neurodesenvolvimento INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Começar Cedo Objetivo: Instituir, através de cooperação entre o Estado e os Municípios, salas de estimulação precoce vinculadas à atenção primária e à Política Estadual de Reabilitação, com cofinanciamento, protocolo assistencial, padrão mínimo de equipe, ambiente, equipamentos e supervisão regional. Ação Programática 2.4.11 – Implantar Rede de Cuidados Crônicos, Saúde do Idoso, atenção continuada e cuidados paliativos INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Cuidar até o Fim Objetivo: Integrar atenção primária, ambulatórios, hospitais e assistência domiciliar para hipertensão, diabetes, doenças respiratórias, fragilidade e multimorbidade. Implantar protocolos de transição do cuidado, prevenção de quedas, atenção continuada e cuidados paliativos regionais com equipe multiprofissional e apoio às famílias. Ação Programática 2.4.12 – Reestruturar a Atenção Integral e Descentralização Nefrológica INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Diálise Perto de Casa Objetivo: Organizar uma rede estadual, regionalizada e integral de prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças renais, ampliando o acompanhamento nefrológico pré-dialítico, a oferta territorializada de hemodiálise e diálise peritoneal e o acesso ao transplante renal. A ação deverá reduzir deslocamentos prolongados e recorrentes, assegurar continuidade terapêutica, melhorar a qualidade de vida dos pacientes e aproximar o tratamento das famílias, mediante expansão planejada dos serviços nos polos regionais com demanda, capacidade técnica, habilitação sanitária e fonte permanente de custeio. Ação Programática 2.4.13 – Implantar a Linha Estadual de Cuidado Integral à Saúde da Criança e do Desenvolvimento Infantil INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Infância Cuidada por Inteiro Objetivo: Garantir a oferta e o acesso regionalizado, contínuo e integral aos serviços de saúde da criança, articulando puericultura e acompanhamento do desenvolvimento na Atenção Primária, assistência pediátrica especializada, maternidades, hospitais regionais, unidades neonatais e pediátricas, estimulação precoce, reabilitação e acompanhamento das crianças com condições crônicas ou de maior risco. A ação deverá assegurar transição segura entre os serviços, identificação precoce de alterações, redução dos deslocamentos, qualificação do cuidado neonatal e pediátrico e acompanhamento da criança desde o nascimento até a conclusão do percurso assistencial. 2.5 Vigilância, promoção da saúde e qualidade de vida Orientações Programáticas: aumentar a capacidade diagnóstica e a velocidade de resposta a surtos e emergências; reduzir danos à saúde e assegurar continuidade dos serviços em emergências climáticas e sanitárias; garantir vigilância contínua, qualificada e capaz de responder aos riscos territoriais; prevenir doenças, internações e mortes evitáveis e reduzir desigualdades de cobertura. Ação Programática 2.5.1 – Implantar o Centro Estadual de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Integrada INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Alerta antes da Crise Objetivo: Integrar bases de vigilância, LACEN, atenção primária, hospitais e defesa civil em sala de situação com mapas de risco, alertas precoces e protocolos de resposta. Modelos preditivos serão usados com validação técnica, governança e supervisão humana, sem automatizar decisões clínicas sensíveis. Quando envolver competência municipal, a execução ocorrerá por adesão, assistência técnica, cofinanciamento ou pactuação, com responsabilidades e contrapartidas definidas. Ação Programática 2.5.2 – Fortalecer o LACEN, a rede laboratorial e a vigilância genômica 35 INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Laboratório de Prontidão Objetivo: Modernizar o LACEN-PI, fortalecer controle de qualidade, ampliar vigilância genômica e estabelecer rede de apoio macrorregional para coleta, triagem e exames definidos. Ação Programática 2.5.3 – Estruturar resposta integrada a arboviroses, secas, enchentes e eventos climáticos INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Saúde contra o Clima Extremo Objetivo: Reduzir danos à saúde e assegurar continuidade dos serviços em emergências climáticas e sanitárias. Ação Programática 2.5.4 – Qualificar equipes, tecnologia e condições de trabalho da vigilância em saúde INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Vigilância na Ponta Objetivo: Garantir vigilância contínua, qualificada e capaz de responder aos riscos territoriais. 2.6 Saúde mental Orientações Programáticas: assegurar acolhimento humanizado, escuta qualificada e acesso oportuno à rede de saúde mental, com atenção especial às pessoas em sofrimento psíquico, crise ou situação de vulnerabilidade; oferecer resposta segura e integrada às crises, reduzindo internações prolongadas, reinternações evitáveis e rupturas no acompanhamento; identificar precocemente situações de risco, ampliar o acesso especializado e garantir continuidade do cuidado; prevenir o suicídio e reduzir mortes evitáveis por meio de acompanhamento permanente e atuação articulada da rede; reduzir danos relacionados ao uso de álcool e ou36 tras drogas, ampliar a adesão ao tratamento e apoiar a reconstrução de vínculos, a autonomia e a reinserção social. Ação Programática 2.6.1 – Consolidar e regionalizar a Rede de Atenção Psicossocial INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Saúde Mental em Rede Objetivo: Mapear vazios, apoiar habilitação e cofinanciamento de CAPS conforme critérios populacionais e assistenciais, qualificar CAPS AD e infantojuvenis, integrar atenção primária, urgência, hospitais gerais, unidades de acolhimento e assistência social e estabelecer metas de acesso e continuidade. Quando envolver competência municipal, a execução ocorrerá por adesão, assistência técnica, cofinanciamento ou pactuação, com responsabilidades e contrapartidas definidas. Garantindo cuidado psicossocial territorial, contínuo e adequado à gravidade, reduzindo hospitalizações evitáveis. Ação Programática 2.6.2 – Implantar a Estratégia Estadual de Prevenção do Suicídio e seguimento pós-crise INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Depois da Crise, Cuidado Objetivo: Implantar vigilância de tentativas, protocolos de avaliação e seguimento, contato ativo após alta, capacitação de equipes, apoio às escolas e famílias, canais de orientação e integração entre APS, CAPS, urgência, hospitais, educação e assistência social. Ação Programática 2.6.3 – Estruturar atenção integral a álcool e outras drogas com critérios de qualidade INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Recomeço sem Abandono Objetivo: Integrar CAPS AD, atenção primária, abordagem de rua, comunidades terapêuticas, assistência social, trabalho, segurança e justiça. Serviços próprios ou contratados de- verão cumprir critérios técnicos, direitos humanos, equipe habilitada, projeto terapêutico, fiscalização e avaliação de resultados. Quando envolver competência municipal, a execução ocorrerá por adesão, assistência técnica, cofinanciamento ou pactuação, com responsabilidades e contrapartidas definidas. Ação Programática 2.6.4 – Ampliar telepsiquiatria, matriciamento e apoio em saúde mental às escolas INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Escuta que Chega Objetivo: Ampliar telepsiquiatria e telepsicologia reguladas, matriciamento das equipes de atenção primária e CAPS, segunda opinião e educação permanente. Nas escolas estaduais, instituir equipes e fluxos de promoção, escuta, identificação e encaminhamento, em articulação com a RAPS e respeitando sigilo e proteção de dados. Ação Programática 2.6.5 – Qualificar cuidado de crise e leitos de saúde mental em hospitais gerais INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Crise com Acolhimento Objetivo: Definir portas regionais de crise, qualificar equipes de urgência, implantar ou habilitar leitos em hospitais gerais conforme necessidade, integrar SAMU, CAPS e regulação e assegurar plano de alta e seguimento rápido. A assistência observará a Lei nº 10.216/2001 e práticas baseadas em direitos. 2.7 Atenção Básica Orientações Programáticas: fortalecer a Atenção Básica como porta de entrada e coordenadora do cuidado, mediante planificação regional, apoio técnico, cofinanciamento e pactuação com os municípios; ampliar a resolutividade das equipes e a integração com a atenção especializada, a regulação e a rede hospitalar; qualificar a gestão municipal e prevenir perdas de recursos do SUS; assegurar acompanhamento contínuo das condições crônicas, reduzindo complicações, internações e mortes evitáveis. Ação Programática 2.7.1 – Reimplantar a Planificação Estadual da Atenção Básica e das Redes de Cuidado INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Atenção Básica que Coordena Objetivo: Coordenar, mediante pactuação na Comissão Intergestores Bipartite e nas Comissões Intergestores Regionais, a Planificação Estadual da Atenção Básica, qualificando os processos de trabalho das equipes municipais e fortalecendo sua função como porta de entrada, coordenadora do cuidado e ordenadora das Redes de Atenção à Saúde. A ação deverá oferecer apoio institucional, educação permanente, instrumentos de diagnóstico, estratificação de riscos, protocolos assistenciais, organização de agendas, referência e contrarreferência, monitoramento de indicadores e integração com atenção especializada, regulação, vigilância, assistência farmacêutica, saúde mental, urgência e rede hospitalar, respeitada a responsabilidade dos municípios pela gestão e execução dos serviços locais. Ação Programática 2.7.2 – Instituir o Programa Estadual de Apoio, Cofinanciamento e Qualificação da Atenção Básica Municipal INTERVENÇÃO E CUIDADO QUE CHEGA A TEMPO | Município Apoiado, Cuidado Fortalecido Objetivo: Fortalecer a capacidade administrativa e assistencial dos municípios para organizar e qualificar a Atenção Básica, mediante apoio técnico continuado, cofinanciamento estadual, formação das equipes, melhoria dos sistemas de informação e acompanhamento dos indicadores de acesso, continui37 dade e resolutividade. A ação deverá reduzir perdas de recursos decorrentes de falhas cadastrais, inconsistências na produção, ali- mentação inadequada dos sistemas, ausência de planejamento ou descumprimento de requisitos administrativos do SUS. A saúde será medida não pelo volume de anúncios ou atendimentos isolados, mas pelo tempo de acesso, pela resolutividade, pela continuidade do cuidado e pela capacidade de salvar vidas em todas as regiões do Piauí. 38 39 EIXO 3 EDUCAÇÃO, CONHECIMENTO, JUVENTUDE E INCLUSÃO EDUCACIONAL 40 Educação que liberta Apresentação do eixo A escola deixa de contar apenas matrículas e passa a abrir caminhos reais por meio de aprendizagem, permanência, inclusão e futuro. A educação é a base de qualquer projeto sério de desenvolvimento. O Piauí precisa garantir que os estudantes estejam na escola, permaneçam nela, aprendam de verdade e encontrem caminhos concretos para o futuro. Frentes Estratégicas de Atuação 3.1 Alfabetização, aprendizagem e recomposição educacional 3.2 Ensino médio, permanência e projeto de vida 3.3 Educação de jovens e adultos e segunda oportunidade educacional 3.4 Infraestrutura, conectividade e ambiência escolar Este eixo integra aprendizagem, permanência, ensino médio, juventude, inclusão, infraestrutura escolar, tecnologia, ensino superior e preparação para o mundo do trabalho. Finalidade estratégica Elevar a qualidade da educação pública, garantir permanência e aprendizagem, enfrentar desigualdades educacionais e conectar educação, inclusão, juventude e oportunidades. 3.5 Inclusão, equidade e atendimento educacional especializado 3.6 Educação, inovação e preparação para o trabalho 3.7 Ensino superior, UESPI e tecnologia 3.8 Valorização do profissional da educação 41 EIXO 3 EDUCAÇÃO, CONHECIMENTO, JUVENTUDE E INCLUSÃO EDUCACIONAL Ações e orientações programáticas 3.1 Alfabetização, aprendizagem e recomposição educacional Orientações Programáticas: fortalecer, em regime de colaboração com os municípios, as políticas de alfabetização e recomposição das aprendizagens, elevar a alfabetização adequada e reduzir diferenças territoriais de aprendizagem; qualificar continuamente professores e gestores escolares para elevar a aprendizagem dos estudantes e consolidar uma cultura de desenvolvimento profissional permanente na rede estadual. Ação Programática 3.1.1 – Aperfeiçoar o regime de colaboração para alfabetização e equidade da aprendizagem EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Toda Criança Lê Objetivo: Fortalecer o regime de colaboração existente com avaliação diagnóstica, apoio pedagógico, formação, material estruturado e assistência intensiva aos municípios, afim de alcançar 90% dos alunos da rede pública com alfabetização adequada até o 2º ano, reduzindo diferenças territoriais de aprendizagem e uniformizando a qualidade do ensino. Ação Programática 3.1.2 – Instituir o Programa Estadual de Recomposição das Aprendizagens 42 início e durante o ano letivo; organizar grupos de aprendizagem conforme níveis de proficiência; ampliar carga horária para reforço escolar; ofertar material estruturado; disponibilizar plataformas digitais; promover acompanhamento pedagógico intensivo das escolas com maior defasagem com a finalidade de recuperar as aprendizagens essenciais em Língua Portuguesa e Matemática, elevando os níveis de proficiência dos estudantes da rede pública estadual. Ação Programática 3.1.3 – Instituir a Política Estadual de Desenvolvimento Profissional Docente EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Professor que Transforma Objetivo: Estruturar trilhas formativas presenciais e híbridas; ofertar formação continuada em alfabetização, recomposição das aprendizagens, avaliação educacional, metodologias ativas e uso pedagógico de tecnologias; criar programas de mentoria para docentes iniciantes; fortalecer a formação de diretores e coordenadores pedagógicos em liderança educacional e gestão por resultados com a finalidade de qualificar continuamente professores e gestores escolares para elevar a aprendizagem dos estudantes e consolidar uma cultura de desenvolvimento profissional permanente na rede estadual. Ação Programática 3.1.4 – Implantar Tutoria de Alta Intensidade para Recomposição da Aprendizagem EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Aprender de Verdade EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Junto até Aprender Objetivo: Aplicar avaliações diagnósticas no Objetivo: Implantar tutoria presencial ou hí- brida em pequenos grupos, com frequência regular, material estruturado e acompanhamento individual, priorizando Língua Portuguesa e Matemática, escolas vulneráveis e estudantes com maior defasagem. Professores e tutores serão formados, e os resultados serão acompanhados por avaliações curtas e periódicas e assim acelerar a recuperação das aprendizagens essenciais e reduzir desigualdades de proficiência entre estudantes, escolas e territórios. 3.2 Ensino médio, permanência e projeto de vida Orientações Programáticas: fazer do tempo integral uma política de aprendizagem e conclusão, e não apenas de ampliação da jornada; apoiar decisões informadas dos estudantes e ampliar o vínculo entre escola, trajetória educacional e oportunidades; elevar conclusão, qualidade e inserção dos egressos, reduzindo ofertas sem demanda ou infraestrutura adequada. Ação Programática 3.2.1 – Qualificar o ensino médio integral com metas de aprendizagem, permanência e conclusão EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Tempo Integral com Futuro Objetivo: Garantir que a expansão do ensino médio em tempo integral assegure aprendizagem, permanência, conclusão na idade adequada e conexão responsável com oportunidades formativas e profissionais. Fazendo da escola em tempo integral uma política de aprendizagem e conclusão, e não apenas de ampliação da jornada. Ação Programática 3.2.2 – Implantar o Programa Virada da Aprendizagem no Ensino Médio EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Virada do Saber Objetivo: Elevar progressivamente o percentual de estudantes com aprendizado ade- quado ao final do Ensino Médio, reduzir desigualdades de proficiência entre escolas e territórios, fortalecer a permanência escolar com aprendizagem real e preparar os jovens piauienses para o ENEM, o ensino superior, a educação profissional e o mundo do trabalho. Ação Programática 3.2.3 – Integrar projeto de vida, orientação vocacional e acompanhamento de trajetórias EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Meu Caminho, Minha Escolha Objetivo: Reestruturar o tema Projeto de Vida já incluso na matriz curricular do ensino médio visando diminuir a baixa conexão entre atividades escolares, escolhas formativas, saúde mental, ensino superior e mundo do trabalho buscando apoiar decisões informadas dos estudantes e ampliar o vínculo entre escola, trajetória educacional e oportunidades. Ação Programática 3.2.4 – Qualificar e territorializar a educação profissional e tecnológica integrada ao ensino médio EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Curso com Futuro Objetivo: Revisar a carteira de cursos com base em estudos territoriais, taxa de ocupação, conclusão e inserção. A expansão será faseada, utilizando estruturas existentes, parcerias com IFPI e Sistema S e avaliação de custo por vaga e assim elevar o nível de conclusão, qualidade e inserção dos egressos, reduzindo ofertas sem demanda ou infraestrutura adequada. 3.3 Educação de jovens e adultos e segunda oportunidade educacional Orientações Programáticas: Oportunizar a reinserção do jovem/adulto que ainda não 43 concluiu o ensino fundamental; promover a formação escolar para ampliar o acesso à inclusão produtiva, empregabilidade e geração de renda para estudantes do EJA; facilitar a certificação da Educação Básica e ampliar oportunidades de continuidade dos estudos; reduzir abandono escolar e aumentar as taxas de conclusão da Educação de Jovens e Adultos. Ação Programática 3.3.1 – Expandir a Educação de Jovens e Adultos e a busca ativa educacional EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Volta pra Escola Objetivo: Mapear a demanda por município; ampliar turmas presenciais e semipresenciais; flexibilizar horários; utilizar escolas estaduais e centros educacionais como polos de atendimento; realizar campanhas anuais de matrícula com foco em ampliar o acesso e a permanência de jovens e adultos reduzindo o número de pessoas sem escolarização concluída. Ação Programática 3.3.2 – Integrar EJA e Educação Profissional EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Estudar e Trabalhar Objetivo: Promover inclusão produtiva, empregabilidade e geração de renda para estudantes da EJA. Ação Programática 3.3.3 – Fortalecer a certificação de competências e a preparação para o ENCCEJA EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Diploma da Vida Objetivo: Ofertar preparação gratuita para o ENCCEJA; criar unidades de apoio ao candidato; reconhecer competências adquiridas no trabalho e em experiências formativas; ampliar campanhas de divulgação facilitando a certificação da Educação Básica ampliando oportunidades de continuidade dos estudos. 44 3.4 Infraestrutura, conectividade e ambiência escolar Orientações Programáticas: Transformar as escolas em ambientes inclusivos, seguros, sustentáveis e favoráveis ao desenvolvimento integral dos estudantes; garantir conectividade útil ao ensino e reduzir desigualdades digitais entre escolas e territórios; assegurar conservação permanente das unidades escolares, reduzindo custos de manutenção corretiva e garantindo ambientes adequados ao processo educativo; Ação Programática 3.4.1 – Executar o Programa Estadual de Modernização da Infraestrutura Escolar EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Escola Inteira Objetivo: Garantir infraestrutura escolar adequada, segura, acessível e compatível com as necessidades pedagógicas da Educação Básica. Ação Programática 3.4.2 – Assegurar conectividade funcional e uso pedagógico mensurável nas escolas EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Internet que Ensina Objetivo: Garantir conectividade útil ao ensi no e reduzir desigualdades digitais entre escolas e territórios. Ação Programática 3.4.3 – Implantar o Programa Escola Sustentável e Acolhedora EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Escola que Acolhe Objetivo: Criar espaços de leitura, inovação, cultura e esporte; implantar ações de arborização, eficiência energética e gestão de resíduos; adequar escolas às normas de acessibilidade; fortalecer protocolos de segurança escolar e cultura de paz, transformando as escolas em ambientes inclusivos, seguros, sustentáveis e favoráveis ao desenvolvimento integral dos estudantes. Ação Programática 3.5.3 – Implementar a Política Estadual de Equidade Educacional 3.5 Inclusão, equidade e atendimento educacional especializado EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Mais para Quem Precisa Orientações Programáticas: garantir acesso, permanência, aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes da educação na perspectiva inclusiva; qualificar os profissionais da educação para assegurar práticas pedagógicas inclusivas e equitativas em toda a rede estadual; reduzir desigualdades educacionais e assegurar igualdade de oportunidades de aprendizagem para todos os estudantes; garantir atendimento integral aos estudantes, fortalecendo a permanência, o desenvolvimento e o sucesso escolar por meio da atuação intersetorial. Ação Programática 3.5.1 – Expandir a Rede de Atendimento Educacional Especializado Inclusivo EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Escola para Cada Jeito de Aprender Objetivo: Mapear a demanda por município; ampliar salas de recursos; adquirir equipamentos e tecnologias assistivas; fortalecer o atendimento complementar ao ensino regular; estabelecer protocolos de acompanhamento individual dos estudantes público-alvo da educação especial e, dessa forma, garantir acesso, permanência, aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes da educação especial em perspectiva inclusiva. Ação Programática 3.5.2 – Instituir o Programa Estadual de Formação em Educação Inclusiva EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Incluir é Ensinar Objetivo: Qualificar os profissionais da educação para assegurar práticas pedagógicas inclusivas e equitativas em toda a rede estadual. Objetivo: Reduzir desigualdades educacionais e assegurar igualdade de oportunidades de aprendizagem para todos os estudantes. Ação Programática 3.5.4 – Instituir a Rede Estadual Intersetorial de Apoio à Inclusão Escolar EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Rede que Abraça Objetivo: Direcionar recursos adicionais para escolas em maior vulnerabilidade; produzir materiais pedagógicos contextualizados; fortalecer transporte escolar, alimentação escolar e programas de permanência; promover acompanhamento sistemático dos indicadores de equidade, garantindo atendimento integral aos estudantes, fortalecendo a permanência, o desenvolvimento e o sucesso escolar por meio da atuação intersetorial. Ação Programática 3.5.5 – Implantar o Programa Estadual de Educação Inclusiva Integrada: Diagnóstico Multidisciplinar, Plano Educacional Individualizado e Acompanhamento Intersetorial EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Cada Aluno, um Plano Objetivo: Implantar equipes multidisciplinares regionais vinculadas à SEDUC e às Gerências Regionais de Educação, com profissionais de psicologia, psicopedagogia, serviço social, fonoaudiologia, terapia ocupacional e especialistas em educação inclusiva, mediante concurso, contratação temporária justificada, credenciamento ou convênios. As equipes realizarão triagem educacional, avaliação funcional, orientação à escola, apoio à família, encaminhamento à rede de saúde quando necessário e elaboração/acompanhamento do PEI. 45 3.6 Educação, inovação e preparação para o trabalho Orientações Programáticas: desenvolver competências digitais com equidade, segurança e impacto educacional comprovável; estimular a criatividade, o empreendedorismo e a capacidade de inovação dos estudantes da rede pública estadual; fortalecer o protagonismo juvenil e ampliar o engajamento dos jovens com a escola. Ação Programática 3.6.1 – Qualificar a educação digital e a inovação curricular com resultados de aprendizagem EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Tecnologia com Aprendizagem Objetivo: Desenvolver competências digitais com equidade, segurança e impacto educacional comprovável. Ação Programática 3.6.2 – Criar o Programa Estadual de Empreendedorismo e Inovação nas Escolas EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Ideia que Vira Futuro Objetivo: Fomentar e apoiar projetos científicos desenvolvidos pelos estudantes; promover competições de inovação; conceder bolsas para iniciação científica júnior; fortalecer parcerias com universidades, incubadoras e parques tecnológicos, estimular a criatividade, o empreendedorismo e a capacidade de inovação dos estudantes da rede pública estadual. Ação Programática 3.6.3 – Ampliar o Programa de Intercâmbio Educacional EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Juventude no Comando Objetivo: Fortalecer o protagonismo juvenil através da ampliação de oportunidades de intercâmbio educacional proporcionando 46 formação avançada em ciência, tecnologia, inovação, empreendedorismo e liderança por meio de vivências imersivas no exterior. Ação Programática 3.6.4 – Implantar Laboratórios de Inovação e Tecnologia EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Laboratório que Viaja Objetivo: Implantar de forma progressiva laboratórios de Inovação e Tecnologia e investir na formação e capacitação dos professores para democratizar o acesso à programação, robótica e desenvolver competências digitais. 3.7 Ensino superior, UESPI e tecnologia Orientações Programáticas: produzir conhecimento científico aplicado ao desenvolvimento econômico, social e ambiental do Estado do Piauí; elevar as taxas de permanência e conclusão no ensino superior público estadual, promovendo equidade e inclusão; promover a qualificação de servidores públicos através de programas de pós-graduação; consolidar a UESPI como referência regional em pesquisa aplicada e inovação pública; estimular startups, inovação aplicada e novos negócios tecnológicos no Piauí; facilitar a transição entre formação acadêmica, experiência prática e mercado de trabalho. Ação Programática 3.7.1 – Fortalecer a interiorização e qualidade de ensino da UESPI EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Universidade Mais Perto Objetivo: Implantar política estadual de expansão e fortalecimento da UESPI, garantindo acesso ao ensino superior público mais próximo da população, mediante ampliação planejada da oferta de cursos de graduação, pós-graduação, formação profissional, extensão e educação híbrida nas microrregi- ões do Piauí. A definição dos cursos deverá considerar a baixa oferta regional de ensino superior, as vocações socioeconômicas dos territórios, as necessidades dos serviços públicos e as demandas presentes e futuras do mercado de trabalho, com fortalecimento da qualidade de ensino, infraestrutura acadêmica, tecnológica, laboratorial e de assistência estudantil. Ação Programática 3.7.2 – Fortalecer a Capacidade Institucional, Técnica e Tecnológica do Piauí Instituto de Tecnologia – PIT EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Tecnologia com Estrutura Objetivo: Consolidar o Piauí Instituto de Tecnologia como instituição estadual de formação tecnológica, pesquisa aplicada, inovação e empreendedorismo, mediante contratação de corpo técnico, docente, científico e administrativo; ampliação e modernização da infraestrutura física, laboratorial e digital; fortalecimento da governança acadêmica e corporativa; e criação das condições institucionais, financeiras e operacionais necessárias à oferta regular de cursos, ao desenvolvimento de pesquisas, à transferência de tecnologias e ao apoio ao setor produtivo e à administração pública. Concluir Objetivo: Expandir programas de bolsas; apoiar alimentação, transporte, moradia e conectividade; ampliar serviços de apoio psicossocial; fortalecer políticas de acessibilidade e inclusão para estudantes com deficiência e em situação de vulnerabilidade. Ação Programática 3.7.5 – Implantar o Programa UESPI Gov EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Gestão que Aprende Objetivo: Ofertar residência tecnológica, residência em gestão pública, formação executiva e mestrados profissionais para servidores estaduais e municipais com a finalidade de qualificar os servidores públicos para modernizar o Estado e apoiar a gestão dos municípios. Ação Programática 3.7.6 – Criar a Rede UESPI Labs EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Universidade que Inova Ação Programática 3.7.3 – Fortalecer programas de pesquisa, inovação e extensão universitária Objetivo: Fortalecer e ampliar laboratórios voltados à inteligência artificial, cidades inteligentes, saúde digital, educação digital, pesquisa aplicada, Educação 5.0 e apoio a periódicos científicos e dessa formar consolidar a UESPI como referência regional em pesquisa aplicada e inovação pública. EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Ciência que Resolve Ação Programática 3.7.7 – Fomentar e Consolidar o IMPA Tech Nordeste no Piauí Objetivo: Ampliar progressivamente o financiamento de projetos de pesquisa aplicada; criar editais temáticos; estimular incubadoras e parques tecnológicos; fortalecer a extensão universitária em parceria com municípios e comunidades locais. EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Excelência que Transforma Ação Programática 3.7.4 – Fortalecer a política estadual de assistência estudantil EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Permanecer para Objetivo: Assegurar o cumprimento e a ampliação planejada das contrapartidas do Estado para a implantação e o funcionamento do IMPA Tech no Piauí, garantindo infraestrutura física, tecnológica e estudantil adequada, integração acadêmica e científica com a UESPI e articulação com o ecossistema estadual de educação, pesquisa e inovação. A 47 ação deverá estimular a vocação para o estudo da matemática e contribuir para formar profissionais de excelência em matemática, computação, inteligência artificial, ciência de dados e áreas correlatas, ampliar as oportunidades para estudantes piauienses e aplicar o conhecimento produzido na solução de problemas estratégicos do Estado. 3.8 Valorização do profissional da educação Orientações Programáticas: valorizar os profissionais com previsibilidade, justiça e sustentabilidade, preservando a capacidade de financiar a aprendizagem e os serviços educacionais; melhorar a qualidade da formação dos profissionais da educação e fortalecer a articulação entre universidade e educação básica; institucionalizar diálogo técnico permanente para valorizar carreiras, organizar progressões, enfrentar adoecimento e assegurar decisões compatíveis com a responsabilidade fiscal. Ação Programática 3.8.1 – Executar revisão gradual e fiscalmente responsável das carreiras da educação EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Carreira com Respeito Objetivo: Integrar a revisão das carreiras ao Plano Estadual de Força de Trabalho e à Mesa Permanente de Valorização dos profissionais com previsibilidade, justiça e sustentabilidade, preservando a capacidade de financiar a aprendizagem e os serviços educacionais. Ação Programática 3.8.2 – Ampliar programas de formação docente por meio da UESPI e do PIT EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Professor de Futuro Objetivo: Melhorar a qualidade da formação dos profissionais da educação e fortalecer a articulação entre universidade e educação básica. Ação Programática 3.8.3 – Implantar o Programa Cuidar de Quem Ensina EDUCAÇÃO QUE LIBERTA | Quem Ensina Merece Cuidado Objetivo: Implantar o programa Cuidar de Quem Ensina através de suporte psicológico, apoio à voz docente, para prevenir o adoecimento ocupacional, a sobrecarga burocrática e condições inadequadas de trabalho que afetam o bem-estar e o desempenho dos profissionais da educação. A educação será medida não apenas pelo número de matrículas, escolas ou equipamentos, mas pela aprendizagem real, pela permanência dos estudantes e pelas oportunidades que cada jovem encontrará para construir o próprio futuro. 48 49 EIXO 4 SEGURANÇA PÚBLICA, TRÂNSITO SEGURO E JUSTIÇA INTEGRADA 50 Piauí sem medo Segurança como proteção concreta da vida, das mulheres, das famílias, da liberdade de circulação, do patrimônio e de quem trabalha para proteger a população. Frentes Estratégicas de Atuação 4.1 Proteção e cuidado da mulher e combate à impunidade 4.2 Segurança pública, inteligência e presença territorial policiais, órgãos de trânsito, sistema de justiça, assistência social, saúde, municípios e comunidades. As propostas combinam inteligência e tecnologia, policiamento territorial, valorização dos profissionais, proteção especializada às mulheres, redução das mortes no trânsito, modernização do DETRAN e reorganização do sistema penitenciário. A principal transformação institucional será a criação da Secretaria Estadual de Segurança, Proteção e Cuidado da Mulher — SESPRO-MULHER, responsável por coordenar a política estadual de prevenção, proteção, acolhimento e autonomia das mulheres, em articulação com os órgãos de segurança e com a rede de atendimento. 4.3 Trânsito seguro e proteção da vida 4.4 Justiça integrada, sistema penitenciário e reintegração social 4.5 Valorização e saúde dos profissionais de segurança Apresentação do eixo Segurança pública exige presença territorial do Estado, prevenção orientada por dados, capacidade investigativa, resposta rápida e proteção efetiva às pessoas. O Piauí precisa superar uma atuação predominantemente reativa e adotar um modelo integrado, capaz de antecipar riscos, enfrentar organizações criminosas, reduzir a violência contra as mulheres e proteger a população no trânsito. Este eixo articula segurança pública, trânsito e justiça por meio da integração entre forças Finalidade estratégica Reestruturar a política de segurança do Estado, reduzindo a violência, a impunidade, os crimes patrimoniais e as mortes evitáveis no trânsito. A atuação estadual deverá integrar inteligência policial, tecnologia, investigação, policiamento preventivo, proteção às mulheres, atendimento às vítimas, valorização profissional, segurança viária e reintegração social. O eixo amplia a presença do Estado nas periferias, no interior, nas rodovias e nos territórios com maior exposição à violência, assegurando proteção à vida, livre circulação e dignidade à população piauiense. A cooperação com o Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e municípios será desenvolvida por instrumentos institucionais que respeitem a autonomia e as competências de cada órgão. 51 EIXO 4 SEGURANÇA PÚBLICA, TRÂNSITO SEGURO E JUSTIÇA INTEGRADA AÇÕES E ORIENTAÇÕES PROGRAMÁTICAS 4.1 Proteção e cuidado da mulher e combate à impunidade Orientações Programáticas: prevenir a violência doméstica e o feminicídio mediante coordenação estadual, acolhimento humanizado, monitoramento dos agressores e resposta policial rápida; ampliar o atendimento especializado durante 24 horas e aproximá-lo dos municípios-polo; integrar segurança pública, assistência social, saúde, justiça e tecnologia; proteger as mulheres em situação de risco e criar condições para sua autonomia financeira, habitacional e profissional. Ação Programática 4.1.1 – Criar a Secretaria Estadual de Segurança, Proteção e Cuidado da Mulher PIAUÍ SEM MEDO | Proteção com Comando e Cuidado Objetivo: Instituir a SESPRO-MULHER como secretaria de Estado integrante do primeiro escalão, com estrutura técnica, territorial, administrativa e orçamentária própria para coordenar as políticas estaduais de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. A Secretaria deverá integrar, em um mesmo ciclo de atendimento, prevenção, acolhimento humanizado, gestão de risco, monitoração de agressores, assistência psicossocial, proteção dos dependentes e promoção da autonomia financeira das vítimas, em articulação com as forças de segurança, o sistema de justiça, a saúde, a assistência social e os municípios. Ação Programática 4.1.2 – Implantar o Programa Alerta Rosa de Monitoração Eletrônica de Agressores 52 PIAUÍ SEM MEDO | Monitoramento que Protege Objetivo: Implantar a tornozeleira rosa para monitoração eletrônica dos agressores submetidos a medidas protetivas, com definição de áreas de exclusão, cercamento eletrônico, central de acompanhamento e emissão de alerta diante de aproximação indevida. O programa deverá conectar o equipamento utilizado pelo agressor ao dispositivo ou telefone protegido da vítima e às forças de segurança, permitindo resposta rápida e registro das violações. A denominação Alerta Rosa funcionará como identidade pública da política estadual. A proteção da mulher, a eficiência da monitoração e a resposta operacional deverão prevalecer sobre a exposição pública ou o constrangimento visual do monitorado. Ação Programática 4.1.3 – Expandir o atendimento 24 horas e descentralizar as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher PIAUÍ SEM MEDO | Porta Aberta 24 Horas Objetivo: Garantir atendimento policial e pericial especializado durante 24 horas por dia, sete dias por semana, mediante ampliação das DEAMs, implantação de postos físicos e cabines digitais integradas nos municípios-polo e organização de fluxos regionais de atendimento. As unidades deverão assegurar acolhimento humanizado, privacidade, registro da ocorrência, solicitação de medidas protetivas, orientação sobre direitos e encaminhamento imediato à rede de saúde, assistência e proteção. O atendimento deverá ser prestado por equipes qualificadas para situações de violência de gênero, assegurando a presença de profissionais mulheres e respeitando a preferência e a segurança da vítima. Ação Programática 4.1.4 – Implantar a Rede Integrada da Patrulha Maria da Penha PIAUÍ SEM MEDO | Mulher Protegida Agora Objetivo: Expandir a Patrulha Maria da Penha, com frota dedicada, equipes especializadas e sistemas de geolocalização e cercamento eletrônico conectados aos dispositivos das vítimas com medidas protetivas. A ação deverá integrar a Polícia Militar, as delegacias especializadas e, mediante instrumentos de cooperação, as Guardas Municipais, assegurando acompanhamento das mulheres em maior risco e atendimento prioritário aos alertas. Nos territórios com cobertura e condições operacionais adequadas, deverá ser estabelecida meta progressiva de resposta inferior a oito minutos aos acionamentos emergenciais. Ação Programática 4.1.5 – Implantar Casas de Passagem e Centros de Autonomia Financeira da Mulher PIAUÍ SEM MEDO | Acolher para Recomeçar Objetivo: Garantir abrigo temporário, seguro e sigiloso às mulheres e aos seus dependentes em situação de risco extremo, com atendimento psicológico, social e jurídico. As Casas de Passagem deverão atuar de forma integrada aos Centros de Autonomia Financeira, oferecendo qualificação profissional, encaminhamento ao trabalho, apoio ao empreendedorismo e prioridade nos programas habitacionais estaduais, para que a vítima possa romper a dependência econômica e reconstruir sua vida com segurança. 4.2 Segurança pública, inteligência e presença territorial Orientações Programáticas: fortalecer a inteligência policial, integrar dados e tecnologias das forças de segurança e ampliar o uso de informações na prevenção e investigação; enfrentar organizações criminosas, roubos de veículos, cargas e ataques ao patrimônio; recompor e valorizar os quadros das forças estaduais; e assegurar presença permanente do Estado nos bairros periféricos, no interior e nos territórios mais afetados pela criminalidade. Ação Programática 4.2.1 – Implantar o Centro Integrado de Inteligência e a Muralha Digital Piauí PIAUÍ SEM MEDO | Inteligência que Protege Objetivo: Integrar informações e capacidades operacionais das Polícias Civil e Militar por meio de Centros Integrados de Inteligência, conectados à rede estadual de câmeras, cercamento eletrônico e leitura automática de placas nos principais corredores rodoviários e divisas do Estado. A estrutura deverá apoiar a localização de veículos roubados, o combate ao roubo de cargas, a identificação de rotas criminosas e o enfrentamento às organizações que atuam em diferentes regiões. Ampliar o Sistema de Policiamento por Inteligência Artificial e a instalação de equipamentos com botões de pânico e áudio direto para o centro de comando em locais de grande circulação. Ação Programática 4.2.2 – Implantar o Programa Paz na Vida Real PIAUÍ SEM MEDO | Segurança Presente Objetivo: Ampliar a presença territorial das forças de segurança nas periferias e no interior mediante módulos de policiamento comunitário, patrulhamento orientado por dados e atuação próxima às comunidades. O programa deverá priorizar microrregiões afetadas pela atuação de facções, ataques a instituições financeiras, crimes patrimoniais e ausência de presença policial permanente, articulando policiamento, prevenção social, escuta comunitária e resposta rápida. Ação Programática 4.2.3 – Implementar o Programa “Piauí sem Medo”: Operação Integrada de Inteligência, Asfixia Financeira e Desarticulação das Facções Criminosas 53 PIAUÍ SEM MEDO | Estado Forte contra o Crime Organizado Ação Programática 4.3.2 – Modernizar e desburocratizar o DETRAN-PI Objetivo: Implantar política estadual permanente de enfrentamento às facções criminosas, orientada por inteligência e investigação patrimonial, capaz de identificar lideranças, operadores financeiros, empresas utilizadas para lavagem de dinheiro, redes logísticas, rotas interestaduais, mercados ilícitos e conexões entre grupos criminosos e o sistema prisional. O programa irá interromper os fluxos financeiros e comunicacionais das facções, recuperar ativos ilícitos, reduzir sua capacidade operacional e restabelecer a autoridade legítima do Estado nas áreas urbanas e rurais sob maior pressão criminosa. PIAUÍ SEM MEDO | Trânsito sem Fila e sem Corrupção 4.3 Trânsito seguro e proteção da vida Orientações Programáticas: reduzir mortes e lesões graves no trânsito, especialmente aquelas envolvendo motociclistas; intensificar a fiscalização nas rodovias estaduais e combater alcoolemia, excesso de velocidade e outras condutas de risco; ampliar a proteção aos condutores de baixa renda; modernizar os serviços do DETRAN, reduzir filas e eliminar espaços para fraudes, corrupção e intermediações ilegais. Ação Programática 4.3.1 – Implantar o Programa Trânsito Zero Morte PIAUÍ SEM MEDO | Chegar Vivo é Prioridade Objetivo: Reduzir as mortes e lesões graves no trânsito, com prioridade para os sinistros envolvendo motociclistas nas rodovias estaduais e áreas urbanas. O programa deverá integrar DETRAN, Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual e demais órgãos competentes em operações permanentes de fiscalização da alcoolemia, velocidade, habilitação, uso de capacete e condições de segurança dos veículos, sem finalidade arrecadatória de tributo. A ação deverá instituir mecanismo estadual de apoio à aquisição de capacetes homologados por motociclistas de baixa renda, associado a atividades de formação e conscientização para a condução segura. 54 Objetivo: Digitalizar integralmente os serviços administrativos do DETRAN-PI que possam ser realizados por meio eletrônico, reduzindo filas, deslocamentos e tempo de espera. A modernização deverá contemplar agendamento, emissão e acompanhamento de documentos, pagamentos, recursos, consultas, vistorias e demais procedimentos, com rastreabilidade das operações, controle interno e mecanismos de prevenção a fraudes, corrupção e intermediação ilegal. O atendimento presencial deverá ser mantido para os serviços que exijam comparecimento e para as pessoas com dificuldade de acesso aos meios digitais. 4.4 Justiça integrada, sistema penitenciário e reintegração social Orientações Programáticas: ampliar a cooperação institucional para reduzir a demora na análise da situação das pessoas presas provisoriamente; fortalecer o acesso à defesa e às medidas alternativas nos casos juridicamente cabíveis; recuperar o controle e a segurança das unidades prisionais; impedir comunicações criminosas; e estruturar trabalho, educação e qualificação profissional como instrumentos de disciplina, remição da pena e reintegração social. Ação Programática 4.4.1 – Implantar o Mutirão Permanente de Desafogamento Jurisdicional e o Programa Defensoria sem Fronteiras PIAUÍ SEM MEDO | Justiça sem Demora Objetivo: Firmar cooperação institucional com o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Defensoria Pública para promover revisões periódicas da situação das pessoas presas provisoriamente, identificar processos paralisados e ampliar o acesso à defesa jurídica. A ação deverá apoiar a aplicação de medidas e penas alternativas nos casos legalmente cabíveis, especialmente em infrações sem violência ou grave ameaça, contribuindo para reduzir a superlotação e assegurar duração razoável dos processos. A iniciativa deverá respeitar a independência funcional e decisória das instituições integrantes do sistema de justiça. Ação Programática 4.4.2 – Reformular o sistema penitenciário e ampliar o trabalho e a qualificação profissional PIAUÍ SEM MEDO | Segurança com Reintegração Objetivo: Recuperar o controle das unidades prisionais, impedir o uso de equipamentos de comunicação clandestina e fortalecer a segurança interna, a disciplina e a gestão penitenciária. A ação deverá implantar polos de trabalho, educação e qualificação profissional, permitindo a participação das pessoas privadas de liberdade em atividades produtivas, inclusive em obras e serviços públicos quando juridicamente cabível. O trabalho prisional deverá observar a legislação aplicável, assegurar condições adequadas, remuneração e remição da pena, contribuindo para a formação profissional e para a reintegração social após o cumprimento da sanção. 4.5 Valorização e saúde dos profissionais de segurança Orientações Programáticas: recompor e distribuir adequadamente os quadros das forças de segurança, com concursos periódicos, carreiras estruturadas, remuneração justa, formação continuada e condições adequadas de trabalho; promover a saúde física e mental dos profissionais por meio de atendimento sigiloso, acompanhamento psicosso- cial, prevenção ao suicídio, protocolos após ocorrências críticas e monitoramento da saúde ocupacional; fortalecer a valorização institucional, a segurança no exercício da função e o cuidado permanente com quem protege a população. Ação Programática 4.5.1 – Valorizar e recompor os quadros das forças de segurança PIAUÍ SEM MEDO | Quem Protege Também é Prioridade Objetivo: Realizar concursos públicos periódicos para recompor os quadros da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal, de acordo com estudos de necessidade, distribuição territorial e capacidade financeira do Estado. A ação deverá reestruturar carreiras, aperfeiçoar os planos de cargos e remuneração, ampliar a formação continuada, qualificar o treinamento operacional e fortalecer os programas de saúde física e mental dos profissionais. Ação 4.5.2 – Implantar Programa Cuidar de Quem Protege PIAUÍ SEM MEDO | Cuidar de Quem Protege Objetivo: Criar rede de cuidado psicossocial, triagem periódica, atendimento psicológico sigiloso, protocolo pós-ocorrência crítica, prevenção ao suicídio, capacitação de lideranças, acompanhamento de afastamentos e indicadores de saúde ocupacional. Integrar com hospitais, CAPS, universidades e serviços próprios. A ação será integrada às estruturas de inteligência, investigação e proteção já existentes, com observância de direitos fundamentais, controle institucional, cadeia de custódia e proteção de dados. A segurança será medida não apenas pela presença de viaturas ou pelo número de operações, mas pela proteção da vida, pela redução da violência, pela elucidação dos crimes e pela confiança da população nas instituições para construirmos um Piauí sem Medo. 55 EIXO 5 DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, TRABALHO, RENDA, TURISMO E INOVAÇÃO PRODUTIVA 56 MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Desenvolvimento com competitividade, inovação e produtividade, capaz de atrair investimentos, fortalecer os pequenos negócios, gerar emprego e renda e criar oportunidades que permaneçam no Piauí. Frentes Estratégicas de Atuação 5.1 Competitividade, Atratividade e Geração de Emprego 5.2 Desenvolvimento territorial e desconcentração econômica 5.3 Compras públicas e dinamização econômica local 5.4 Crédito, empreendedorismo e pequenos negócios 5.5 Inovação, economia digital e novos setores 5.6 Turismo, economia do turismo e desenvolvimento regional Apresentação do eixo O desenvolvimento econômico deve combinar competitividade, produtividade e geração de oportunidades concretas para a população. O Piauí precisa melhorar o ambiente de negócios, simplificar a relação entre empresas e Estado, reduzir entraves e custos, atrair novos investimentos e fortalecer quem já produz, empreende e gera empregos no território. Este eixo organiza ações para ampliar a competitividade da economia piauiense, desconcentrar investimentos, dinamizar as economias locais e transformar as compras públicas, o crédito, a inovação e o turismo em instrumentos de desenvolvimento. A prioridade será fortalecer pequenos negócios e cadeias produtivas, ampliar a formalização, estimular novos setores e criar condições para que emprego, renda, tecnologia e investimentos permaneçam no Piauí e alcancem todas as regiões. Finalidade estratégica Construir uma economia estadual mais competitiva, produtiva, inovadora e territorialmente equilibrada, com ambiente favorável aos investimentos, menor peso de entraves administrativos e tributários, ampliação do crédito e fortalecimento dos pequenos negócios. Gerar empregos formais, elevar a renda, estimular a inovação, dinamizar as cadeias produtivas e transformar as compras públicas, a economia digital e o turismo em motores permanentes de desenvolvimento regional. 57 EIXO 5 DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, TRABALHO, RENDA, TURISMO E INOVAÇÃO PRODUTIVA AÇÕES E ORIENTAÇÕES PROGRAMÁTICAS 5.1 Competitividade, Atratividade e Geração de Emprego Orientações Programáticas: recuperar a competitividade do Piauí mediante redução gradual, responsável e previsível da alíquota modal do ICMS, simplificação do ambiente de negócios e diminuição dos custos de produzir, investir e gerar empregos no Estado; antecipar crises locais de emprego, orientar cursos e acionar respostas rápidas de requalificação e recolocação profissional; ampliar a formalização, reduzir vulnerabilidades do trabalhador e aumentar a renda estável das famílias piauienses; transformar qualificação em emprego, e não apenas certificado. Ação Programática 5.1.1 – Implantar o Programa Piauí Mais Competitivo MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Produzir Mais, Empregar Mais Objetivo: Tornar o Piauí mais atrativo para novos investimentos e para a expansão das empresas já instaladas, mediante redução gradual da alíquota geral do ICMS de forma responsável e previsível até alcançar a média competitiva do Nordeste, simplificação das obrigações empresariais, criando ambiente propício para gerar empregos no Estado. A ação combina competitividade fiscal com modernização da administração tributária, uso de inteligência e cruzamento automatizado de dados para combater a sonegação 58 estruturada, ampliar a formalização e proteger a concorrência leal, sem criar novos encargos para pequenos comerciantes e empreendedores. Ação Programática 5.1.2 – Revogar a cobrança estadual de ICMS sobre a energia solar compensada MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Sol que Gera Renda Objetivo: Eliminar a incidência estadual de ICMS sobre a energia elétrica produzida por sistemas de geração solar e utilizada no Sistema de Compensação de Energia Elétrica, garantindo que a energia injetada na rede e posteriormente compensada não seja tratada como novo consumo tributável. A medida deverá reduzir o custo da geração própria, estimular investimentos, fortalecer a cadeia produtiva de energia solar, gerar empregos e ampliar a competitividade do Piauí. Ação Programática 5.1.3 – Criar o Programa Piauí Trabalha MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Trabalho Aqui Objetivo: Transformar a intermediação de mão de obra em política ativa de emprego e reduzir a distância entre formação profissional e contratação. Ação Programática 5.1.4 – Implantar trilhas de qualificação profissional por território produtivo MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS | Qualificação com Destino Objetivo: Mapear, em cada território, as cadeias produtivas, as ocupações com maior demanda e os déficits de mão de obra, organizando trilhas formativas modulares, certificáveis e vinculadas a oportunidades reais de emprego, empreendedorismo e progressão profissional. Os cursos serão definidos em articulação com empresas, municípios, instituições de ensino e entidades do setor produtivo 5.2 Desenvolvimento territorial e desconcentração econômica Orientações Programáticas: desconcentrar oportunidades, orientar investimentos públicos e privados e fortalecer as economias regionais conforme suas vocações reais; garantir que os incentivos públicos gerem desenvolvimento real para a população e legitimidade social para a política econômica; fazer a empresa sair do papel e operar de fato. Ação Programática 5.2.1 – Consolidar o Plano Estadual de Desenvolvimento Econômico Regionalizado MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Vocação que Vira Renda Objetivo: Integrar e transformar os diagnósticos econômicos já existentes em planos executivos para os 224 municípios, organizados por Território de Desenvolvimento e cadeia produtiva. A ação deverá consolidar carteiras de projetos com prioridades, metas de investimento, emprego e renda, órgãos responsáveis, municípios e parceiros envolvidos, fontes de financiamento, cronograma e entregas periódicas, assegurando acompanhamento público da execução e direcionamento dos investimentos conforme as vocações e necessidades de cada região. Ação Programática 5.2.2 – Implantar Polos Regionais de Produção, Serviços e Inovação MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Polo que Gera Trabalho Objetivo: Transformar as vocações econômicas dos territórios em projetos produtivos capazes de gerar empregos, renda e novos negócios, mediante seleção de cadeias com potencial comprovado e concentração coordenada de infraestrutura, logística, qualificação profissional, crédito, inovação, assistência técnica e atração de investimentos. Ação Programática 5.2.3 – Implantar o Programa Desenvolve: Empresa Parceira do Desenvolvimento Piauiense MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Empresa que Deixa Legado Objetivo: Condicionar a concessão e a manutenção de incentivos fiscais, financeiros, creditícios, fundiários, estruturais e institucionais ao cumprimento de compromissos verificáveis de investimento e desenvolvimento no Piauí, assegurando monitoramento periódico, transparência dos resultados e mecanismos graduais de correção, suspensão, revogação e recuperação dos benefícios em caso de descumprimento, respeitados o contraditório e a proteção das informações empresariais sensíveis. Ação Programática 5.2.4 – Estruturar projetos de verticalização produtiva e logística estratégica MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Produzir Mais Aqui Objetivo: Ampliar a transformação da produção piauiense dentro do próprio Estado, fomentando indústrias, agroindústrias, unidades de beneficiamento, armazenagem e distribuição vinculadas às cadeias produtivas regionais. A ação deverá atrair investimentos, melhorar a logística de escoamento, integrar micro e pequenas empresas aos processos de produção e exportação e reduzir a saída de matérias-primas sem beneficiamento, mantendo no Piauí maior parcela 59 dos empregos, da renda, da arrecadação e do valor econômico gerado. 5.3 Compras públicas e dinamização econômica local Orientações Programáticas: utilizar o poder de compra do Estado para fortalecer pequenos negócios, cooperativas, agricultura familiar e cadeias produtivas regionais; ampliar o acesso dos fornecedores às contratações mediante planejamento antecipado, capacitação, simplificação proporcional e parcelamento tecnicamente justificado; integrar cadastro, divulgação de oportunidades e desenvolvimento de fornecedores à plataforma estadual de compras; e consolidar mercados institucionais permanentes para a produção local, com segurança jurídica, concorrência, economicidade e acompanhamento dos impactos sobre emprego, renda e segurança alimentar. Ação Programática 5.3.1 – Implantar o Programa Compre do Piauí MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Comprar de Quem é Daqui Objetivo: Utilizar o poder de compra do Estado para ampliar a participação competitiva de micro e pequenas empresas, cooperativas, agricultores familiares e fornecedores regionais nas contratações estaduais, mediante planejamento antecipado das demandas, divulgação das oportunidades, capacitação, apoio à regularização, parcelamento tecnicamente justificado e aplicação dos tratamentos favorecidos previstos em lei. Ação Programática 5.3.2 – Qualificar o parcelamento e a regionalização das compras estaduais 60 justificada das demandas por item, local de entrega ou região de atendimento, quando essa solução for economicamente vantajosa e operacionalmente segura. Ação Programática 5.3.3 – Implantar a Vitrine Digital e a Rede de Desenvolvimento de Fornecedores Piauienses MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Fornecedor da Nossa Terra Objetivo: Implantar, de forma integrada ao CADUF e à plataforma estadual de compras, módulo digital para organizar e divulgar informações sobre fornecedores por território, atividade, produto, serviço, certificações e capacidade declarada de atendimento. Ação Programática 5.3.4 – Consolidar a Rede Estadual de Compras Institucionais da Agricultura Familiar e da Produção Solidária MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Comida e Renda Local Objetivo: Integrar, ampliar e dar previsibilidade às compras estaduais da agricultura familiar, das cooperativas, da economia solidária e dos pequenos produtores, articulando alimentação escolar, hospitais, unidades socioassistenciais, restaurantes populares, sistema prisional e demais equipamentos públicos com demanda compatível através da organização de calendários anuais de aquisição, chamadas públicas, assistência documental, adequação sanitária, planejamento da produção, logística e acompanhamento das entregas, ampliando a renda das famílias produtoras e a oferta regular de alimentos seguros e saudáveis. MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Licitação que Inclui 5.4 Crédito, empreendedorismo e pequenos negócios Objetivo: Ampliar a concorrência e o acesso dos pequenos fornecedores às compras estaduais mediante divisão tecnicamente Orientações Programáticas: levar serviços empresariais básicos ao interior e ampliar a formalização, produtividade e acesso a mercado dos pequenos negócios; ampliar o acesso responsável ao crédito e aumentar a sobrevivência e a formalização dos pequenos negócios. Ação Programática 5.4.1 – Qualificar o Microcrédito Produtivo Orientado e a Assistência aos Pequenos Negócios MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Crédito com Acompanhamento Objetivo: Qualificar o microcrédito produtivo mediante diagnóstico do negócio, orientação financeira, plano simplificado de aplicação dos recursos e acompanhamento posterior à contratação, integrando crédito, formalização, capacitação, gestão, acesso a mercados e renegociação preventiva, acompanhando indicadores de inadimplência, faturamento, sobrevivência, empregos gerados e evolução dos empreendimentos para transformar financiamento em renda sustentável e trabalho formal. Ação Programática 5.4.2 – Consolidar o Programa Elas Empreendem e Qualificar o Fomento Mulher MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Mulher que Faz Negócio Objetivo: Integrar o crédito destinado às mulheres com aceleração empresarial, formalização, educação financeira, mentoria, qualificação profissional e acesso a compras públicas, feiras, plataformas digitais e mercados privados, priorizando empreendedoras de baixa renda, chefes de família, mulheres do interior e vítimas de violência, acompanhar a evolução dos negócios e ampliar sua autonomia econômica, faturamento, sustentabilidade e capacidade de geração de trabalho. Ação Programática 5.4.3 – Implantar o Fundo Garantidor e o Crédito Assistido para Pequenos Negócios MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS | Crédito para Crescer Objetivo: Ampliar o acesso ao financiamento de micro e pequenas empresas com projetos economicamente viáveis, mas sem garantias suficientes, mediante mecanismo estadual de garantia complementar e compartilhamento de risco com instituições financeiras. 5.5 Inovação, economia digital e novos setores Orientações Programáticas: levar tecnologia, inovação e transformação digital aos pequenos negócios e às cadeias produtivas; conectar formação tecnológica e primeira oportunidade profissional às demandas das empresas; consolidar uma rede territorial de inovação apoiada nas estruturas existentes; simplificar o ambiente regulatório conforme o risco das atividades; apoiar a experimentação responsável de soluções inovadoras; e ampliar a participação das mulheres na ciência, na tecnologia e no empreendedorismo digital. Ação Programática 5.5.1 – Criar o Programa Piauí Inova Produção MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Inovação que Produz Objetivo: Oferecer diagnóstico tecnológico, consultoria, apoio à digitalização, automação, comércio eletrônico, design, certificação, melhoria de processos e desenvolvimento de produtos, conectando empresas a universidades, institutos, startups, laboratórios e fornecedores de soluções, com metas verificáveis de redução de custos, aumento da produção e expansão de mercados para pequenos negócios, cooperativas e cadeias produtivas na adoção de tecnologias capazes de elevar produtividade, qualidade, vendas e competitividade. Ação Programática 5.5.2 – Implantar o Programa Primeiro Trabalho Digital 61 MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Primeiro Trabalho Digital Objetivo: Oferecer a jovens de 16 a 29 anos sua primeira experiência profissional remunerada em atividades de tecnologia e economia digital, vinculando formação prática a projetos reais de transformação de pequenos negócios, através de empresas e projetos selecionados, com a definição de entregas, tutoria e melhoria dos negócios atendidos. Ação Programática 5.5.3 – Consolidar a Rede Piauí Inova Interior MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Inovar no Interior Objetivo: Integrar hubs, universidades, institutos de ensino, incubadoras, laboratórios, ambientes empresariais e agentes territoriais em uma rede estadual de inovação e empreendedorismo. A ação deverá utilizar prioritariamente as estruturas existentes para oferecer mentoria, pré-incubação, aceleração, pesquisa aplicada, prototipagem, capacitação e conexão com crédito e investidores. Ação Programática 5.5.4 – Implantar o Programa Piauí Tech Delas MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Tecnologia Também é Lugar de Mulher Objetivo: Ampliar a participação das mulheres na ciência, tecnologia, inovação e economia digital mediante formação, bolsas, mentorias, estágio, primeira experiência profissional, apoio a negócios tecnológicos e conexão com empresas e instituições de pesquisa. A ação deverá priorizar estudantes da rede pública, mulheres do interior e grupos sub-representados, acompanhando ingresso, permanência, conclusão e inserção profissional. 5.6 Turismo, economia do turismo e desenvolvimento regional 62 Orientações Programáticas: consolidar o turismo como atividade permanente de geração de emprego, renda e negócios; estruturar rotas e destinos com governança, infraestrutura, serviços, promoção e comercialização; apoiar os municípios na transformação de potencialidades em produtos turísticos viáveis; fortalecer o turismo de base comunitária com protagonismo e renda para as comunidades; e qualificar destinos e eventos para ampliar fluxo, permanência, segurança, gasto médio e impacto econômico regional. Ação Programática 5.6.1 – Consolidar a Rede Estadual de Rotas e Experiências Turísticas Integradas MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Caminhos de Experiência Objetivo: Transformar atrativos e roteiros existentes em produtos turísticos integrados, comercializáveis e capazes de ampliar a permanência e o gasto dos visitantes. A ação deverá organizar governança regional, sinalização, acessibilidade, qualificação dos serviços, mobilidade entre destinos, calendário de experiências, promoção digital, integração com operadores e acompanhamento do fluxo, da permanência, da ocupação, dos empregos e da renda gerada. Ação Programática 5.6.2 – Implantar o Programa Meu Município Integra um Destino MENOS IMPOSTO, MAIS EMPREGOS Minha Cidade, Meu Destino Objetivo: Oferecer diagnóstico, assistência técnica, planejamento, qualificação, sinalização, promoção e integração regional, classificando os municípios conforme o grau de maturidade turística e priorizando projetos com capacidade comprovada de atrair visitantes, gerar renda e complementar destinos consolidados apoiando os municípios na identificação de sua função dentro das regiões turísticas e na estruturação de produtos viáveis de cultura, gastronomia, natureza, religiosidade, eventos e lazer. O desenvolvimento econômico será medido pela atratividade e manutenção de investimentos, pela geração de trabalho e renda, pelo fortalecimento de quem produz e pela capacidade de levar crescimento a todos os territórios do Piauí. 63 EIXO 6 DESENVOLVIMENTO RURAL, AGRICULTURA E AGRONEGÓCIO 64 NOSSA TERRA, NOSSO FUTURO A força do campo convertida em alimento, renda, autonomia, competitividade, tecnologia e oportunidades para viver e produzir na própria terra. Frentes Estratégicas de Atuação 6.1 Agricultura familiar, alimentos e inclusão produtiva 6.2 Agronegócio, competitividade e cadeias produtivas 6.3 Assistência técnica, defesa agropecuária e produtividade 6.4 Agroindústria e agregação de valor 6.5 Irrigação, água e convivência produtiva com o semiárido Apresentação do eixo O desenvolvimento rural precisa ser medido pela renda de quem produz, pela qualidade dos alimentos, pela capacidade de permanecer no campo e pela transformação da produção em emprego e riqueza dentro do Piauí. Isso exige assistência técnica continuada, segurança hídrica, regularização, crédito, organização econômica, sanidade, tecnologia, infraestrutura e acesso permanente aos mercados. Este eixo articula agricultura familiar, agronegócio, cooperativismo, defesa agropecuária, agroindústria e convivência produtiva com o semiárido. As ações deverão respeitar as diferentes realidades territoriais, apoiar pequenos, médios e grandes produtores, fortalecer cadeias estratégicas e ampliar a transformação da produção dentro do Estado. A política rural será organizada por cadeias e territórios, com projetos tecnicamente viáveis, responsabilidades definidas e resultados mensuráveis sobre produção, produtividade, emprego, renda, segurança alimentar e sustentabilidade ambiental. Finalidade estratégica Fortalecer a produção rural em sua diversidade, garantindo assistência técnica, água, sanidade, tecnologia, organização produtiva, crédito e acesso a mercados. Integrar agricultura familiar e agronegócio à estratégia de desenvolvimento estadual, ampliar a produtividade e a competitividade das cadeias, promover a agroindustrialização e manter no Piauí maior parcela da renda, dos empregos e do valor gerado pela terra. 65 EIXO 6 DESENVOLVIMENTO RURAL, AGRICULTURA E AGRONEGÓCIO AÇÕES E ORIENTAÇÕES PROGRAMÁTICAS 6.1 Agricultura familiar, alimentos e inclusão produtiva Orientações Programáticas: ampliar a autonomia econômica das mulheres e as oportunidades para a juventude rural; assegurar documentação, assistência técnica, crédito, água e acesso a mercados às famílias agricultoras; fortalecer cooperativas e associações como organizações econômicas capazes de produzir, beneficiar e comercializar; ampliar a produção de alimentos seguros e saudáveis; e integrar educação do campo, inclusão produtiva, sucessão rural e geração de renda. Ação Programática 6.1.1 – Implantar e qualificar o Agro-Libera Mulher NOSSA TERRA, NOSSO FUTURO Mulher da Terra Objetivo: Ampliar a autonomia econômica das mulheres rurais mediante financiamento de projetos produtivos, assistência técnica continuada, irrigação eficiente, regularização documental, capacitação gerencial e integração às cooperativas, compras públicas e mercados privados, priorizando agricultoras familiares, chefes de família, mulheres de comunidades tradicionais e vítimas de violência, acompanhando a evolução da produção, da renda e da participação feminina na gestão dos empreendimentos rurais. 66 Objetivo: Promover a sucessão rural, estimular a permanência da juventude no campo e transformar o meio rural em espaço de oportunidade, renda e futuro mediante formação técnica, assistência continuada, financiamento, acesso à terra e à água, inclusão digital, mentoria e conexão com cooperativas e mercados. Ação Programática 6.1.3 – Plano Estadual de Produção e Abastecimento de Alimentos NOSSA TERRA, NOSSO FUTURO Comida Produzida Aqui Objetivo: Organizar a produção estadual de alimentos com base no consumo, nos déficits de abastecimento e nas vocações de cada território, estruturando planos produtivos para hortaliças, frutas, grãos, proteínas, leite, mel, mandioca e outros alimentos prioritários. 6.2 Agronegócio, competitividade e cadeias produtivas Ação Programática 6.1.2 –Programa Juventude Rural Empreendedora Orientações Programáticas: elevar a produtividade, a competitividade e a integração das cadeias agropecuárias; transformar produção primária em processamento, renda e empregos no Piauí; fortalecer cadeias estratégicas conforme as vocações territoriais; ampliar sanidade, rastreabilidade, logística, certificação e acesso a mercados; e atrair investimentos vinculados à agregação de valor, sustentabilidade e desenvolvimento regional. NOSSA TERRA, NOSSO FUTURO Jovem que Fica no Campo Ação Programática 6.2.1 – Estruturar áreas produtivas e logísticas vinculadas às ca- deias do agro NOSSA TERRA, NOSSO FUTURO | Indústria Perto da Produção Objetivo: Estruturar áreas produtivas, logísticas e agroindustriais em territórios onde estudos demonstrem disponibilidade de matéria-prima, água, energia, logística, mão de obra, mercado e interesse empresarial. A ação deverá recuperar prioritariamente estruturas existentes, preparar projetos de infraestrutura compartilhada e atrair empresas de armazenamento, beneficiamento, processamento e distribuição, com incentivos condicionados a investimento, empregos, integração de produtores locais e sustentabilidade. Ação Programática 6.2.2 – Implantar o Projeto Piauí Caprino e Ovino NOSSA TERRA, NOSSO FUTURO Rebanho que Gera Renda Objetivo: Transformar o Piauí em referência nacional na produção de caprinos e ovinos disponibilizando assistência técnica especializada continuada, gerando emprego, renda e agregação de valor no interior através da implementação territorializada por cadeias prioritárias, segurança hídrica, regularidade sanitária e ambiental e acesso a mercados. Ação Programática 6.2.3 – Consolidar Polos de Fruticultura Irrigada Sustentável NOSSA TERRA, NOSSO FUTURO Fruta, Água e Mercado Objetivo: Ampliar a produção de frutas, gerar renda no campo, fortalecer polos produtivos e reduzir a dependência de produtos vindos de fora do Estado. Ação Programática 6.2.4 – Implantar o Programa Agro Piauí Exportador NOSSA TERRA, NOSSO FUTURO Da Nossa Terra para o Mundo Objetivo: Preparar produtos e empresas agropecuárias piauienses para acessar mercados nacionais e internacionais mediante diagnóstico de prontidão exportadora, certificação sanitária e ambiental, rastreabilidade, padronização, adequação de embalagens, inteligência comercial e articulação logística. A ação deverá priorizar cadeias com oferta regular e potencial comprovado, conectar produtores e agroindústrias a compradores e acompanhar contratos, mercados alcançados, valor exportado e permanência das empresas no comércio exterior. 6.3 Assistência técnica, defesa agropecuária e produtividade Orientações Programáticas: garantir assistência técnica presencial e digital, continuada e orientada às cadeias produtivas; qualificar produtores, trabalhadores e jovens para as novas tecnologias do campo; fortalecer a defesa animal e vegetal, a inspeção, o diagnóstico e a rastreabilidade; prevenir e responder rapidamente a riscos sanitários; e ampliar produtividade, regularidade, qualidade e acesso aos mercados. Ação Programática 6.3.1 – Consolidar a Rede Estadual de ATER Presencial e Digital RAIZ QUE GERA FUTURO Técnico Presente, Campo Produtivo Objetivo: Consolidar uma rede estadual de assistência técnica e extensão rural presencial e digital, com equipes territoriais, pontos de atendimento, visitas programadas, canais remotos e integração com cooperativas, universidades, institutos e municípios. Cada família ou organização atendida deverá possuir diagnóstico, plano produtivo e acompanhamento continuado, envolvendo crédito, água, manejo, sanidade, regularização, gestão e acesso a mercados, com avaliação dos efeitos sobre produtividade, renda e sustentabilidade. 67 Ação Programática 6.3.2 – Programa Defesa Agropecuária Forte teira de Projetos de Verticalização Agroindustrial NOSSA TERRA, NOSSO FUTURO Campo sem Risco NOSSA TERRA, NOSSO FUTURO Produção com Valor Objetivo: Fortalecer a capacidade institucional e territorial da defesa agropecuária mediante recomposição e qualificação das equipes, modernização dos postos e barreiras, digitalização dos serviços, vigilância baseada em risco e integração dos controles animal, vegetal e de insumos. A ação deverá proteger a produção, manter e ampliar o reconhecimento sanitário do Estado, reduzir riscos de disseminação de pragas e doenças e facilitar a regularização e o acesso das cadeias aos mercados. Objetivo: Organizar e promover uma carteira de projetos agroindustriais viáveis para grãos, proteínas, frutas, mel, leite, mandioca e outras cadeias prioritárias, com estudos de mercado, matéria-prima, água, energia, logística, licenciamento e modelo de investimento. A ação deverá preparar projetos para atração de capital privado, cooperativo ou misto e condicionar incentivos a metas de implantação, emprego, integração de fornecedores, sustentabilidade e agregação de valor no território. Ação Programática 6.3.3 – Fortalecer a Rede de Diagnóstico, Rastreabilidade e Resposta Sanitária Ação Programática 6.4.2 – Implantar o Programa Agroindústria Familiar e Cooperativa NOSSA TERRA, NOSSO FUTURO Sanidade que Protege NOSSA TERRA, NOSSO FUTURO Pequena Fábrica, Grande Renda Objetivo: Reduzir o tempo de identificação e controle de doenças animais, pragas vegetais e contaminações mediante requalificação de laboratórios, postos de coleta, logística de amostras, sistemas de rastreabilidade e protocolos de emergência sanitária. Objetivo: Apoiar a implantação, modernização e regularização de agroindústrias familiares, associativas, cooperativas e de pequenos negócios, conforme a produção e o mercado de cada território. A ação deverá financiar equipamentos apropriados, projetos técnicos, adequação sanitária e ambiental, gestão, embalagens, logística e comercialização, com assistência continuada e comprovação de capacidade de fornecimento, custeio, manutenção e acesso aos mercados. 6.4 Agroindústria e agregação de valor Orientações Programáticas: ampliar o beneficiamento e a industrialização da produção dentro do Piauí; estruturar projetos viáveis por cadeia e território; apoiar a regularização, gestão e acesso a mercados das agroindústrias familiares e cooperativas; recuperar estruturas existentes antes de construir novas unidades; fortalecer qualidade, rastreabilidade, identidade e promoção comercial; e vincular incentivos e investimentos a empregos, compras locais e sustentabilidade. Ação Programática 6.4.1 – Estruturar a Car68 Ação Programática 6.4.3 – Implantar o Programa Produto do Piauí NOSSA TERRA, NOSSO FUTURO Feito no Nosso Chão Objetivo: Valorizar e promover produtos agropecuários, artesanais e agroindustriais piauienses que atendam aos requisitos sanitários, ambientais e de qualidade aplicáveis. O programa deverá oferecer identidade visual, rastreabilidade, apoio a embalagens, pro- moção comercial e conexão com mercados, sem substituir as certificações oficiais, e poderá reconhecer territórios, modos de fazer e atributos específicos por meio de instrumentos adequados de origem e qualidade. 6.5 Irrigação, água e convivência produtiva com o semiárido Orientações Programáticas: substituir a resposta emergencial por gestão antecipada das secas; pactuar a distribuição da água com base em disponibilidade, prioridades legais e necessidades produtivas; ampliar a produtividade de cada metro cúbico utilizado; assegurar operação e manutenção permanentes das infraestruturas hídricas; testar soluções de recarga e proteção dos aquíferos; e vincular incentivos públicos a resultados comprovados de economia de água, produção, renda e resiliência rural. Ação Programática 6.5.1 – Implantar o Sistema Estadual de Gestão Proativa da Seca e Alocação Negociada da Água NOSSA TERRA, NOSSO FUTURO | Agir Antes da Água Acabar Objetivo: Antecipar os efeitos das estiagens e distribuir a água disponível de forma transparente, técnica e participativa, mediante planos proativos de seca para reservatórios, bacias e territórios produtivos prioritários. A ação deverá combinar previsão climática, volume dos reservatórios, nível dos aquíferos, umidade do solo, demanda humana, dessedentação animal e necessidades produtivas para definir cenários, vazões, limites de retirada e medidas graduais de contingência. Ação Programática 6.5.2 – Implantar o Programa Água de Precisão no Campo NOSSA TERRA, NOSSO FUTURO | Produzir Mais com Cada Gota Objetivo: Reduzir o desperdício de água e elevar a produtividade das áreas irrigadas mediante adoção de manejo orientado por dados, com sensores de umidade do solo, estações agrometeorológicas, medidores de vazão, informações de evapotranspiração, automação e orientação diária sobre o momento, o tempo e a quantidade adequada de irrigação. Ação Programática 6.5.3 – Implantar a Rede Regional de Operação e Manutenção da Água Produtiva NOSSA TERRA, NOSSO FUTURO | Sistema Funcionando o Ano Inteiro Objetivo: Assegurar funcionamento contínuo das infraestruturas coletivas destinadas à produção rural, evitando que bombas, redes, reservatórios, sistemas de irrigação e unidades de tratamento sejam abandonados por falta de manutenção, peças, operador, energia ou definição de responsabilidades. A rede deverá atender infraestruturas produtivas coletivas não abrangidas pelos serviços públicos de abastecimento concedidos Ação Programática 6.5.4 – Implantar o Programa Aquífero Vivo de Recarga Gerenciada NOSSA TERRA, NOSSO FUTURO Guardar a Chuva Debaixo da Terra Objetivo: Implantar projetos-piloto de recarga gerenciada de aquíferos em áreas hidrogeologicamente adequadas, aproveitando parte do escoamento concentrado das chuvas para ampliar o armazenamento subterrâneo, estabilizar níveis de poços e reduzir perdas por evaporação. A política rural será medida pela renda de quem vive da terra, pela segurança hídrica e produtiva, pelo acesso à assistência e ao mercado e pela força das cadeias que alimentam e desenvolvem o Piauí. 69 EIXO 7 INFRAESTRUTURA, CIDADES, HABITAÇÃO, MOBILIDADE E INTEGRAÇÃO TERRITORIAL 70 CAMINHOS DA NOSSA GENTE Apresentação do eixo Infraestrutura como aproximação: estradas, conexão, moradia, saneamento e serviços que diminuem distâncias e desigualdades. Infraestrutura é condição para desenvolvimento, dignidade e integração territorial. O Piauí precisa melhorar conexões, qualificar cidades, ampliar habitação, avançar no saneamento, fortalecer a mobilidade e priorizar equipamentos públicos com maior impacto social. Frentes Estratégicas de Atuação 7.1 Integração logística e infraestrutura para o desenvolvimento 7.2 Mobilidade urbana e rural 7.3 Energia para o desenvolvimento 7.4 Habitação, regularização fundi ária e desenvolvimento urbano 7.5 Saneamento básico e segurança hídrica 7.6 Infraestrutura urbana e desenvolvimento das cidades Finalidade estratégica Reduzir desigualdades territoriais por meio de infraestrutura estratégica, manutenção preventiva, mobilidade, habitação, saneamento e integração entre territórios, cidades e serviços públicos. Metas orientadoras: reduzir isolamento e tempo de deslocamento; elevar condição e segurança da malha; ampliar projetos maduros de habitação e saneamento; garantir operação e manutenção dos equipamentos apoiados. 71 EIXO 7 INFRAESTRUTURA, CIDADES, HABITAÇÃO, MOBILIDADE E INTEGRAÇÃO TERRITORIAL AÇÕES E ORIENTAÇÕES PROGRAMÁTICAS 7.1 Integração logística e infraestrutura para o desenvolvimento Orientações Programáticas: desenvolver estrutura permanente de monitoramento, avaliação da qualidade e requalificação da malha viária do estado do Piauí, otimizando investimentos, reduzindo atrasos na conclusão de projetos prioritários, priorizando a qualidade dos serviços executados. Assim, até o final do mandato, o Piauí contará com uma rede rodoviária mais segura, moderna e eficiente, capaz de integrar todas as regiões do Estado, reduzir custos logísticos, impulsionar o agronegócio, fortalecer o turismo, atrair investimentos e garantir melhores condições de mobilidade para a população. A política rodoviária deixará de ser baseada em ações emergenciais para tornar-se um programa permanente de gestão da infraestrutura, orientado por planejamento, tecnologia, transparência e manutenção preventiva. Ação Programática 7.1.1 – Implantar da Política Estadual de recuperação, conservação e modernização da malha rodoviária, com a implantação de contratos regionais de manutenção permanente. CAMINHOS DA NOSSA GENTE Onde a Estrada Não Chega Objetivo: Cada território contará com responsáveis pela conservação contínua das rodovias, reduzindo o tempo de resposta para reparos. Através do uso de inteligência 72 artificial, geotecnologias e monitoramento contínuo, o Estado passará a antecipar problemas, priorizar investimentos com base em critérios técnicos e garantir maior eficiência na conservação da malha rodoviária, transformando a infraestrutura em um ativo estratégico para o desenvolvimento econômico e a integração regional. Ação Programática 7.1.2 – Plano Estadual de Integração Logística: articulando os diferentes modais de transporte em uma única estratégia de desenvolvimento. CAMINHOS DA NOSSA GENTE Logística que Liga o Piauí Objetivo: Implantação do Sistema Estadual de Logística e Desenvolvimento Territorial (SELDT), para coordenação articulada das ações de infraestrutura, desenvolvimento econômico, mineração, agronegócio, indústria, comércio exterior e planejamento responsável por planejar os corredores logísticos; priorizar investimentos em infraestrutura complementar; integrar rodovias, ferrovia, porto, ZPE e aeroportos; atrair empreendimentos industriais acompanhar indicadores de desempenho logístico e competitividade. Ação Programática 7.1.3 - Universalização das Ligações Rodoviárias Interestaduais. CAMINHOS DA NOSSA GENTE Fronteiras que Abrem Caminhos Objetivo: Concluir todas as ligações rodoviárias estaduais de fronteira e elevar todas elas a um padrão único de qualidade. Quem entrar no Piauí perceberá imediatamente que chegou a um estado organizado, com- petitivo e preparado para crescer. A placa de boas-vindas continuará existindo, mas o verdadeiro cartão de visitas será a qualidade da estrada, a segurança da viagem, a integração logística e a capacidade do Piauí de transformar suas fronteiras em portas de entrada para investimentos, empregos e oportunidades. Ação Programática 7.1.3 – Programa Corredores Federais para o Desenvolvimento do Piauí. CAMINHOS DA NOSSA GENTE Projeto Piauí em Movimento Objetivo: Articular junto ao Governo Federal a execução dos projetos de duplicação da BR-343 - trechos Altos x Campo Maior e sua continuidade até Piripiri, e da BR-316, nos trechos Monsenhor Gil x Estaca Zero, além de defender a inclusão de novos corredores federais estratégicos para o desenvolvimento do Piauí. Ação Programática 7.1.4 – Todos pela Infraestrutura viária Federal no Piauí. CAMINHOS DA NOSSA GENTE | União pela Infraestrutura Objetivo: Instituir fórum permanente entre Governo do Estado, Governo Federal, DNIT, bancada federal, setor produtivo e municípios para acompanhar a execução das obras federais, atualizar prioridades e acelerar licenciamentos, projetos e captação de recursos. 7.2 Mobilidade urbana e rural Orientações Programáticas: Aumento da acessibilidade para pessoas com deficiência, idosos e pessoas com mobilidade reduzida, reduzir a exposição da população à poeira, lama e alagamentos; valorização dos bairros beneficiados e fortalecimento do desenvolvimento econômico local, reduzir acidentes e melhorar mobilidade nas cidades; promover inclusão e construir novos caminhos. Ação 7.2.1 – Implantar Plano de Mobilidade Inclusiva e Segurança Viária CAMINHOS DA NOSSA GENTE Cidade que Protege no Trânsito Objetivo: Apoiar mobilidade ativa, acessibilidade e caminhos seguros nas cidades, através do desenvolvimento e apoio a projetos focados na implantação de infraestrutura urbana acessível como instrumento de promoção da mobilidade inclusiva e segura. Ação 7.2.2 – Reestruturar o Programa Estadual de Mobilidade Urbana e rural – Caminho Seguro CAMINHOS DA NOSSA GENTE | Caminho Seguro, Cidade e Campo Objetivo: Promover a requalificação da infraestrutura urbana dos municípios piauienses por meio da pavimentação de vias públicas, implantação de soluções de acessibilidade e melhoria da mobilidade, priorizando bairros e comunidades rurais com maior vulnerabilidade social, de forma a reduzir desigualdades, ampliar a qualidade de vida e impulsionar o desenvolvimento econômico local através da pavimentação também na Zona Rural. 7.3 Energia para o desenvolvimento Orientações programáticas: ampliar a capacidade da infraestrutura de transmissão e distribuição de energia; articular, com o Governo Federal, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (NOS) e as concessionárias, soluções para reduzir restrições à conexão de novos empreendimentos; assegurar que o potencial piauiense em energias renováveis se converta em crescimento econômico, atração de investimentos e desenvolvimento regional. 73 Ação programática 7.3.1 - Requalificação da Infraestrutura Energética CAMINHOS DA NOSSA GENTE Energia que Move o Desenvolvimento Objetivo: Articular, em parceria com o Governo Federal, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e as concessionárias, a ampliação da capacidade de transmissão e distribuição de energia, com o objetivo de evitar que a insuficiência da infraestrutura de transmissão continue reduzindo a capacidade de o Piauí aproveitar plenamente seu potencial em energias renováveis, impondo restrições à implantação de novos empreendimentos como vetor do crescimento econômico. 7.4 Habitação, regularização fundiária e desenvolvimento urbano Orientações Programáticas: elaborar o primeiro diagnóstico estadual integrado do déficit habitacional quantitativo e qualitativo; mapear assentamentos precários, ocupações informais, áreas de risco e núcleos urbanos passíveis de regularização fundiária; estruturar o Sistema Estadual de Informações Habitacionais e Urbanas, integrado aos municípios; estabelecer critérios técnicos para priorização dos investimentos habitacionais; integrar as políticas de habitação, saneamento, mobilidade, infraestrutura e desenvolvimento urbano; apoiar os municípios na elaboração de seus Planos Locais de Habitação de Interesse Social. Ação Programática 7.4.1 – Implantar o Plano Estadual de Habitação e Desenvolvimento Urbano (PEHDU) CAMINHOS DA NOSSA GENTE | Moradia Planejada, Cidade Melhor Objetivo: Instituir o Plano Estadual de Habitação e Desenvolvimento Urbano como ins74 trumento permanente de planejamento da política habitacional do Piauí, promovendo o diagnóstico atualizado do déficit habitacional, das condições de moradia, da regularização fundiária e da infraestrutura urbana, orientando a definição de prioridades, a articulação federativa e a captação de investimentos. Ação Programática 7.4.2 – Articular a ampliação da participação do Piauí nos programas federais de habitação de interesse social CAMINHOS DA NOSSA GENTE Moradia Planejada, Cidade Melhor Objetivo: Transformar o Governo do Estado no principal articulador da política habitacional do Piauí, promovendo a integração entre União, municípios, instituições financeiras, setor privado e movimentos sociais para ampliar o acesso da população aos programas habitacionais e reduzir o déficit de moradias. Ação Programática 7.4.3 – Programa Piauí RegularizaObjetivo: Consolidar o Piauí como o primeiro estado brasileiro a universalizar a Regularização Fundiária Urbana (Reurb) nos municípios que aderirem ao programa estadual, garantindo segurança jurídica, inclusão social, fortalecimento da gestão territorial e valorização do patrimônio das famílias piauienses. 7.5 Saneamento básico e segurança hídrica Orientações Programáticas: elaborar diagnóstico estadual atualizado da cobertura dos serviços de saneamento e abastecimento de água; estabelecer metas regionalizadas de expansão dos serviços; integrar saneamento básico, saúde pública, habitação, meio ambiente e desenvolvimento urbano; criar o Sistema Estadual de Informações sobre Saneamento Básico, com indicadores públicos de desempenho. Garantir água de qualidade para todas as famílias piauienses, universalizar progressivamente o saneamento básico e estruturar uma política permanente de segurança hídrica, começando especialmente pelos municípios do semiárido, transformando o acesso à água em prioridade absoluta da gestão estadual. Ação Programática 7.5.1 – Implantar o Plano Estadual de Segurança Hídrica e Saneamento Básico CAMINHOS DA NOSSA GENTE | Água e Saneamento com Planejamento Objetivo: Instituir um instrumento permanente de planejamento para integrar as políticas de recursos hídricos, abastecimento de água, saneamento básico, infraestrutura hídrica e desenvolvimento regional, estabelecendo prioridades de investimento com base em critérios técnicos e nas necessidades de cada território. Ação Programática 7.5.2 – Programa Água na Torneira CAMINHOS DA NOSSA GENTE Água Todo Dia Objetivo: Garantir abastecimento regular e seguro de água à população, com prioridade para os municípios do semiárido piauiense e para localidades que convivem com interrupções frequentes no fornecimento. Essa ação visa assegurar que o Governo seja o principal indutor para destravar e assegurar com máxima prioridade a conclusão de obras de abastecimento e adutoras paralisadas ou inacabadas; reavaliar tecnicamente os sistemas que permanecem sem atingir os resultados esperados, promovendo sua reestruturação quando necessária, estabelecendo metas de continuidade do abastecimento, priorizando a redução da intermitência do serviço com efetiva fiscalização da concessionária. Ação Programática 7.5.3 – Programa Semiárido com Água CAMINHOS DA NOSSA GENTE Semiárido com Água e Futuro Objetivo: Estruturar uma política estadual permanente de segurança hídrica para o semiárido, assegurando abastecimento humano, fortalecimento das atividades produtivas e maior resiliência às estiagens prolongadas através do plano regional de infraestrutura hídrica para o semiárido, ampliando programas de captação e armazenamento de água para consumo humano e animal. Ação Programática 7.5.4 – Programa Universalizar o Saneamento CAMINHOS DA NOSSA GENTE Saneamento para Todos Objetivo: Ampliar a cobertura dos serviços de esgotamento sanitário e drenagem urbana, priorizando municípios com menores índices de atendimento e promovendo a integração entre saneamento, saúde pública e preservação ambiental. Ação Programática 7.5.5 – Revisão Estratégica da Política Estadual de Saneamento CAMINHOS DA NOSSA GENTE | Concessão com Resultado Objetivo: Realizar avaliação técnica, jurídica, econômica e regulatória da modelagem institucional e contratual dos serviços regionalizados de saneamento, assegurando que a execução dos contratos esteja efetivamente contribuindo para a universalização dos serviços e para a melhoria da qualidade de vida da população, avaliando periodicamente a execução do contrato de concessão e o cumprimento das metas de investimento, expansão e qualidade dos serviços, especialmente através da verificação da compatibilidade entre o cronograma de investimentos, as metas de universalização pactuadas e as necessidades do Estado. Ação Programática 7.5.6 – Governança e Avaliação da Política Estadual de Sanea75 mento e Abastecimento de água. CAMINHOS DA NOSSA GENTE Água com Transparência Objetivo: Assegurar que a prestação dos serviços de abastecimento de água e saneamento básico seja realizada com eficiência, transparência e foco na universalização. Através da instituição de auditoria técnica permanente e independente para avaliar a execução dos contratos relacionados aos serviços regionalizados de saneamento; monitorar o cumprimento das metas de universalização, qualidade e investimentos; avaliar a compatibilidade entre os investimentos executados e as necessidades do Estado; fortalecer a atuação regulatória e a fiscalização da prestação dos serviços; adotar, quando cabível e observados o devido processo legal, as medidas previstas na legislação e nos contratos, inclusive revisão, aplicação de penalidades ou eventual extinção da concessão. Ação Programática 7.5.7 - Auditar e Revisar o Plano de Investimentos e as Prioridades da Concessão de Água e Esgoto CUIDAR DO AMANHÃ Saneamento Onde Mais Precisa Objetivo: Realizar auditoria territorial e regulatória da execução do Contrato nº 648/2024 e promover, pelas instâncias da MRAE e da AGRESPI, a revisão do Plano de Investimentos, das metas e dos cronogramas quando tecnicamente necessária. A priorização deverá considerar cobertura, intermitência, perdas, qualidade da água, esgoto não tratado, vulnerabilidade, risco ambiental, crescimento populacional e necessidades de hospitais, escolas, áreas urbanas e aglomerados rurais. Ação Programática 7.5.8 – Piauí das Águas: Segurança e Infraestrutura Hídrica Integrada para Todos CAMINHOS DA NOSSA GENTE Piauí das Águas 76 Objetivo: Articular junto ao governo federal o destravamento e assegurar a conclusão das adutoras e barragens contempladas com Recursos do PAC ou outras fontes, com a finalidade de garantir a integração operacional e pleno funcionamento dessas obras estruturantes de segurança hídrica do Piauí, garantindo que os investimentos realizados resultem em abastecimento regular de água para a população. Ação Programática 7.5.9 – Programa Integra São Francisco CAMINHOS DA NOSSA GENTE São Francisco no Caminho do Piauí Objetivo: Avaliar a viabilidade técnica, ambiental, econômica e institucional da integração do Projeto de Integração do Rio São Francisco ao sistema hídrico do sul do Piauí, fortalecendo a segurança hídrica do semiárido e ampliando a disponibilidade de água para consumo humano e desenvolvimento regional. 7.6 Infraestrutura urbana e desenvolvimento das cidades Orientações Programáticas: Fortalecer a atuação do Governo do Estado como parceiro dos municípios na promoção do desenvolvimento urbano sustentável, apoiando o planejamento das cidades, a melhoria da infraestrutura urbana e a implantação de projetos estruturantes que elevem a qualidade de vida da população, transformando espaços públicos em lugares de convivência, proteção e lazer; com ênfase nos territórios com maiores vazios de serviços, combinando cidadania, cultura, assistência, esporte e atendimento públicos. Ação Programática 7.6.1 – Implantar a Política Estadual de Integração e Desenvolvimento das Cidades CAMINHOS DA NOSSA GENTE Cidades que Planejam o Futuro Objetivo: Instituir uma política permanente de cooperação entre Estado e municípios para apoiar o planejamento urbano, a modernização da infraestrutura e a implantação de projetos estruturantes voltados à construção de cidades mais organizadas, acessíveis, resilientes e sustentáveis. Apoiando tecnicamente os municípios na elaboração de planos diretores, planos de mobilidade urbana e projetos estruturantes; priorizando investimentos com base em indicadores de vulnerabilidade urbana e qualidade de vida. Ação Programática 7.6.2 - Programa Cidade Boa para Viver CAMINHOS DA NOSSA GENTE Tudo no Mesmo Lugar Objetivo: Implantar parcerias com os Municípios para promover a requalificação dos espaços urbanos, priorizando intervenções que melhorem a mobilidade, a acessibilidade, a segurança, o lazer e a convivência comunitária. Apoiar projetos de requalificação de avenidas, centros urbanos e espaços públicos inclusive incentivando soluções de arborização urbana e conforto climático; apoiar a implantação de parques urbanos, áreas verdes e equipamentos de convivência e estimular projetos de revitalização de áreas degradadas. Ação Programática 7.6.3 - Programa Infraestrutura para o Desenvolvimento Local CAMINHOS DA NOSSA GENTE Tudo no Mesmo Lugar Objetivo: Fomentar em parceria com os Municípios a implantar de equipamentos públicos integrados (esporte/lazer/saúde) nos territórios com maiores vazios de serviços ou vulnerabilidades sociais como mecanismos de promoção da cidadania, cultura, assistência, esporte e atendimento público. Ação Programática 7.6.4 – Programa Cidade Inteligente Piauí CAMINHOS DA NOSSA GENTE Cidade Inteligente, Gestão Presente Objetivo: Estimular a modernização da gestão municipal mediante o uso de tecnologia, inovação e inteligência de dados, apoiando a implantação de sistemas digitais de gestão urbana; incentivando o uso de geotecnologias e cadastro territorial multifinalitário e criar plataforma estadual para compartilhamento de soluções tecnológicas entre os municípios. O Estado um parceiro permanente dos municípios na construção de cidades mais organizadas, inclusivas e preparadas para o futuro. Mais do que executar obras isoladas, a nova gestão apoiará o planejamento urbano, a qualificação dos espaços públicos, a prevenção de alagamentos, a modernização da infraestrutura e o fortalecimento da capacidade técnica municipal, promovendo desenvolvimento com qualidade de vida para quem vive nas cidades piauienses. A infraestrutura será medida pela utilidade das obras, pela qualidade dos serviços, pela redução das distâncias e pela capacidade de integrar cidades, comunidades e territórios com segurança e dignidade. 77 EIXO 8 CULTURA, PATRIMÔNIO, IDENTIDADE TERRITORIAL, TURISMO CULTURAL E ECONOMIA CRIATIVA 78 NOSSA POVO TEM HISTÓRIA Apresentação do eixo A cultura aparece como voz, memória, trabalho, pertencimento e projeção da identidade piauiense. A cultura é uma das maiores forças do Piauí. Ela está na memória dos centros históricos, na Serra da Capivara, nos mestres e grupos tradicionais, nas festas populares, no artesanato, na música, no audiovisual, nas comunidades e na capacidade do povo piauiense de transformar identidade em pertencimento, renda e desenvolvimento. Frentes Estratégicas de Atuação 8.1 Governança, financiamento e Sistema Estadual de Cultura 8.2 Patrimônio, memória e preservação cultural 8.3 Cultura viva, saberes tradicionais e diversidade cultural 8.4 Descentralização territorial, equipamentos culturais e acesso à cultura 8.5 Economia criativa, trabalho cultural e formalização Este eixo organiza uma política cultural de Estado voltada à preservação do patrimônio, ao fortalecimento da cultura viva, à descentralização dos recursos, à economia criativa, à formação cultural da juventude e ao turismo cultural. Finalidade estratégica Fortalecer a cultura como política pública estruturante, democratizar recursos, preservar a memória, valorizar identidades territoriais, ampliar a economia da cultura e projetar o Piauí como território de patrimônio e criatividade. 8.6 Cultura, educação e juventude criativa 8.7 Turismo cultural, calendário estadual e projeção da identidade piauiense 79 EIXO 8 CULTURA, PATRIMÔNIO, IDENTIDADE TERRITORIAL, TURISMO CULTURAL E ECONOMIA CRIATIVA AÇÕES E ORIENTAÇÕES PROGRAMÁTICAS 8.1 Governança, financiamento e Sistema Estadual de Cultura Orientações Programáticas: garantir planejamento, transparência, dados confiáveis e controle social sobre a política cultural, permitindo que os recursos sejam distribuídos de forma mais justa, eficiente e orientada por evidências; formar gestores culturais, qualificar municípios e entidades, ampliar a captação de recursos e profissionalizar a execução das políticas culturais em todo o Estado; dar estabilidade ao financiamento cultural, ampliar a capacidade de investimento no setor, reduzir a dependência de editais isolados e garantir política cultural continuada. Ação Programática 8.1.1 – Implantar o Programa Cultura com Gestão e Transparência NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Cultura com Conta Aberta Objetivo: Garantir planejamento, transparência, dados confiáveis e controle social sobre a política cultural, permitindo que os recursos sejam distribuídos de forma mais justa, eficiente e orientada por evidências. Ação Programática 8.1.2 – Implantar o Programa Edital Simples e Micro fomento Cultural NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Pequeno Apoio, Grande Cultura Objetivo: Democratizar o acesso ao financiamento cultural, reduzir barreiras burocráticas 80 e fazer com que os recursos cheguem também aos pequenos produtores, artistas populares, coletivos do interior e grupos culturais de base comunitária. Ação Programática 8.1.3 – Criar a Escola de Gestão Cultural do Piauí NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Quem Faz Cultura Aprende Gestão Objetivo: Formar gestores culturais, qualificar municípios e entidades, ampliar a captação de recursos e profissionalizar a execução das políticas culturais em todo o Estado. Ação Programática 8.1.4 – Fortalecer o Fundo, o SIEC e os mecanismos de financiamento cultural NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Dinheiro que Faz Cultura Objetivo: Dar estabilidade ao financiamento cultural, ampliar a capacidade de investimento no setor, com recursos próprios, incentivos fiscais, parcerias privadas, fundos patrimoniais, emendas e cooperação internacional; reduzir a dependência de editais isolados e garantir política cultural continuada. 8.2 Patrimônio, memória e preservação cultural Orientações Programáticas: organizar informações sobre o patrimônio cultural do Estado, orientar ações de preservação, facilitar o acesso público à memória piauiense e subsidiar projetos de educação patrimonial, turismo cultural e captação de recursos; prote- ger acervos, ampliar o acesso da população à memória piauiense e transformar museus e espaços culturais em ambientes vivos de educação, turismo, pesquisa e pertencimento. Ação Programática 8.2.1 – Implantar o Programa Serra da Capivara Patrimônio de Todos NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Serra Viva para o Mundo Objetivo: Preservar a Serra da Capivara, ampliar sua projeção nacional e internacional, fortalecer a economia do entorno e transformar o patrimônio em vetor de desenvolvimento sustentável, uma política estadual exclusiva para a Serra da Capivara, com integração entre turismo, cultura, meio ambiente, infraestrutura e desenvolvimento econômico; metas específicas de geração de emprego e renda para os municípios do entorno; promoção internacional contínua e coordenada; monitoramento de indicadores de visitação, impacto econômico e conservação; governança compartilhada entre Estado, municípios, ICMBio, FUMDHAM, universidades e setor privado. Ação Programática 8.2.2 – Implantar o Programa Reviva História: Centros, Memória e Patrimônio do Piauí NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Cidade que Guarda Memória Objetivo: Preservar a memória do Piauí, revitalizar centros históricos, proteger bens culturais, dinamizar a economia local e fortalecer a identidade dos municípios. Ação Programática 8.2.3 – Criar o Inventário Digital do Patrimônio Cultural do Piauí NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Memória na Palma da Mão Objetivo: Organizar em uma plataforma única, informações sobre o patrimônio cultural do Estado, que inclui: patrimônio material; patrimônio imaterial; arqueologia; museus; igrejas; arquivos; sítios históricos; bens naturais de interesse cultural; orientar ações de preservação, facilitar o acesso público à memória piauiense e subsidiar projetos de educação patrimonial, turismo cultural e captação de recursos. Ação Programática 8.2.4 – Implantar o Programa Museus, Acervos e Memória Viva NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Acervo Vivo Objetivo: Ampliar a proteger acervos, ampliar o acesso da população à memória piauiense e transformar museus e espaços culturais em ambientes vivos de educação, turismo, pesquisa e pertencimento, incorporando transformação digital, integração em rede, uso permanente dos espaços históricos e gestão orientada por indicadores. 8.3 Cultura viva, saberes tradicionais e diversidade cultural Orientações Programáticas: ampliar a capilaridade e a continuidade dos Pontos de Cultura, especialmente nos territórios menos atendidos; valorizar a diversidade cultural do Piauí, fortalecer grupos tradicionais, ampliar a circulação das manifestações culturais e assegurar que a cultura popular seja tratada como política pública permanente; promover justiça cultural, garantir visibilidade às comunidades tradicionais, preservar saberes territoriais e fortalecer identidades coletivas historicamente invisibilizadas. Ação Programática 8.3.1 – Fortalecer a política Cultura Viva e os Pontos de Cultura no Piauí NOSSO POVO TEM HISTÓRIA | Cultura que Nasce no Bairro Objetivo: Ampliar a capilaridade e a continuidade dos Pontos de Cultura, especialmente nos territórios menos atendidos, aperfeiço81 ando a política existente com busca ativa, simplificação de editais, apoio técnico, territorialização, continuidade de repasses e indicadores de atividade e público. Ação Programática 8.3.2 – Aperfeiçoar o Registro do Patrimônio Vivo e a transmissão de saberes NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Mestres que Ensinam Objetivo: Proteger referências culturais vivas e assegurar transmissão de conhecimentos às novas gerações, revisando critérios, regularidade dos editais, contrapartidas de transmissão, documentação e circulação dos mestres e grupos reconhecidos. Ação Programática 8.3.3 – Estruturar a Rede das Culturas Populares e Tradicionais do Piauí NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Tradição em Rede Objetivo: Valorizar a diversidade cultural do Piauí, fortalecer grupos tradicionais, ampliar a circulação das manifestações culturais e assegurar que a cultura popular seja tratada como política pública permanente, a partir de mapeamento dos grupos, apoio logístico, editais territorializados, formação de redes regionais, circulação de grupos culturais, apoio a festivais tradicionais, registro de manifestações e integração com ações de turismo cultural, educação patrimonial e economia criativa. Ação Programática 8.3.4 – Criar o Programa Cultura Quilombola, Indígena e de Povos Tradicionais NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Vozes Ancestrais Objetivo: Promover justiça cultural, garantir visibilidade às comunidades tradicionais, preservar saberes territoriais e fortalecer identidades coletivas historicamente invi82 sibilizadas, através de uma política pública permanente, com planejamento plurianual, orçamento próprio, calendário permanente de ações e acompanhamento de resultados. 8.4 Descentralização territorial, equipamentos culturais e acesso à cultura Orientações Programáticas: ampliar a circulação cultural, fortalecer identidades territoriais, formar público e conectar produtores, artistas e comunidades em todo o Estado; ampliar a infraestrutura cultural no interior, criar espaços permanentes de convivência, formação e produção artística e fortalecer a presença da política cultural nos territórios. Ação Programática 8.4.1 – Implantar o Programa Cultura em Todo Canto NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Cultura Onde a Gente Vive Objetivo: Democratizar o acesso à cultura, reduzir desigualdades territoriais e garantir que todos os municípios tenham oportunidade de receber, produzir e circular bens culturais. Ação Programática 8.4.2 – Criar Circuitos Culturais dos Territórios Piauienses NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Palco dos Territórios Objetivo: Ampliar a circulação cultural, fortalecer identidades territoriais, formar público e conectar produtores, artistas e comunidades em todo o Estado. Ação Programática 8.4.3 – Implantar o Programa Cinema Que Anda e Bibliotecas Vivas NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Tela e Livro na Estrada Objetivo: Levar cinema, leitura, formação cul- tural e acesso a conteúdos artísticos a municípios e comunidades com baixa infraestrutura cultural. Ação Programática 8.4.4 – Criar o Programa Equipamentos Culturais do Interior NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Casa de Cultura do Interior Objetivo: Ampliar a infraestrutura cultural no interior, criar espaços permanentes de convivência, formação e produção artística e fortalecer a presença da política cultural nos territórios. 8.5 Economia criativa, trabalho cultural e formalização Orientações Programáticas: interiorizar a economia criativa, apoiar novos negócios culturais, profissionalizar produtores e criar ambientes de inovação cultural nos territórios; formalizar trabalhadores da cultura, ampliar acesso a crédito e mercado, fortalecer renda e reduzir a vulnerabilidade econômica dos agentes culturais; produzir dados para orientar investimentos, comprovar o impacto econômico da cultura e fortalecer a cultura como setor estratégico do desenvolvimento estadual. Ação Programática 8.5.1 – Implantar o Programa Piauí Criativo e Economia da Cultura NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Criar Também é Trabalho Objetivo: Transformar cultura em renda, trabalho, formalização, empreendedorismo e desenvolvimento territorial. Ação Programática 8.5.2 – Criar Polos Criativos Territoriais NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Território Criativo Objetivo: Interiorizar a economia criativa, apoiar novos negócios culturais, profissionalizar produtores e criar ambientes de inovação cultural nos territórios. . Ação Programática 8.5.3 – Implantar o Programa MEI Cultural e Crédito Criativo NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Crédito para Quem Cria Objetivo: Formalizar trabalhadores da cultura, ampliar acesso a crédito e mercado, fortalecer renda e reduzir a vulnerabilidade econômica dos agentes culturais, realizando ações como: mutirões de formalização, consultoria contábil, educação financeira, microcrédito, garantias facilitadas, marketplace estadual para produtos culturais e compras governamentais de bens e serviços culturais, com a geração de demanda permanente para os profissionais da cultura. Ação Programática 8.5.4 – Criar o Observatório da Economia Criativa do Piauí NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Economia da Criatividade à Vista Objetivo: Produzir dados para orientar investimentos, comprovar o impacto econômico da cultura e fortalecer a cultura como setor estratégico do desenvolvimento estadual. 8.6 Cultura, educação e juventude criativa Orientações Programáticas: levar conhecimento cultural aos estudantes, valorizar tradições piauienses, descobrir talentos, fortalecer habilidades artísticas e aproximar a escola da identidade cultural do Estado; estimular a criação artística entre estudantes, revelar talentos, fortalecer autoestima, pertencimento e participação juvenil na vida cultural do Estado; formar jovens multiplicadores da cultura piauiense, preservar saberes locais e criar pontes entre tradição, tecnologia e juventude. 83 Ação Programática 8.6.1 – Implantar o Programa Escola Culturando NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Jovem Guardião da Memória NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Escola com Arte Objetivo: Formar jovens multiplicadores da cultura piauiense, preservar saberes locais e criar pontes entre tradição, tecnologia e juventude. Objetivo: Levar conhecimento cultural aos estudantes, valorizar tradições piauienses, descobrir talentos, fortalecer habilidades artísticas e aproximar a escola da identidade cultural do Estado, em 4 eixos essenciais: cultura na escola; escola no museu, mestres da cultura na escola e cultura digital. Ação Programática 8.6.2 – Implantar o Programa Estúdio Jovem Piauí NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Estúdio da Juventude Objetivo: Capacitar jovens para a economia criativa, ampliar oportunidades de profissionalização e estimular a produção audiovisual piauiense. 8.7 Turismo cultural, calendário estadual e projeção da identidade piauiense Orientações Programáticas: ampliar o turismo com proteção, inclusão, renda local, protagonismo comunitário e valorização territorial; dar visibilidade à cultura piauiense, facilitar o acesso da população e dos turistas à programação cultural e fortalecer a imagem do Piauí como território de patrimônio, criatividade e identidade. Ação Programática 8.6.3 – Criar a Olimpíada Estadual de Arte Estudantil Ação Programática 8.7.1 – Estruturar e ampliar o Calendário Estadual das Culturas Populares e Eventos com Impacto Econômico NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Talento na Escola NOSSO POVO TEM HISTÓRIA Calendário da Nossa Gente Objetivo: Estimular a criação artística entre estudantes, revelar talentos, fortalecer autoestima, pertencimento e participação juvenil na vida cultural do Estado, premiando-os com bolsas, intercâmbios, residência artística, incubação de projetos e outros. Objetivo: Projetar o Piauí, transformar eventos em desenvolvimento econômico, valorizar culturas populares e ampliar o reconhecimento das manifestações culturais piauienses dentro e fora do Estado, integrando cultura, turismo, juventude e economia criativa, seleção de eventos estratégicos, monitoramento de público, renda e legado, apoio a festas populares e religiosas, valorização do folclore e demais expressões territoriais. Ação Programática 8.6.4 – Implantar o Programa Jovem Guardião da Cultura A cultura será medida pela valorização da identidade piauiense, pelo acesso da população, pela preservação da memória e pela capacidade de transformar criatividade em pertencimento, trabalho e desenvolvimento. 84 85 EIXO 9 MEIO AMBIENTE, RECURSOS HÍDRICOS E MINERAIS, TRANSIÇÃO SUSTENTÁVEL E RESILIÊNCIA TERRITORIAL 86 CUIDAR DO AMANHÃ Cuidar da terra, da água, da biodiversidade e da energia para proteger a vida, gerar oportunidades e preparar o Piauí para o futuro. Frentes Estratégicas de Atuação 9.1 Gestão ambiental, biodiversidade e ordenamento sustentável 9.2 Recursos hídricos e segurança das águas 9.3 Recursos minerais e mineração responsável 9.4 Resíduos, economia circular e sustentabilidade urbana 9.5 Transição energética, eficiência e circularidade tecnológica 9.6 Prevenção de riscos, adaptação climática e resiliência territorial 9.7 Fauna, proteção animal e Saúde Única Apresentação do eixo O desenvolvimento do Piauí precisa respeitar os limites ambientais, proteger a água, conservar a biodiversidade e preparar cidades e comunidades para os efeitos das mudanças climáticas. A política ambiental não deve funcionar como obstáculo burocrático, nem como autorização automática para degradar. Deve produzir segurança jurídica, prevenção, fiscalização, planejamento e recuperação dos danos. Este eixo organiza a regularização ambiental rural, o licenciamento orientado por risco, o financiamento climático, a conservação das bacias, a segurança de barragens, a mineração responsável, a gestão dos resíduos, o saneamento, a transição energética e a adaptação territorial. As ações serão orientadas por dados, transparência, participação social, cooperação com os municípios e resultados ambientais verificáveis. A prioridade será transformar sustentabilidade em proteção concreta da vida, melhoria dos serviços públicos, redução de riscos, geração de renda e vantagem competitiva para os territórios e empreendimentos que produzam com responsabilidade. Finalidade estratégica Integrar proteção ambiental, segurança hídrica, mineração responsável, saneamento, transição energética e adaptação climática à estratégia de desenvolvimento do Piauí. Fortalecer a capacidade regulatória e fiscalizatória do Estado, recuperar áreas degradadas, reduzir resíduos e emissões, proteger as populações vulneráveis e direcionar investimentos públicos e privados para soluções capazes de conservar recursos naturais, gerar renda e elevar a resiliência dos territórios. 87 EIXO 9 MEIO AMBIENTE, RECURSOS HÍDRICOS E MINERAIS, TRANSIÇÃO SUSTENTÁVEL E RESILIÊNCIA TERRITORIAL AÇÕES E ORIENTAÇÕES PROGRAMÁTICAS calização Ambiental Inteligente do Cerrado e da Caatinga 9.1 Gestão ambiental, biodiversidade e ordenamento sustentável CUIDAR DO AMANHÃ Alerta que Vira Proteção Orientações Programáticas: Transformar cadastro em regularização ambiental efetiva; combater desmatamento, queimadas e usos irregulares de água por fiscalização orientada por risco; reduzir prazos do licenciamento sem fragilizar a proteção ambiental; remunerar resultados comprovados de conservação; captar financiamento climático; e assegurar gestão efetiva das unidades de conservação e dos corredores ecológicos. Ação Programática 9.1.1 – Consolidar o PRA Piauí e a Regularização Ambiental Rural CUIDAR DO AMANHÃ Terra Regular, Natureza Protegida Objetivo: Converter os Cadastros Ambientais Rurais em processos efetivos de regularização, priorizando pequenos produtores, assentamentos, territórios tradicionais, áreas de recarga hídrica e regiões com maior pressão sobre o Cerrado e a Caatinga. A ação deverá integrar validação do CAR, correção de sobreposições, identificação dos passivos, adesão ao PRA, elaboração dos projetos de recuperação e acompanhamento da recomposição ambiental, com atendimento territorial e assistência técnica aos produtores que não possuam capacidade própria. Ação Programática 9.1.2 – Implantar a Fis88 Objetivo: Integrar alertas de desmatamento e queimadas, imagens de satélite, drones, dados do CAR, autorizações de supressão, outorgas e denúncias em uma central estadual de fiscalização. Cada alerta deverá ser classificado por risco, encaminhado à equipe competente e acompanhado até sua verificação, autuação, embargo ou arquivamento fundamentado. A ação deverá estabelecer operações territoriais permanentes, cooperação com forças de segurança e painel público de alertas atendidos, áreas embargadas e recuperação exigida. Ação Programática 9.1.3 – Qualificar o Licenciamento Piauí Ágil por Risco e Desempenho Ambiental CUIDAR DO AMANHÃ Licença no Prazo, Proteção sem Atalho Objetivo: Qualificar o SIGA mediante classificação proporcional de risco, termos de referência padronizados, distribuição técnica dos processos, prazos internos, transparência da fila e integração com outorga, supressão vegetal e fiscalização. Atividades de baixo impacto deverão receber tratamento simplificado, enquanto empreendimentos de maior potencial poluidor terão análise compatível, participação social, controle das condicionantes e monitoramento posterior à emissão da licença, sem dispensa indevida de estudos, autorizações ou fiscalização. Ação Programática 9.1.4 – Implantar o Programa Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais por Resultados CUIDAR DO AMANHÃ Quem Cuida Recebe Objetivo: Remunerar agricultores, comunidades tradicionais, proprietários e organizações que conservem ou recuperem vegetação, nascentes, áreas de recarga, solos, biodiversidade e estoques de carbono. Os pagamentos deverão ser precedidos de linha de base, contrato, metas e verificação dos resultados, priorizando bacias de abastecimento, áreas vulneráveis à desertificação, corredores ecológicos e propriedades da agricultura familiar. Ação Programática 9.1.5 – Estruturar o Núcleo Piauiense de Projetos Ambientais e Financiamento Climático CUIDAR DO AMANHÃ Projeto Pronto, Recurso Aplicado Objetivo: Formar carteira estadual de projetos aptos a captar recursos de fundos climáticos, bancos de desenvolvimento, cooperação internacional e mercados ambientais. O Núcleo deverá apoiar órgãos estaduais e municípios na elaboração de estudos, linhas de base, estimativas de custo, salvaguardas, indicadores, modelos de governança e prestação de contas, priorizando projetos com possibilidade real de contratação e execução. Créditos de carbono e outros ativos ambientais somente serão estruturados com rastreabilidade, adicionalidade, prevenção de dupla contagem, consulta às comunidades e proteção dos direitos territoriais. Ação Programática 9.1.6 – Fortalecer o Sistema Estadual de Unidades de Conservação e Corredores Ecológicos dades de conservação estaduais por meio de regularização fundiária, planos de manejo, conselhos gestores, equipes, prevenção de incêndios, monitoramento da biodiversidade e infraestrutura compatível. A ação deverá priorizar a conexão entre áreas protegidas da Caatinga e do Cerrado, proteger zonas de amortecimento e apoiar atividades sustentáveis, pesquisa, educação ambiental e visitação onde forem compatíveis com a categoria da unidade. 9.2 Recursos hídricos e segurança das águas Orientações Programáticas: Proteger vidas mediante segurança das barragens; integrar dados de águas superficiais e subterrâneas; ampliar o monitoramento da qualidade; antecipar períodos de escassez; pactuar os usos da água em sistemas críticos; fortalecer comitês de bacia; e recuperar áreas capazes de elevar a infiltração, reduzir sedimentos e proteger os mananciais. Ação Programática 9.2.1 – Consolidar o Programa Estadual de Segurança de Barragens e Proteção a Jusante CUIDAR DO AMANHÃ Barragem Segura, Vida Protegida Objetivo: Atualizar o cadastro das barragens submetidas à fiscalização estadual, classificar riscos, executar inspeções, exigir Planos de Segurança e Planos de Ação de Emergência e priorizar intervenções nas estruturas mais críticas. A ação deverá mapear comunidades a jusante, instalar sistemas de alerta onde necessários, realizar simulados, definir rotas de evacuação e integrar Semarh, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, municípios e responsáveis pelas barragens. CUIDAR DO AMANHÃ Área Protegida, Gestão Presente Objetivo: Assegurar gestão efetiva das uni89 Ação Programática 9.2.2 – Implantar a Plataforma Piauí das Águas CUIDAR DO AMANHÃ Informação para Decidir Objetivo: Integrar, em uma única plataforma, informações sobre chuvas, vazões, reservatórios, barragens, poços, aquíferos, outorgas, qualidade da água, demandas e conflitos de uso. A plataforma deverá produzir boletins por bacia, apoiar fiscalização e outorga, informar situações de escassez e permitir acompanhamento público dos principais indicadores, com interoperabilidade entre órgãos estaduais, ANA, municípios e instituições de pesquisa. Ação Programática 9.2.3 – Implantar a Rede Estadual de Qualidade das Águas e Aquíferos CUIDAR DO AMANHÃ Água Conhecida, Água Protegida Objetivo: Estruturar rede permanente de coleta e análise de águas superficiais e subterrâneas, priorizando mananciais de abastecimento, áreas com mineração, agricultura intensiva, disposição de resíduos, lançamento de efluentes e alta dependência de poços. A ação deverá publicar mapas e boletins de qualidade, identificar contaminações, orientar fiscalização e estabelecer protocolos de resposta quando forem detectados riscos à saúde ou ao meio ambiente. Ação Programática 9.2.4 – Implantar Planos Proativos de Seca e Alocação Pactuada da Água CUIDAR DO AMANHÃ Agir Antes da Água Faltar Objetivo: Elaborar planos operacionais para reservatórios e bacias sujeitos à escassez, com cenários de normalidade, alerta, seca e seca severa, volumes de referência, prioridades legais, medidas de contingência e regras temporárias de uso. As decisões deverão ser 90 fundamentadas em simulações hidrológicas e pactuadas com comitês de bacia, usuários, municípios e comunidades, preservada a prioridade do consumo humano e da dessedentação animal. Ação Programática 9.2.5 – Implantar o Programa Bacias Vivas e Produtor de Água Piauí CUIDAR DO AMANHÃ Solo Protegido, Água no Rio Objetivo: Recuperar microbacias prioritárias mediante proteção de nascentes e matas ciliares, controle de erosão, adequação de estradas rurais, restauração de áreas de recarga e práticas de conservação de solo e água. Os projetos deverão possuir metas de redução de sedimentos, recuperação vegetal, infiltração e qualidade da água, articulando pagamento por serviços ambientais, assistência técnica, municípios, produtores e comitês de bacia. 9.3 Recursos minerais e mineração responsável Orientações Programáticas: Aprofundar o conhecimento geológico sem antecipar viabilidade mineral; assegurar licenciamento e fiscalização ambiental rigorosos; integrar dados federais e estaduais; regularizar a pequena mineração; exigir rastreabilidade, fechamento e recuperação; estimular beneficiamento local quando viável; e proteger água, comunidades e biodiversidade nos territórios mineradores. Ação Programática 9.3.1 – Estruturar a Estratégia Piauiense de Terras Raras e Minerais Críticos CUIDAR DO AMANHÃ Conhecer Antes de Explorar Objetivo: Organizar programa interinstitucional para aprofundar o conhecimento sobre terras raras, fosfato, urânio e outros minerais críticos identificados no Piauí, em cooperação com o Serviço Geológico do Brasil, a Agência Nacional de Mineração, autoridades federais de segurança nuclear, universidades e centros de pesquisa. A ação deverá apoiar sondagens, geofísica, geoquímica, modelagem, caracterização mineralógica, testes de beneficiamento e linhas de base de água, solo, biodiversidade e radiação. Qualquer planta-piloto ou empreendimento somente deverá avançar após demonstração de volume, tecnologia, viabilidade econômica, disponibilidade hídrica, segurança radiológica, licenciamento e consulta às comunidades afetadas, sem substituição da competência da União para autorizar pesquisa e lavra. Ação Programática 9.3.2 – Implantar o Observatório Mineral e Ambiental do Piauí CUIDAR DO AMANHÃ Mineração com Dados Abertos Objetivo: Integrar informações sobre processos minerários da Agência Nacional de Mineração, licenças ambientais, outorgas, produção, transporte, arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral, empregos, fiscalizações e passivos. O Observatório deverá produzir mapas territoriais, alertas de incompatibilidade, relatórios por cadeia mineral e informações para municípios e comunidades, respeitados os dados legalmente protegidos. bilidade e planos de recuperação, priorizando associações, cooperativas e empreendimentos de menor porte. Ação Programática 9.3.4 – Implantar Rastreabilidade Mineral e Agregação de Valor Responsável CUIDAR DO AMANHÃ Origem Conhecida, Valor no Piauí Objetivo: Acompanhar a origem, o transporte e a destinação dos produtos minerais, integrando documentos fiscais, informações ambientais e dados da Agência Nacional de Mineração. A ação deverá estimular beneficiamento, pesquisa aplicada e fornecedores locais quando houver viabilidade técnica e ambiental, vinculando incentivos estaduais a investimentos, emprego, uso eficiente da água, regularidade e desenvolvimento dos municípios afetados. 9.4 Resíduos, economia circular e sustentabilidade urbana Ação Programática 9.3.3 – Implantar o Programa Mineração Legal e Segura Orientações Programáticas: Concluir o encerramento ambientalmente seguro dos lixões; assegurar soluções regionais sustentáveis; estruturar fontes permanentes de custeio; incluir catadores; ampliar coleta seletiva, compostagem e logística reversa; utilizar compras públicas para estimular materiais circulares; e recuperar áreas degradadas e contaminadas. CUIDAR DO AMANHÃ Produzir Dentro da Lei Ação Programática 9.4.1 – Consolidar o Piauí Zero Lixões Objetivo: Apoiar a regularização ambiental e produtiva da pequena mineração de areia, argila, brita, rochas ornamentais, opala, calcário e outros materiais, sem substituir os títulos e autorizações federais. A ação deverá oferecer orientação técnica, modelos de estudos, atendimento territorial, segurança do trabalho, regularização de outorgas, rastrea- CUIDAR DO AMANHÃ Lixão Fechado, Solução Funcionando Objetivo: Apoiar os municípios remanescentes no encerramento dos lixões e verificar se os municípios já atendidos mantêm destinação final ambientalmente adequada. O Estado deverá fornecer diagnóstico, assistência 91 jurídica e técnica, projetos, articulação financeira e monitoramento por geotecnologia, condicionando apoio e cofinanciamento à existência de solução operacional, fonte de custeio, inclusão dos catadores e recuperação do passivo. Ação Programática 9.4.2 – Estruturar Arranjos Regionais Sustentáveis de Resíduos CUIDAR DO AMANHÃ Região que Resolve Junto Objetivo: Apoiar consórcios e arranjos intermunicipais para transbordo, transporte, triagem, tratamento e disposição final, priorizando regiões onde os municípios não possuam escala econômica para solução individual. Cada projeto deverá apresentar estudo de geração de resíduos, distância, tecnologia, custo por tonelada, fonte de receita, modelo de gestão, licenciamento, indicadores de desempenho e responsabilidades municipais. Não deverão ser implantados aterros ou unidades de transbordo sem comprovação de viabilidade operacional e financeira. Ação Programática 9.4.3 – Implantar o Programa Piauí Catador e Coleta Seletiva Territorial CUIDAR DO AMANHÃ Reciclagem com Trabalho Protegido Objetivo: Estruturar cooperativas e associações de catadores com galpões adequados, equipamentos, capacitação, contratos, segurança ocupacional, assistência gerencial e acesso à previdência e à proteção social. O programa deverá apoiar municípios na implantação de rotas de coleta seletiva, remunerar serviços ambientais e operacionais efetivamente prestados e integrar catadores aos sistemas de logística reversa. Ação Programática 9.4.4 – Recuperar Lixões Encerrados e Áreas Urbanas Contaminadas CUIDAR DO AMANHÃ 92 Do Passivo ao Uso Seguro Objetivo: Criar cadastro georreferenciado e classificar antigos lixões, áreas industriais desativadas, depósitos irregulares, postos de combustíveis e outros locais com risco de contaminação do solo ou da água. A ação deverá apoiar investigação, isolamento, controle de gases e incêndios, drenagem, remediação, revegetação, monitoramento e definição de uso futuro compatível, preservada a responsabilidade dos causadores. 9.5 Transição energética, eficiência e circularidade tecnológica Orientações Programáticas: Assegurar continuidade energética dos serviços essenciais; universalizar eficiência e cobertura renovável na administração estadual; reduzir consumo e emissões da frota; orientar a expansão de projetos renováveis por critérios territoriais e ambientais; e prevenir novos passivos decorrentes de painéis, baterias e equipamentos da transição energética. Ação Programática 9.5.1 – Fortalecer a Resiliência Energética dos Serviços Públicos Essenciais CUIDAR DO AMANHÃ Serviço Essencial Sempre Ligado Objetivo: Mapear hospitais, sistemas de água, centros de segurança, telecomunicações, laboratórios, escolas estratégicas e outros equipamentos cuja interrupção represente risco à população. A ação deverá estabelecer planos de contingência, geração de emergência, armazenamento, redundância e protocolos de manutenção onde houver viabilidade, sem substituir obrigações das distribuidoras. Ação Programática 9.5.2 – Universalizar Eficiência e Energia Renovável na Administração Estadual \CUIDAR DO AMANHÃ Estado Movido pelo Sol Objetivo: Alcançar cobertura de 100% do consumo de energia elétrica da administração pública estadual por medidas de eficiência e fontes renováveis, consideradas a viabilidade técnica, regulatória e contratual das unidades consumidoras. Ação Programática 9.5.3 – Implantar Circularidade para Painéis Solares, Baterias e Equipamentos Energéticos CUIDAR DO AMANHÃ Energia Limpa do Início ao Fim Objetivo: Antecipar a geração de resíduos da transição energética por meio de cadastro, armazenamento seguro, logística reversa, reutilização, reciclagem e destinação de painéis fotovoltaicos, inversores, baterias e componentes. Licenças e contratos públicos deverão exigir planos de fim de vida, rastreabilidade e responsabilidade dos fornecedores, observadas as normas nacionais aplicáveis. 9.6 Prevenção de riscos, adaptação climática e resiliência territorial Orientações Programáticas: Executar o planejamento climático estadual; transformar monitoramento em alertas e respostas; consolidar prevenção e manejo do fogo; apoiar municípios conforme sua vulnerabilidade; incorporar risco climático às obras públicas; implantar soluções baseadas na natureza; e integrar educação ambiental, saúde e ciência cidadã. Objetivo: Converter o Plano Estadual de Ação Climática em metas anuais, responsáveis, indicadores, fontes de financiamento e projetos executáveis. Cada secretaria deverá identificar ações de mitigação e adaptação relacionadas às suas competências, enquanto o Estado publicará relatório anual de execução, emissões, vulnerabilidades, recursos aplicados e resultados territoriais. Ação Programática 9.6.2 – Consolidar o Pacto Piauí Sem Queimadas e o Manejo Integrado do Fogo CUIDAR DO AMANHÃ Prevenir Antes de Combater Objetivo: Assegurar que as brigadas municipais estejam operacionais, equipadas, treinadas e integradas a protocolos estaduais de commando, através da ampliação, prevenção, aceiros, manejo integrado, monitoramento de focos, investigação de causas, resposta rápida, proteção de unidades de conservação e apoio às populações expostas à fumaça. Ação Programática 9.6.3 – Implantar o Painel de Riscos e Protocolos de Alerta Climático CUIDAR DO AMANHÃ Risco Conhecido, Resposta Antecipada Objetivo: Integrar previsões de chuva, seca, temperatura, umidade, incêndios, níveis de rios e riscos territoriais em protocolos de resposta. A ação deverá estabelecer gatilhos para ondas de calor, estiagens, cheias, baixa qualidade do ar e incêndios, definindo responsabilidades para saúde, educação, defesa civil, assistência social, segurança e infraestrutura. Ação Programática 9.6.1 – Executar o PLAC-PI e a Carteira Estadual de Projetos Climáticos 9.7 Fauna, proteção animal e Saúde Única CUIDAR DO AMANHÃ Plano que Vira Entrega Orientações Programáticas: Consolidar governança estadual da proteção animal; am93 pliar controle populacional e identificação; integrar bem-estar animal e saúde pública; fortalecer investigação e acolhimento nos casos de maus-tratos; apoiar municípios e protetores por critérios objetivos; e ampliar resgate, reabilitação e reintrodução da fauna silvestre. Ação Programática 9.7.1 – Consolidar o Pacto pelos Animais e a Governança Estadual da Proteção Animal CUIDAR DO AMANHÃ Política Permanente de Proteção Objetivo: Transformar o Pacto pelos Animais em sistema permanente de planejamento, dados, financiamento e cooperação territorial. A ação deverá manter cadastro de municípios, protetores, organizações, serviços veterinários e animais atendidos, estabelecer critérios de prioridade, padrões de atendimento, metas anuais e prestação pública de resultados, sob acompanhamento do conselho estadual competente. Ação Programática 9.7.2 – Consolidar o Piauí Livre dos Maus-Tratos e a Rede de Acolhimento Provisório CUIDAR DO AMANHÃ Denúncia Atendida, Animal Protegido Objetivo: Integrar canais de denúncia, Polícia Civil, Polícia Militar Ambiental, Semarh, Ministério Público, perícia veterinária e organizações credenciadas. A ação deverá definir protocolo de atendimento, produção de provas, apreensão, transporte, cuidado veterinário, guarda provisória e destinação legal, assegurando custeio e fiscalização das entidades acolhedoras. Ação Programática 9.7.3 – Fortalecer a Rede de Resgate, Reabilitação e Proteção da Fauna Silvestre CUIDAR DO AMANHÃ Fauna Protegida, Biodiversidade Preservada Objetivo: Ampliar a capacidade do Centro de Triagem de Animais Silvestres por rede territorial de primeiros atendimentos, transporte adequado, cooperação com universidades, clínicas e órgãos de segurança e áreas tecnicamente avaliadas para soltura. A ação deverá incluir combate ao tráfico, monitoramento de atropelamentos, protocolos para fauna atingida por incêndios e empreendimentos e exigência de medidas de passagem e proteção nos licenciamentos de maior impacto. A sustentabilidade será medida pela segurança da água, pela proteção dos recursos naturais, pela prevenção de riscos e pela capacidade de conciliar desenvolvimento, responsabilidade ambiental e qualidade de vida. 94 95 EIXO 10 PROTEÇÃO SOCIAL, DIREITOS, EQUIDADE, MULHERES, FAMÍLIAS, JUVENTUDE E CIDADANIA TRANSVERSAL 96 TODO MUNDO IMPORTA Apresentação do eixo Políticas que encontram quem foi invisibilizado, protegem nos momentos críticos e criam autonomia e oportunidade. A proteção social deve estar no centro da ação do Estado. O Piauí precisa cuidar das famílias, proteger mulheres, garantir direitos, enfrentar desigualdades e promover cidadania para grupos historicamente vulnerabilizados. Frentes Estratégicas de Atuação 10.1 Mulheres, proteção e autonomia 10.2 Famílias, primeira infância, idosos e proteção integral 10.3 Juventude, oportunidades e protagonismo Finalidade estratégica Fortalecer a proteção social e assegurar abordagem transversal de equidade, cuidado, proteção e acesso a direitos, com atenção especial a mulheres, famílias, crianças, idosos, juventude, pessoas com deficiência e demais grupos vulnerabilizados. 10.4 Pessoa com deficiência, acessibilidade e inclusão plena 10.5 Direitos humanos, população LGBTQIA+ e cidadania 97 EIXO 10 PROTEÇÃO SOCIAL, DIREITOS, EQUIDADE, MULHERES, FAMÍLIAS, JUVENTUDE E CIDADANIA TRANSVERSAL AÇÕES E ORIENTAÇÕES PROGRAMÁTICAS 10.1 Mulheres, proteção e autonomia Orientações Programáticas: assegurar que as políticas estaduais reconheçam as desigualdades vivenciadas pelas mulheres e incorporem a perspectiva de gênero ao planejamento, ao orçamento, à execução e à avaliação governamental; consolidar informações qualificadas sobre violência, trabalho, renda, saúde, educação e participação; regionalizar a proteção às mulheres; fortalecer sua autonomia econômica; qualificar o atendimento humanizado; e transformar equidade de gênero em responsabilidade permanente de toda a Administração Pública Estadual. Ação Programática 10.1.1 – Consolidar, ampliar e integrar o Observatório da Mulher Piauiense TODO MUNDO IMPORTA Mulher em Dados, Direito em Ação Objetivo: consolidar o Observatório da Mulher Piauiense como instrumento permanente de inteligência, planejamento, transparência e controle de resultados das políticas estaduais para as mulheres, integrando dados sobre violência, saúde, educação, trabalho, renda, empreendedorismo, participação política e acesso a serviços. As informações deverão ser territorializadas e desagregadas por raça, idade, deficiência, renda e demais fatores de vulnerabilidade, permitindo identificar desigualdades, orientar a distribuição de recursos, estabelecer prioridades, acompanhar 98 resultados e tornar pública a efetividade das ações governamentais, com proteção dos dados pessoais e respeito à legislação aplicável. Ação Programática 10.1.2 – Instituir a Rede Estadual de Pontos Focais de Gênero na Administração Pública TODO MUNDO IMPORTA Toda Política Enxerga a Mulher Objetivo: assegurar que cada órgão e entidade estadual incorpore a perspectiva de gênero às suas políticas, serviços, investimentos e processos decisórios, mediante a designação formal de pontos focais capacitados para identificar desigualdades, propor medidas corretivas e acompanhar metas. A rede deverá articular planejamento, orçamento, formação, produção de indicadores e prestação de contas, promovendo atuação transversal entre as políticas para as mulheres, saúde, educação, segurança, trabalho, desenvolvimento rural, assistência social, infraestrutura e demais áreas governamentais. Ação Programática 10.1.3 – Implantar a Escola de Governança e Liderança para Mulheres, integrada à Escola de Governo TODO MUNDO IMPORTA Mulher Decide Objetivo: ampliar a presença qualificada das mulheres nos espaços de direção, gestão, decisão e representação institucional, oferecendo formação continuada em liderança, planejamento, orçamento público, gestão de projetos, comunicação, negociação, participação política, integridade e políticas de igualdade. A iniciativa deverá atender servi- doras estaduais, gestoras municipais, integrantes dos organismos de políticas para as mulheres e lideranças sociais, utilizando a estrutura da Escola de Governo para evitar a criação de nova unidade administrativa e assegurar oferta regular, territorializada e orientada a resultados. Ação Programática 10.1.4 – Instituir avaliação prévia e posterior de impacto de gênero nas políticas estaduais TODO MUNDO IMPORTA Antes de Decidir, Medir Objetivo: incorporar progressivamente ao processo decisório estadual uma metodologia capaz de identificar, antes da autorização e após a execução de programas, como cada política, investimento, benefício ou serviço afeta mulheres e homens de maneira diferente. A avaliação deverá examinar quem será alcançado, quais barreiras poderão excluir mulheres, como os recursos serão distribuídos e quais resultados serão produzidos, orientando correções no desenho das políticas e a adoção de orçamento sensível a gênero, raça e território. Ação Programática 10.1.5 – Ampliar, integrar e regionalizar a Rede Estadual de Atendimento e Referência às Mulheres TODO MUNDO IMPORTA Casa de Proteção e Autonomia Objetivo: ampliar a presença territorial e a capacidade resolutiva da rede de proteção às mulheres, articulando Casa da Mulher Brasileira, Centro Francisca Trindade, Casa Abrigo, Salve Maria, Ônibus Lilás, centros regionais, organismos municipais e serviços de saúde, assistência, segurança e justiça. A rede deverá garantir acolhimento humanizado, avaliação de risco, proteção emergencial, atendimento psicossocial e jurídico, acesso à documentação e encaminhamento para autonomia econômica. A proteção contra a violência será universal, sem condicionamento ao CadÚnico, utilizado apenas para identifi- car necessidades socioeconômicas complementares. Ação Programática 10.1.6 – Consolidar a Rota Estadual de Autonomia Econômica das Mulheres TODO MUNDO IMPORTA Renda nas Mãos Delas Objetivo: integrar e ampliar as iniciativas estaduais de qualificação, empreendedorismo, crédito, intermediação de mão de obra, contratação e acesso a mercados, estruturando um percurso completo de autonomia econômica para mulheres em situação de vulnerabilidade. A ação deverá articular programas como Elas Empreendem, Fomento Mulher, Qualifica Piauí, Investe Nelas e demais políticas de trabalho e renda, priorizando mulheres de baixa renda, rurais, negras, com deficiência, chefes de família e sobreviventes de violência, com acompanhamento da inserção profissional, da renda e da sustentabilidade das atividades produtivas. Ação Programática 10.1.7 – Implementar o Incentivo Semente de Autonomia para Mulheres TODO MUNDO IMPORTA Semente de Autonomia Objetivo: assegurar que mulheres formadas em atividades produtivas tenham acesso aos instrumentos mínimos necessários para iniciar ou ampliar sua fonte de renda, mediante concessão transparente de equipamentos, insumos, ferramentas ou apoio financeiro orientado. O incentivo deverá estar associado à seleção pública, plano simplificado de atividade, capacitação, assistência técnica, educação financeira e acompanhamento posterior, evitando a distribuição isolada de kits e permitindo verificar a efetiva utilização do apoio, a continuidade do empreendimento e a evolução da renda familiar. Ação Programática 10.1.8 – Qualificar e ampliar a escuta especializada e o atendi99 mento psicológico às mulheres TODO MUNDO IMPORTA Escuta que Fortalece Objetivo: assegurar atendimento humanizado, sigiloso, protetivo e resolutivo às mulheres em situação de violência, sofrimento emocional ou vulnerabilidade, por meio de protocolos comuns de acolhimento, avaliação de risco e encaminhamento. A ação deverá ampliar a capacidade das equipes, reduzir tempos de espera, evitar a repetição desnecessária dos relatos e a revitimização institucional, garantir supervisão técnica aos profissionais e articular o atendimento psicológico com assistência social, saúde, segurança, justiça, moradia e autonomia econômica. 10.2 Famílias, primeira infância, idosos e proteção integral Orientações Programáticas: consolidar a primeira infância como prioridade transversal do Estado; reduzir a fome e as diferentes formas de má nutrição; apoiar os municípios na ampliação e qualificação da educação infantil; fortalecer a busca ativa e o acompanhamento das famílias; integrar saúde, educação e assistência social; aperfeiçoar o cofinanciamento e a capacidade de resposta do SUAS; promover o envelhecimento ativo; e estruturar redes públicas e comunitárias de cuidados, respeitando as competências municipais e fortalecendo o papel coordenador e indutor do Estado. Ação Programática 10.2.1 – Integrar o Prato Cheio de Futuro ao Piauí Sem Fome e à Política Estadual da Primeira Infância TODO MUNDO IMPORTA Comida Hoje, Futuro Amanhã Objetivo: assegurar proteção alimentar prioritária às famílias com gestantes e crianças de até seis anos em situação de pobreza, insegurança alimentar ou risco nutricional, utilizando a estrutura do Piauí Sem Fome, 100 da atenção primária, do SUAS e do Plano Estadual pela Primeira Infância. A ação deverá combinar acesso regular à alimentação, vigilância nutricional, busca ativa e orientação às famílias, fortalecendo também a agricultura familiar e evitando a criação de benefício, cadastro ou estrutura administrativa paralela. Ação Programática 10.2.2 – Fortalecer a Estratégia Crescer Saudável de vigilância nutricional infantil TODO MUNDO IMPORTA| Criança Cresce Forte Objetivo: ampliar a capacidade do Estado e dos municípios de identificar precocemente desnutrição, anemia, insegurança alimentar, sobrepeso e obesidade infantil, estruturando fluxos integrados entre unidades de saúde, escolas, creches e serviços socioassistenciais. A estratégia deverá utilizar informações territoriais para localizar crianças em risco, garantir acompanhamento continuado, orientar as famílias e mobilizar respostas de alimentação, saúde e proteção social, com prioridade para os municípios e comunidades com maiores índices de pobreza e vulnerabilidade nutricional. Ação Programática 10.2.3 – Executar projeto-piloto de apoio nutricional integrado a gestantes e puérperas em maior vulnerabilidade TODO MUNDO IMPORTA Gestação sem Fome Objetivo: testar uma intervenção focalizada de proteção nutricional para gestantes e puérperas em insegurança alimentar ou risco clínico, combinando acesso a alimentação saudável, pré-natal, orientação nutricional, acompanhamento da saúde materna e vigilância do desenvolvimento infantil. O projeto deverá possuir público, duração, custo e critérios de entrada e saída previamente definidos, além de avaliação dos resultados sobre adesão ao pré-natal, alimentação, anemia, peso ao nascer e saúde materno-infantil, condicionando sua ampliação à demonstração de efetividade e sustentabilidade fiscal. Ação Programática 10.2.4 – Apoiar a expansão territorial da educação infantil nos vazios de atendimento TODO MUNDO IMPORTA Creche Onde Falta Objetivo: reduzir as desigualdades de acesso à creche e à pré-escola mediante cooperação técnica e financeira com os municípios, priorizando territórios com elevado déficit de vagas, pobreza infantil, crescimento populacional e baixa cobertura de serviços. O Estado deverá apoiar diagnóstico da demanda, planejamento da expansão, adequação de espaços, aquisição de equipamentos e formação das equipes, respeitando a gestão municipal da educação infantil e vinculando o apoio à garantia de qualidade, inclusão e sustentabilidade da oferta. Ação Programática 10.2.5 – Cofinanciar padrões de segurança, acessibilidade e atendimento ampliado na educação infantil TODO MUNDO IMPORTA Creche Segura, Família Tranquila Objetivo: apoiar os municípios na adequação das unidades de educação infantil às exigências de segurança, acessibilidade, alimentação, proteção, higiene, conforto térmico e desenvolvimento integral, inclusive em experiências justificadas de ampliação do horário de atendimento. O cofinanciamento deverá observar critérios de vulnerabilidade, plano de adequação, metas verificáveis, contrapartida municipal e capacidade de manutenção, sem transferir ao Estado a gestão ordinária das creches ou gerar despesa continuada sem previsão orçamentária. Ação Programática 10.2.6 – Implantar o Referencial Estadual de Qualidade da Educação Infantil TODO MUNDO IMPORTA Padrão Criança Bem Cuidada Objetivo: estabelecer parâmetros públicos e verificáveis para que as creches e pré-escolas apoiadas pelo Estado funcionem como espaços de cuidado, aprendizagem, proteção e desenvolvimento integral, e não apenas de permanência das crianças. O referencial deverá abranger infraestrutura, práticas pedagógicas, alimentação, acessibilidade, proteção contra violências, proporção entre profissionais e crianças, interação com as famílias e acompanhamento do desenvolvimento, orientando planos de melhoria e apoio técnico aos municípios, sem reduzir a qualidade a uma certificação meramente simbólica. Ação Programática 10.2.7 – Ampliar a formação continuada Primeiros Passos para profissionais da primeira infância TODO MUNDO IMPORTA Começo que Faz Diferença Objetivo: qualificar profissionais da educação, saúde, assistência social e demais agentes que atuam com crianças de até seis anos, fortalecendo conhecimentos sobre desenvolvimento infantil, vínculos, linguagem, brincadeira, nutrição, inclusão, prevenção de violências e identificação de riscos. A formação deverá combinar conteúdos teóricos, acompanhamento da prática, tutoria e avaliação das mudanças no atendimento, articulando-se ao Pacto pelas Crianças, ao PEPI e às políticas estaduais de formação já existentes. Ação Programática 10.2.8 – Ampliar e qualificar a plataforma Piauí Primeira Infância TODO MUNDO IMPORTA Infância à Vista Objetivo: consolidar a plataforma estadual como instrumento integrado de acompanhamento das condições de vida e da oferta de serviços para crianças de até seis anos, reunindo indicadores de saúde, educação, 101 assistência, proteção, nutrição e saneamento. O sistema deverá permitir identificar vazios de atendimento, emitir alertas territoriais, acompanhar metas estaduais e municipais e orientar a alocação de recursos, assegurando transparência dos dados agregados e proteção das informações individualizadas. Ação Programática 10.2.9 – Consolidar a governança intersetorial do Pacto pelas Crianças TODO MUNDO IMPORTA Infância em Todas as Políticas Objetivo: transformar a primeira infância em responsabilidade efetivamente compartilhada entre as áreas estaduais de saúde, educação, assistência social, segurança alimentar, direitos, planejamento e infraestrutura. A governança deverá definir responsabilidades, calendário decisório, metas territoriais e instrumentos de monitoramento, acompanhar a execução do Plano Estadual pela Primeira Infância e publicar relatório anual de resultados, evitando que cada política atue de forma isolada sobre as mesmas crianças e famílias. Ação Programática 10.2.10 – Expandir e qualificar a política estadual de segurança alimentar e as cozinhas solidárias TODO MUNDO IMPORTA Cozinha que Alimenta e Acolhe Objetivo: ampliar o acesso regular a refeições adequadas nos territórios com maior insegurança alimentar, fortalecendo restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos e iniciativas solidárias articuladas ao Piauí Sem Fome. A expansão deverá seguir critérios territoriais transparentes, garantir qualidade nutricional e sanitária, integrar compras da agricultura familiar e oferecer encaminhamento das famílias para CadÚnico, saúde, assistência e oportunidades de trabalho e renda, transformando os equipamentos em pontos de alimentação, acolhimento e inclusão. 102 Ação Programática 10.2.11 – Implantar o Piauí Busca Ativa e CadÚnico Vivo TODO MUNDO IMPORTA Encontrar para Incluir Objetivo: apoiar os municípios na localização de famílias ainda invisíveis às políticas públicas, na atualização dos registros e na identificação de pessoas que, embora elegíveis, não acessam benefícios e serviços. O Estado deverá disponibilizar inteligência territorial, capacitação, apoio tecnológico e estratégias itinerantes para alcançar zonas rurais, periferias, comunidades tradicionais e pessoas com dificuldade de deslocamento, respeitando as competências municipais e as regras federais de gestão e proteção dos dados do CadÚnico. Ação Programática 10.2.12 – Consolidar o Piauí SUAS de Resultado TODO MUNDO IMPORTA Assistência que Muda Vidas Objetivo: elevar a capacidade do Sistema Único de Assistência Social de prevenir riscos, proteger famílias e assegurar continuidade do atendimento, articulando cofinanciamento estadual, formação, assistência técnica, dados e metas de qualidade. O modelo deverá acompanhar cobertura, tempo de resposta, regularidade dos serviços, busca ativa e resolutividade, preservando um piso estável de financiamento e adotando critérios de equidade que apoiem, em vez de penalizar, os municípios mais vulneráveis ou com menor capacidade administrativa. Ação Programática 10.2.13 – Qualificar e integrar o Programa Criança Feliz à política estadual de primeira infância TODO MUNDO IMPORTA Visita que Protege Objetivo: aprimorar a qualidade, a regularidade e a capacidade protetiva das visitas domiciliares e dos acompanhamentos realizados com gestantes, crianças e famílias, integrando-os ao Plano Estadual pela Primeira Infância. A ação deverá qualificar visitadores e supervisores, estabelecer fluxos com saúde, educação e proteção de direitos, identificar precocemente riscos ao desenvolvimento infantil e garantir que cada situação encontrada resulte em encaminhamento, acompanhamento e retorno efetivo à família. Ação Programática 10.2.14 — Cofinanciar e qualificar serviços de convivência e cuidados para pessoas idosas TODO MUNDO IMPORTA Envelhecer com Companhia Objetivo: apoiar municípios e consórcios intermunicipais na ampliação de centros de convivência, centros-dia e outros serviços de proteção às pessoas idosas, prevenindo isolamento, abandono, violência, perda de autonomia e institucionalização desnecessária. Os serviços deverão promover atividades culturais, físicas, educativas e de convivência, acompanhamento de situações de risco e apoio aos familiares e cuidadores, articulando-se ao SUAS, ao SUS e ao Plano Estadual de Cuidados. Ação Programática 10.2.15 — Implantar Redes Comunitárias de Cuidados e Convivência TODO MUNDO IMPORTA Comunidade que Cuida Objetivo: fortalecer associações comunitárias e organizações da sociedade civil como parceiras da proteção social nos territórios, apoiando ações de convivência, acompanhamento de famílias, cuidado de pessoas idosas e pessoas com deficiência, apoio aos cuidadores e mobilização comunitária. As parcerias deverão ser realizadas por seleção pública, critérios territoriais, metas e prestação de contas, nos termos do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, evitando repasses genéricos e assegurando complementaridade, sem substituição das responsabilidades permanentes do Poder Público. 10.3 Juventude, oportunidades e protagonismo Orientações Programáticas: reduzir a exclusão educacional, social e produtiva dos jovens; conectar qualificação, experiência profissional e emprego; fortalecer as políticas estaduais já existentes; garantir acompanhamento desde a busca ativa até a permanência no trabalho; ampliar espaços seguros de cultura, esporte e cidadania; estimular participação e protagonismo; e assegurar inclusão produtiva acessível para jovens com deficiência. Ação Programática 10.3.1 — Implantar busca ativa e navegação de oportunidades para jovens vulneráveis TODO MUNDO IMPORTA Jovem com Porta Aberta Objetivo: localizar e acompanhar jovens que estejam fora da escola, da qualificação e do mercado de trabalho, especialmente aqueles inscritos no CadÚnico, egressos de medidas socioeducativas, moradores de periferias, comunidades rurais ou tradicionais e jovens com deficiência. A ação deverá integrá-los ao Piauí Oportunidades e aos serviços estaduais existentes, acompanhando cada etapa entre inscrição, formação, encaminhamento, contratação e permanência, para que o acesso a oportunidades se converta em trajetória efetiva de autonomia. Ação Programática 10.3.2 — Ampliar e aperfeiçoar o Oportunidade Jovem — Primeira Oportunidade TODO MUNDO IMPORTA Meu Primeiro Sim Objetivo: ampliar o acesso dos jovens à primeira experiência profissional por meio de aprendizagem, estágio, qualificação, em103 prego subsidiado e apoio ao empreendedorismo, fortalecendo o programa estadual já existente. A política deverá priorizar jovens em maior vulnerabilidade, articular formação às demandas reais dos territórios, estimular a participação responsável das empresas e acompanhar contratação, remuneração, permanência e progressão profissional, evitando que a entrega de certificados ou o simples encaminhamento sejam considerados resultados suficientes. Ação Programática 10.3.3 — Concluir e colocar em funcionamento o Centro Estadual da Juventude e sua rede territorial TODO MUNDO IMPORTA Lugar de Juventude Objetivo: concluir e assegurar o funcionamento pleno do Centro Estadual da Juventude como referência de cultura, esporte, qualificação, convivência, participação, atendimento psicossocial e acesso a direitos. A partir dessa unidade, deverá ser articulada uma rede territorial com equipamentos municipais, espaços culturais, escolas, atendimento itinerante e serviços digitais, ampliando a presença da política estadual sem depender da construção imediata de um centro físico em cada região. Ação Programática 10.3.4 — Instituir percurso prioritário de inclusão produtiva para jovens com deficiência TODO MUNDO IMPORTA Talento sem Barreira Objetivo: garantir que jovens com deficiência tenham acesso efetivo às oportunidades de qualificação e trabalho oferecidas pelo Estado, com plataforma acessível, formação adaptada, identificação de competências, emprego apoiado, orientação aos empregadores e adaptações razoáveis no ambiente profissional. A ação deverá integrar SEID, COJUV, SETRE, instituições formadoras e setor produtivo, acompanhando não apenas a contratação, mas também a permanência, 104 as condições de trabalho e a progressão profissional. 10.4 Pessoa com deficiência, acessibilidade e inclusão plena Orientações Programáticas: remover barreiras físicas, digitais, comunicacionais e atitudinais; regionalizar o cuidado às pessoas com deficiência e neurodivergentes; fortalecer a inclusão produtiva; ampliar os apoios educacionais; cuidar das famílias e dos cuidadores; assegurar comunicação acessível em situações de emergência; qualificar a atuação das forças de segurança; e estruturar respostas integradas que respeitem as responsabilidades do SUS, do SUAS e da educação. Ação Programática 10.4.1 — Instituir e executar o Plano Estadual de Acessibilidade Piauí Sem Barreiras TODO MUNDO IMPORTA Liberdade sem Barreiras Objetivo: transformar a acessibilidade em obrigação transversal da Administração Pública Estadual, estabelecendo diagnóstico, metas e cronograma para remover barreiras em prédios, transportes, serviços digitais, comunicação, informação e atendimento ao público. O plano deverá integrar as ações já desenvolvidas pela SEID e pelo Inclusão Itinerante, definir padrões para obras e sistemas estaduais, apoiar tecnicamente os municípios e divulgar periodicamente o grau de cumprimento das metas de acessibilidade e inclusão. Ação Programática 10.4.2 — Executar e avaliar projeto-piloto de moradia apoiada para pessoas em situação de rua TODO MUNDO IMPORTA Morar para Recomeçar Objetivo: testar, em articulação com o município executor, modelo de saída sustentável das ruas baseado no acesso inicial à moradia estável e no acompanhamento individualizado por equipe multidisciplinar. O piloto deverá integrar assistência social, saúde, documentação, qualificação, trabalho e reconstrução de vínculos, sem condicionar a moradia à superação prévia de todas as vulnerabilidades, e deverá possuir número definido de participantes, custo por pessoa, indicadores de permanência e avaliação rigorosa antes de eventual ampliação. Ação Programática 10.4.3 — Consolidar e ampliar a inclusão produtiva das pessoas com deficiência por meio do emprego apoiado TODO MUNDO IMPORTA Trabalho sem Limites Objetivo: ampliar a inserção qualificada das pessoas com deficiência no mercado formal, avançando da simples intermediação de vagas para um modelo de emprego apoiado, com identificação de habilidades, qualificação acessível, adaptação do posto, apoio ao trabalhador e orientação ao empregador. A política deverá articular empresas, serviços de trabalho, SEID e instituições formadoras, acompanhar a permanência por 6 e 12 meses e enfrentar barreiras que dificultam contratação, desenvolvimento profissional e progressão na carreira. Ação Programática 10.4.4 — Consolidar e regionalizar as linhas de cuidado às pessoas com TEA e suas famílias TODO MUNDO IMPORTA Autismo com Rede de Apoio Objetivo: reduzir filas, deslocamentos e descontinuidade do atendimento mediante integração do CETEA, dos Centros Especializados em Reabilitação, da atenção primária, da saúde mental, da educação e da assistência social. A regionalização deverá organizar regulação, avaliação, acompanhamento, apoio matricial e teleatendimento, com práticas baseadas em evidências e planejamento in- dividualizado, assegurando orientação às famílias e evitando a concentração excessiva dos serviços na capital. Ação Programática 10.4.5 — Implementar apoio psicossocial e rede de cuidados para famílias atípicas e cuidadores T ODO MUNDO IMPORTA Quem Cuida Também Precisa de Cuidado Objetivo: reconhecer e reduzir a sobrecarga física, emocional e econômica suportada por familiares e cuidadores de pessoas com deficiência, autismo, doenças raras e condições de dependência. A ação deverá integrar atendimento psicológico, grupos de apoio, orientação sobre direitos e benefícios, formação para o cuidado e experiências de descanso do cuidador, incorporando essas medidas ao Plano Estadual de Cuidados e alcançando famílias para além de diagnósticos específicos. Ação Programática 10.4.6 - Universalizar e qualificar os apoios à educação inclusiva e o atendimento educacional especializado TODO MUNDO IMPORTA Apoio que Inclui Objetivo: assegurar que estudantes com deficiência tenham acesso, participação, aprendizagem e permanência na escola comum, com atendimento educacional especializado, tecnologia assistiva, recursos de acessibilidade, profissionais qualificados e planejamento individualizado quando necessário. A expansão deverá ser orientada pelas necessidades funcionais do estudante, e não apenas pela existência de laudo, fortalecendo o trabalho pedagógico na sala regular e evitando que o AEE se transforme em espaço segregado ou substitutivo da escolarização. Ação Programática 10.4.7 — Ampliar a Central de Libras para atendimento emergencial nos serviços públicos essenciais TODO MUNDO IMPORTA Libras na Emergência 105 Objetivo: assegurar comunicação rápida, acessível e segura às pessoas surdas em atendimentos de urgência, especialmente na saúde, segurança pública, defesa civil, assistência social e serviços de emergência. A ação deverá ampliar progressivamente a estrutura existente de interpretação, oferecer atendimento remoto sob demanda, capacitar equipes para acionamento adequado e estabelecer protocolos que garantam privacidade, precisão da comunicação e registro das ocorrências, começando pelos serviços de maior risco à vida e à integridade. Ação Programática 10.4.8 - Institucionalizar formação permanente das forças de segurança para abordagem de pessoas com deficiência e neurodivergentes TODO MUNDO IMPORTA Abordagem com Respeito Objetivo: reduzir riscos, constrangimentos, uso inadequado da força e violações de direitos em abordagens envolvendo pessoas com deficiência física, intelectual, sensorial, psicossocial ou neurodivergentes. A formação deverá integrar os currículos das academias e a capacitação continuada de policiais, bombeiros, peritos e demais agentes, associada a protocolos operacionais, simulações práticas, identificação de necessidades de comunicação e monitoramento das ocorrências e reclamações. Ação Programática 10.4.9 - Instituir protocolo integrado entre saúde e educação para inclusão escolar de estudantes neurodivergentes TODO MUNDO IMPORTA Escola que Entende Objetivo: organizar a cooperação entre escolas, atenção primária, serviços especializados e famílias para assegurar apoio adequado aos estudantes autistas, com TDAH e outras condições neurodivergentes, sem confundir responsabilidades clínicas e pedagógicas. O protocolo deverá definir fluxos, responsáveis, 106 consentimento familiar, compartilhamento mínimo e protegido de informações, acompanhamento de cada caso e orientação às equipes escolares, prevenindo medicalização indevida, encaminhamentos repetitivos e interrupções no processo educacional. 10.5 Direitos humanos, população LGBTQIA+ e cidadania Orientações Programáticas: enfrentar discriminações e violações de direitos; fortalecer e territorializar as políticas estaduais já existentes; tornar visíveis populações que não conseguem acessar regularmente os serviços públicos; padronizar o atendimento humanizado; integrar dados e canais de proteção; garantir cidadania à população LGBTQIA+; e aproximar documentação, proteção social, saúde, educação, regularização territorial e desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades tradicionais. Ação Programática 10.5.1 - Ampliar o Observatório de Direitos Humanos com o Mapa das Vulnerabilidades Invisibilizadas TODO MUNDO IMPORTA Onde Ninguém é Visto Objetivo: identificar, de maneira territorializada, populações, comunidades e grupos que enfrentam violações de direitos ou permanecem fora do alcance regular das políticas públicas, utilizando o Observatório de Direitos Humanos já existente. O mapa deverá reunir dados agregados sobre violência, ausência de documentação, insegurança alimentar, situação de rua, deficiência, discriminação, distância dos serviços e outras barreiras, combinando bases públicas com escuta comunitária, proteção de dados e validação participativa para orientar busca ativa, investimentos e respostas intersetoriais. Ação Programática 10.5.2 - Instituir o Padrão Estadual de Atendimento Humanizado e Antidiscriminatório TODO MUNDO IMPORTA Acolher sem Julgar Objetivo: assegurar que todas as pessoas sejam atendidas com dignidade, respeito à identidade, privacidade e proteção contra discriminação nos serviços estaduais. O padrão deverá consolidar os protocolos já existentes e estabelecer diretrizes gerais e anexos específicos para saúde, educação, assistência, segurança e atendimento administrativo, acompanhados de formação, certificação das equipes, canais acessíveis de reclamação, apuração de condutas e avaliação da experiência dos usuários. Ação Programática 10.5.3 — Fortalecer e territorializar a Política Estadual de Cidadania LGBTQIA+ TODO MUNDO IMPORTA | Direito de Ser Objetivo: ampliar a proteção, o acesso a direitos e a presença territorial da política LGBTQIA+, articulando o Centro de Referência Raimundo Pereira, o Piauí Sem LGBTfobia, a rede de saúde, o atendimento em direitos humanos, a segurança pública, a documentação civil, a qualificação e o trabalho. A ação deverá estruturar pontos regionais de referência, capacitar equipes, produzir indicadores, fortalecer canais de denúncia e oferecer respostas específicas à violência, à discriminação e às barreiras enfrentadas por pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, intersexo e demais identidades. Ação Programática 10.5.4 — Implantar a Rota Territorial de Cidadania para povos e comunidades tradicionais, quilombolas e ribeirinhas TODO MUNDO IMPORTA | Povos que Contam Objetivo: assegurar presença regular do Estado em comunidades que enfrentam isolamento territorial, ausência de documentação, dificuldades cadastrais e acesso descontínuo às políticas públicas. A rota deverá articular equipes móveis e ações de documentação civil, CadÚnico, saúde, educação, assistência, segurança alimentar, regularização fundiária, proteção ambiental e apoio à produção sustentável, reunindo SASC, SUPIR, INTERPI, SAF, SESAPI, SEDUC e demais órgãos, com planejamento construído mediante consulta e participação direta das comunidades. A proteção social será medida pela dignidade assegurada, pela autonomia construída, pela redução das desigualdades e pela presença efetiva do Estado na vida de quem mais precisa. 107 EIXO 11 ESPORTE, LAZER INCLUSÃO E DESENVOLVIMENTO HUMANO 108 MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Esporte como educação, convivência, saúde, inclusão, talento e desenvolvimento para todas as idades. Frentes Estratégicas de Atuação 11.1 Governança, financiamento e dados do esporte 11.2 Esporte educacional e formação cidadã 11.3 Esporte comunitário, lazer e vida ativa 11.4 Infraestrutura esportiva, manutenção e acesso territorial 11.5 Esporte inclusivo e paradesporto 11.6 Formação de atletas, alto rendimento e economia do esporte Apresentação do eixo Piauí, políticas de bolsa-atleta, escolinhas, eventos e infraestrutura já demonstram a relevância do setor, mas precisam ser organizadas como política contínua, territorializada e orientada por resultados. Este eixo separa o esporte da política cultural e estrutura uma agenda própria para governança, esporte educacional e comunitário, vida ativa, manutenção dos equipamentos, paradesporto, formação de atletas e economia esportiva. A prioridade não será apenas construir ou realizar eventos, mas assegurar uso regular, acesso inclusivo, transparência no financiamento e oportunidades em todos os territórios. Finalidade estratégica Democratizar o acesso ao esporte e ao lazer, fortalecer sua dimensão educacional e comunitária, assegurar inclusão e acessibilidade, preservar equipamentos, desenvolver atletas e transformar a política esportiva em vetor de saúde, cidadania e desenvolvimento territorial. O esporte é direito, ferramenta de educação, promoção da saúde, inclusão social, convivência e desenvolvimento econômico. No 109 EIXO 11 ESPORTE, LAZER INCLUSÃO E DESENVOLVIMENTO HUMANO AÇÕES E ORIENTAÇÕES PROGRAMÁTICAS 11.1 Governança, financiamento e dados do esporte Orientações Programáticas: organizar a política esportiva como sistema contínuo, territorializado e orientado por resultados, evitando ações isoladas e sobreposição de programas; produzir evidências para democratizar o acesso ao esporte e orientar decisões de investimento, formação e manutenção; aumentar transparência, equidade e efetividade dos recursos destinados ao esporte. Ação 11.1.4 – Criar o Sistema de Avaliação de Impacto e Integridade do Financiamento Esportivo MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Dinheiro que Vira Movimento Objetivo: Aumentar transparência, equidade e efetividade dos recursos destinados ao esporte. Ação 11.1.1 – Aperfeiçoar a governança do Sistema Estadual do Esporte e do Lazer 11.2 Esporte educacional e formação cidadã MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Esporte com Regra Clara Orientações Programáticas: qualificar a oferta esportiva educacional e garantir práticas seguras, inclusivas e formativas. Objetivo: Organizar a política esportiva como sistema contínuo, territorializado e orientado por resultados, evitando ações isoladas e sobreposição de programas. Ação 11.1.2 – Criar o Observatório e o Mapa Estadual do Esporte MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Esporte à Vista Objetivo: Produzir evidências para democratizar o acesso ao esporte e orientar decisões de investimento, formação e manutenção. Ação 11.1.3 – Territorializar o financiamento esportivo com critérios públicos e transparentes MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Recurso Onde o Jogo Acontece Objetivo: Democratizar recursos e assegurar 110 que o financiamento alcance todos os territórios com integridade e impacto mensurável. Ação 11.2.1 – Ampliar e qualificar a rede de escolinhas de esporte MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Toda Criança em Jogo Objetivo: Garantir oferta esportiva regular e segura como instrumento de formação, convivência, saúde e proteção social de crianças e adolescentes. Ação 11.2.2 – Implantar a Rede Esporte que Educa MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Jogo que Ensina Objetivo: Utilizar o esporte como ferramenta educacional, de permanência escolar, desenvolvimento socioemocional e convivência comunitária. Ação 11.2.3 – Qualificar os Jogos Escolares e o calendário estudantil multiesportivo MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Escola em Movimento Objetivo: Fortalecer a participação estudantil, a integração territorial e a formação esportiva sem reduzir os jogos a eventos isolados. Ação 11.2.4 – Formar professores e agentes de esporte educacional MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Quem Ensina o Jogo Objetivo: Qualificar a oferta esportiva educacional e garantir práticas seguras, inclusivas e formativas. 11.3 Esporte comunitário, lazer e vida ativa Orientações Programáticas: dar sustentabilidade às iniciativas locais e ampliar oportunidades de esporte regular fora dos grandes centros; ampliar vida ativa, convivência comunitária e uso regular dos espaços públicos. Ação 11.3.1 – Criar Circuitos Territoriais de Esporte e Lazer MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Território em Movimento Objetivo: Interiorizar atividades esportivas, fortalecer vínculos comunitários e estimular prática regular em todos os territórios. Ação 11.3.2 – Fortalecer o esporte comunitário e amador com assistência técnica MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Time da Comunidade Objetivo: Dar sustentabilidade às iniciativas locais e ampliar oportunidades de esporte regular fora dos grandes centros. Ação 11.3.3 – Implantar o Programa Movimento para Todas as Idades MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Movimento a Vida Inteira Objetivo: Ampliar prática física regular, convivência e prevenção de doenças ao longo da vida. Ação 11.3.4 – Implantar calendário permanente de lazer e atividade física nos espaços públicos MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Rua Viva Objetivo: Ampliar vida ativa, convivência comunitária e uso regular dos espaços públicos. 11.4 Infraestrutura esportiva, manutenção e acesso territorial Orientações Programáticas: orientar manutenção, requalificação e novos investimentos com base em uso real e demanda territorial; transformar equipamentos esportivos em espaços de uso regular, seguro e comunitário. Ação 11.4.1 – Implantar o Plano Estadual de Manutenção, Acessibilidade e Uso dos Equipamentos Esportivos MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Espaço Pronto para Jogar Objetivo: Preservar o patrimônio esportivo e ampliar o uso efetivo, seguro e inclusivo dos equipamentos existentes. Ação 11.4.2 – Criar o Mapa de Ocupação e Desempenho dos Equipamentos Esportivos 111 MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Quadra que Funciona Ação 11.5.2 – Formar profissionais e assegurar acessibilidade no esporte Objetivo: Orientar manutenção, requalificação e novos investimentos com base em uso real e demanda territorial. MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Esporte sem Barreira Ação 11.4.3 – Requalificar e ativar espaços esportivos nos territórios prioritários Objetivo: Qualificar o atendimento e eliminar barreiras à participação esportiva em todo o Estado. MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Volta ao Jogo Ação 11.5.3 – Criar linha de fomento ao esporte inclusivo e a atletas com deficiência Objetivo: Ampliar acesso a espaços esportivos funcionais e bem utilizados, com prioridade para vazios territoriais. MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Talento sem Limite Ação 11.4.4 – Implantar o Programa Quadra Viva de gestão e ativação comunitária MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Quadra da Gente Objetivo: Transformar equipamentos esportivos em espaços de uso regular, seguro e comunitário. 11.5 Esporte inclusivo e paradesporto Orientações Programáticas: qualificar o atendimento e eliminar barreiras à participação esportiva em todo o Estado; promover protagonismo, inclusão e igualdade de oportunidades no esporte comunitário e de rendimento; regionalizar o acesso ao paradesporto e ampliar participação, formação e desenvolvimento de atletas com deficiência. Ação 11.5.1 – Fortalecer a Rede Estadual de Paradesporto MOVIMENTO DA NOSSA GENTE | Paradesporto em Rede Objetivo: Garantir acesso contínuo ao esporte e criar trajetórias de participação, desenvolvimento e rendimento para pessoas com deficiência. 112 Objetivo: Promover protagonismo, inclusão e igualdade de oportunidades no esporte comunitário e de rendimento. Ação 11.5.4 – Estruturar polos macrorregionais de paradesporto e classificação funcional MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Polo para Todos Objetivo: Regionalizar o acesso ao paradesporto e ampliar participação, formação e desenvolvimento de atletas com deficiência. 11.6 Formação de atletas, alto rendimento e economia do esporte Orientações Programáticas: interiorizar suporte técnico a atletas sem criar estruturas ociosas ou sem sustentabilidade; transformar eventos esportivos em instrumentos de desenvolvimento regional, turismo e fortalecimento das modalidades. Ação 11.6.1 – Aperfeiçoar e territorializar o Bolsa Atleta Estadual com critérios de desempenho e equidade MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Bolsa que Sustenta o Sonho Objetivo: Apoiar atletas com mérito e equi- dade, mantendo sustentabilidade e acompanhamento de resultados. Objetivo: Transformar eventos esportivos em instrumentos de desenvolvimento regional, turismo e fortalecimento das modalidades. Ação 11.6.2 – Credenciar polos regionais de formação e desenvolvimento esportivo em estruturas existentes Ação 11.6.4 – Criar o Programa Carreira do Atleta e Transição Profissional MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Treinar Perto de Casa MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Depois da Medalha Objetivo: Interiorizar suporte técnico a atletas sem criar estruturas ociosas ou sem sustentabilidade. Objetivo: Proteger a trajetória pessoal dos atletas e converter experiência esportiva em oportunidades profissionais e econômicas. O esporte será medido pelo acesso das pessoas, pela inclusão, pela formação de talentos, pela ocupação saudável dos espaços públicos e pela contribuição para a educação, a saúde e o desenvolvimento humano. Ação 11.6.3 – Consolidar calendário de eventos esportivos com impacto territorial e turístico MOVIMENTO DA NOSSA GENTE Evento que Move a Cidade O esporte será medido pelo acesso das pessoas, pela inclusão, pela formação de talentos, pela ocupação saudável dos espaços públicos e pela contribuição para a educação, a saúde e o desenvolvimento humano. 113 7. O PIAUÍ QUE OUVIMOS: AS MÃOS E VOZES QUE AJUDARAM A CONSTRUIR ESSE PLANO Este Plano de Governo não começou em uma sala fechada, nem nasceu apenas de relatórios, números ou reuniões técnicas. Ele começou nas estradas do Piauí, nas conversas realizadas em cada região, nos encontros com a população e na escuta atenta de quem conhece, de perto, os problemas e as potencialidades do nosso Estado. Percorremos cidades, comunidades, povoados e diferentes realidades dos 12 Territórios de Desenvolvimento. Em cada lugar, encontramos um Piauí com características próprias, necessidades urgentes e grandes possibilidades. Ouvimos quem vive no litoral, no semiárido, nos cerrados, nos vales, nas cidades-polo, nas periferias urbanas e nas comunidades rurais. Cada território revelou suas dificuldades, mas também sua força, sua identidade e sua capacidade de construir um futuro melhor. Não fomos apenas apresentar ideias. Fomos, principalmente, ouvir. Ouvimos mães que aguardam atendimento para seus filhos. Ouvimos pacientes que precisam percorrer longas distâncias em busca de tratamento. Ouvimos jovens que desejam estudar, trabalhar e construir sua vida sem precisar abandonar sua cidade. Ouvimos professores, profissionais da saúde, servidores públicos, trabalhadores, comerciantes, empreendedores, produtores rurais, agricultores familiares, mulheres, idosos, pessoas com deficiência, lideranças comunitárias e representantes dos mais diversos setores da sociedade. 114 Ouvimos quem precisa de estrada para escoar a produção, de água para produzir e viver com dignidade, de segurança para proteger sua família, de uma escola que ensine de verdade e de um serviço público que funcione quando é procurado. Ouvimos também quem acredita nas vocações do Piauí, investe, empreende, gera empregos e sabe que o nosso Estado pode crescer muito mais quando encontra planejamento, apoio e segurança para produzir. Cada conversa trouxe uma história. Cada história revelou uma necessidade. E cada necessidade ajudou a orientar os compromissos apresentados neste plano. Recebemos sugestões diretas de cidadãos, lideranças locais, associações, sindicatos, conselhos profissionais, entidades empresariais, organizações sociais, instituições de ensino, movimentos comunitários e representantes da sociedade civil organizada. Essas contribuições permitiram compreender não apenas os grandes desafios estaduais, mas também os problemas específicos que afetam cada município, comunidade e território. Esse processo de escuta possui um significado ainda mais profundo para quem conhece a realidade do povo não apenas pelos documentos oficiais, mas pela própria experiência de vida. Minha origem humilde me ensinou, desde cedo, o valor do trabalho, da oportunidade e da dignidade. Sei o que significa enfrentar dificuldades, lutar para avançar e depender de serviços públicos que nem sempre chegam no tempo certo. Por isso, cada relato foi recebido não como uma informação distante, mas como uma realidade que precisa ser compreendida e enfrentada. Muitas das dores apresentadas nas nossas andanças fazem parte de situações que eu mesmo conheci ou acompanhei de perto. Essa vivência reforça a nossa missão de ser uma voz do povo e de transformar suas necessidades em decisões concretas de governo. Mas a escuta popular, sozinha, não seria suficiente. Era necessário organizar as contribuições, avaliar sua viabilidade e transformá-las em propostas responsáveis. Para isso, reunimos uma equipe técnica formada por profissionais de diferentes áreas, com a missão de estudar os problemas do Estado, analisar dados, examinar políticas públicas, identificar desigualdades territoriais e construir caminhos possíveis para cada demanda. As sugestões recebidas foram confrontadas com diagnósticos sociais, econômicos, fiscais, administrativos e territoriais. A equipe avaliou competências do Estado, formas de execução, fontes possíveis de financiamento, riscos, prazos e resultados esperados. Dessa forma, a experiência de quem vive os problemas encontrou o conhecimento de quem sabe planejar soluções. Este plano representa, portanto, o encontro entre duas forças indispensáveis: a voz popular e a capacidade técnica. A participação popular mostrou o que precisa mudar. O trabalho técnico ajudou a definir como mudar com responsabilidade. A escuta revelou as prioridades. O planejamento organizou essas prioridades em eixos, frentes estratégicas de atuação e ações capazes de orientar um governo comprometido com resultados reais. Não pretendemos substituir a voz das pessoas por decisões tomadas de cima para baixo. Ao contrário, queremos que essa voz continue presente durante todo o governo. O diálogo com os territórios, os municípios, as entidades e a sociedade deverá permanecer como instrumento de planejamento, acompanhamento, avaliação e correção das políticas públicas. Este é um plano construído a partir do chão do Piauí. Foi escrito com as mãos de quem trabalha, produz, ensina, cuida, empreende, luta e acredita. Foi inspirado por cada pessoa que tive a oportunidade e o grande prazer de ouvir ao longo dessa caminhada. A todos que abriram suas casas, compartilharam suas histórias, apresentaram sugestões, apontaram problemas e confiaram suas esperanças a este projeto, fica o nosso reconhecimento e a nossa gratidão. Cada contribuição recebida passou a fazer parte de um compromisso maior: devolver o governo ao povo e fazer com que o Estado esteja presente na vida dos piauienses. Este plano não pertence apenas a um candidato, a um partido ou a uma equipe. Ele pertence a todos que acreditam que o Piauí pode ser mais justo, mais desenvolvido, mais humano e mais próximo de sua gente. Porque ouvir o povo não é apenas uma etapa da campanha. É o primeiro dever de quem pretende governar. Joel Rodrigues da Silva Candidato ao Governo do Estado do Piauí 115 8. AGRADECIMENTOS Este documento é mais do que um conjunto de propostas. Ele é o resultado de um esforço coletivo, de um encontro entre técnica, escuta, experiência e compromisso com o Piauí real. Nenhum projeto sério de transformação nasce de uma única voz. O que está aqui foi construído com muitas mãos, muitas leituras, muitas conversas e, sobretudo, com a recusa firme de aceitar como destino os problemas que há tanto tempo foram naturalizados no nosso estado. 116 professores, aos profissionais da saúde, aos servidores públicos, aos jovens, às mães, aos produtores rurais, aos agentes culturais, aos atletas, aos representantes de movimentos sociais e a todos os cidadãos que, direta ou indiretamente, contribuíram com ideias, críticas, relatos e vivências. Este plano não nasceu de gabinete fechado. Ele foi alimentado pela realidade concreta de quem vive o Piauí todos os dias. Minha gratidão começa por todos os pesquisadores, especialistas, acadêmicos, técnicos e colaboradores que se debruçaram sobre dados, leis, diagnósticos, relatórios e experiências concretas para dar densidade e consistência a este plano. Vocês ajudaram a transformar inconformismo em método, intuição em evidência e esperança em proposta viável. Mostraram que o conhecimento técnico, quando orientado pelo interesse público, é ferramenta de libertação. Meu agradecimento mais profundo vai ao povo piauiense. Ao povo do sertão, do semiárido, das periferias urbanas, das comunidades quilombolas, dos assentamentos, das feiras, das escolas, dos postos de saúde, dos pequenos negócios e das estradas de luta. A cada pessoa que, em algum momento, expressou cansaço diante do abandono, mas não perdeu a capacidade de acreditar. Este documento carrega a voz de quem foi muitas vezes tratado como número, mas nunca deixou de ser sujeito da própria história. Agradeço também às lideranças locais, às mulheres e homens que são a força de trabalho desse Estado, aos empreendedores, aos Agradeço de modo especial às mulheres piauienses. Às que sustentam a casa, criam os filhos, empreendem com pouco, enfren- tam violência, carregam o cuidado e ainda assim seguem em pé. A dignidade e a coragem de vocês ajudaram a moldar um plano que entende que equidade não é adorno: é método de governo, critério de justiça e condição para o desenvolvimento real. Aos jovens do Piauí, minha gratidão pela inquietação, pela inteligência e pela urgência. Vocês nos lembram que o futuro não pode ser adiado indefinidamente e que nenhum estado prospera quando sua juventude é condenada à evasão, ao desalento ou à falta de perspectiva. Este plano também é uma resposta ao direito de vocês de estudar, trabalhar, inovar, criar e permanecer nesta terra com dignidade. À minha família, pelo apoio, pela compreensão e pela confiança. Nos momentos de maior responsabilidade pública, é a família que recorda o sentido da caminhada e a obrigação moral de permanecer fiel aos valores que realmente importam. pode tratar o serviço público como problema; precisa reconhecê-lo como parte essencial da solução. Por fim, agradeço ao próprio Piauí. À sua me mória, à sua resistência, à sua beleza, à sua inteligência e à sua capacidade de recomeçar. Este plano é uma forma de devolver, em trabalho e compromisso, um pouco do muito que esta terra oferece a quem nela acredita. Seguimos adiante com os pés no chão, responsabilidade fiscal, rigor técnico e confiança na nossa gente. O Piauí tem força. O Piauí tem futuro. E o Piauí merece um governo à altura da sua grandeza. Joel Rodrigues Candidato ao Governo do Estado do Piauí Aos servidores públicos sérios, que mantêm o Estado de pé mesmo quando faltam condições ideais, registro meu respeito. Um governo que queira funcionar de verdade não 117 118 As propostas constantes neste Plano de Governo constituem diretrizes programáticas para a gestão estadual e serão implementadas de forma gradual, observadas a legislação vigente, a disponibilidade orçamentária e financeira, os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, bem como a cooperação institucional necessária com os demais entes federativos e Poderes constituídos. 119 120